O 11 combinado de Sporting e FC Porto

O Clássico de Alvalade, mesmo surgindo longe da fase de decisão do campeonato, pode ter uma importância muito elevada nas contas finais. O Porto ultrapassou o Sporting na última jornada, mas atravessa um período muito conturbado e uma derrota não será nada positiva para a estabilidade de Lopetegui no Dragão. Por outro lado, os leões, que pareciam inabaláveis na liderança, sofreram um desaire inesperado na Madeira e, caso fiquem a 4 pontos, perdem toda a confiança que tinham até há bem pouco tempo. O Estádio de Alvalade é o mais difícil da liga para os azuis e brancos, que não vencem o rival em Lisboa desde 5 de Outubro de 2008, mas se há coisa que esta liga já nos provou - com o triunfo esmagador do Sporting na Luz - é que a História, apesar de poder pesar, é escrita a cada jogo. Aproveitando este embate, e como tem sido hábito, o VM projecta aquele que seria o 11 combinado das duas equipas, considerando o rendimento dos jogadores disponíveis:

Rui Patrício (Sporting) - Mesmo frente a um guarda-redes de nível mundial, o internacional português não tem ficado a perder. Transformou-se definitivamente num guarda-redes de "equipa grande", sendo decisivo nas poucas vezes em que é chamado a jogo. A exibição na Madeira, frente ao Marítimo, ficou na memória. 
Maxi (Porto) - João Pereira é um elemento muito instável e provavelmente o elo mais fraco do 11 leonino, ficando a perder para o melhor lateral do campeonato. O experiente uruguaio, totalmente conhecedor da liga portuguesa, dá muita segurança ao seu flanco e é capaz de oferecer grande profundidade. 
Maicon (Porto) - Apesar de não ter dado o salto que se esperava quando surgiu, o brasileiro é indiscutivelmente o patrão da defesa portista, sendo o principal responsável pelos bons registos defensivos da equipa. 
Ewerton (Sporting) - A sua chegada acrescentou outra qualidade à defesa do Sporting, com o brasileiro a demonstrar novamente o valor que tinha apresentado ao serviço do Sporting de Braga. Tem sido provavelmente o melhor central do campeonato e, se não fossem as lesões, podia estar noutro patamar em termos internacionais. 
Layun (Porto) - O melhor reforço dos azuis e brancos. Tem sido absolutamente preponderante na equipa portista, integrando-se muito bem na manobra ofensiva e contribuindo com golos e assistências. Leva a melhor sobre Jefferson, que teve um ano de altos e baixos. 
Danilo (Marítimo/Porto) - Era um dos pilares do Marítimo e viu a sua qualidade premiada com o salto para o Dragão, onde se impôs com facilidade, merecendo inclusive a chamada à selecção. William com Jorge Jesus manteve-se pouco influente no Sporting, pelo que perde no duelo com o rival de posição. 
Adrien (Sporting) - A subida de rendimento do médio com Jorge Jesus tem sido surpreendente, de tal modo que o capitão leonino é mesmo um dos elementos mais indispensáveis da equipa. Sempre com muita disponibilidade e com capacidade de desequilibrar ofensivamente, Adrien tem sido decisivo. 
Bryan Ruiz (Sporting) - Está, finalmente, a acrescentar a classe que sempre lhe foi reconhecida e já se tornou num dos principais jogadores do futebol português. Mesmo sem jogar de forma regular na zona central, é quando aí aparece que o seu futebol ganha outra dimensão. 
Corona (Porto) - Apesar de não ser muito consistente, é claramente um dos jogadores mais evoluídos tecnicamente do nosso campeonato. Quando está bem, os dragões ganham outra capacidade ofensiva, sendo o mexicano capaz de criar desequilíbrios com facilidade. 
Brahimi (Porto) - Face a um Sporting sem extremos de grande nível, o argelino teria sempre de estar no 11, mesmo não estando a fazer uma época de sonho a nível interno (sobretudo se olharmos à qualidade que já demonstrou). Ainda assim, será uma das maiores estrelas no relvado de Alvalade. 
Slimani (Sporting) - É, a par de Adrien, um dos jogadores mais indispensáveis no Sporting de Jorge Jesus. Não só pelos golos decisivos que tem marcado, mas principalmente pela disponibilidade e capacidade de dar profundidade à equipa, características bastante apreciadas pelo técnico bicampeão. Aboubakar tem feito uma época de qualidade, mas não com a influência do argelino. 

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