Milan quer canalizar dinheiro de Luiz Adriano para ex-Benfica; Lopetegui realça que "Ainda tinha tempo de atingir todos os objectivos"; Diamanti regressa à Série A; Rio Ave despacha Estoril, Gil Vicente fica à espera do FC Porto ou Boavista

Gil Vicente vai defrontar o FC Porto ou Boavista; Enquanto que o Rio Ave mede forças com Braga ou Arouca. Gilistas dão sequência à sua excelente época (na estreia de Nandinho como treinador a nível Sénior, estão a 2 pontos da promoção e a uma eliminatória do Jamor), enquanto Manuel Machado, em sentido inverso, está numa das suas piores temporadas na Madeira. Já o Rio Ave chega às meias-finais pela terceira vez consecutiva - O Gil Vicente e o Rio Ave estão já nas meias-finais da Taça de Portugal. O conjunto de Barcelos (única equipa que não da I Liga ainda em prova) recebeu e venceu o Nacional por 1-0, graças a um golo de Pecks aos 31 minutos. É apenas a segunda vez que o GIl chega a esta fase da prova (a primeira havia sido em 1977). Já em Vila do Conde, o Rio Ave confirmou o favoritismo e vergou o Estoril por 3-0. Logo aos 7', Tarantini abriu o marcador (respondendo bem de cabeça a cruzamento de Ukra), tendo Krovinovic (remate colocado de pé esquerdo), aos 53', e Edimar (após tabela com Bressan), aos 77', feito o resultado final.

Banega e Fellaini também estão na mira dos rossoneri - Luiz Adriano saiu para a China a troco de 14 milhões de euros e o Milan pretende canalizar esse dinheiro para a aquisição de um médio. De acordo com a imprensa italiana, o clube milanês tem no ex-Benfica Axel Witsel a principal prioridade mas o Zenit já terá rejeitado uma proposta avaliada em cerca de 22 milhões de euros pelo internacional belga.

Só foi utilizado em 27 minutos na Premier League - O "fantasista" Alessandro Diamanti está de regresso à Série A agora para representar a Atalanta. O internacional italiano, de 32 anos, estava no Watford, mas raramente foi opção para Quique Flores, regressando agora a Itália por empréstimo até final da época.

Julen Lopetegui emitiu uma carta de despedida ao universo do FC Porto. Com o título: "Sempre portista", o espanhol aproveita para lançar algumas indirectas, deixando novamente a ideia que ainda podia ter ganho tudo esta época e que teve de lidar com um plantel que sofreu várias alterações. "Esta é a minha carta de despedida, chegou o momento em que o FC Porto e eu separamos os nossos caminhos. Por isso, e pese este ser um momento amargo, sinto necessidade de expressar várias ideias de forma pública.

Para começar, obrigado ao FC Porto e em especial ao seu presidente por me ter dado a oportunidade, e a toda a minha equipa técnica, de viver uma experiência maravilhosa e exigente ao mais alto nível. Foi um ano e meio de intenso trabalho a todos os níveis, que contribuiu muito para melhorarmos como pessoas e profissionais. Ainda estávamos a tempo e com possibilidade de atingir todos os objetivos a que nos tínhamos proposto; confiávamos totalmente nisso, estávamos convencidos de poder alcançá-los e entristece-nos este afastamento a meio do caminho. De qualquer forma, saio com a ideia de que os bons momentos foram muitos mais do que os maus, tivemos noites tão especiais no Dragão que dificilmente serão esquecidas.

Considero que contribuímos com o nosso grão de areia para que a sociedade crescesse, fosse rentável, garantisse o seu futuro e tivesse repercussão na Europa. Para um treinador, não é fácil aceitar que muitos dos jogadores mais utilizados saiam no final da época, mas isso significa que renderam a grande nível e acima de quaisquer egoísmos sempre se manteve a ideia de buscar o melhor para a gestão do FC Porto. Este ano recebemos muitos jogadores novos, alguns muito jovens que estão a crescer e a adquirir o nível competitivo que o clube requer ao mesmo tempo que continuamos a lutar pelos objetivos.

É por isso que quero agradecer a todos os futebolistas com que trabalhei nestas duas temporadas e destacar a sua atitude exemplar, a disposição e comportamento que tiveram comigo e com todo o corpo técnico. Desejo que completem com êxito o que começámos todos juntos. Sempre senti o apoio dos jogadores e também dos funcionários do clube, em todas as circunstâncias, e quero aqui reconhecer-lhes o seu esforço e compromisso diário. Vou embora podendo olhar na cara todo e qualquer um deles. Agradeço a sua entrega e colaboração, dando sempre o melhor deles próprios. Defender o escudo do FC Porto e o seu sentimento assim o exige. Saio com a consciência tranquila após dar a alma por uma entidade com uma história tão brilhante.

Quero também agradecer à cidade e à sua gente pela forma de ser. No Porto, tanto eu como a minha família nos sentimos em casa. Tudo o que eu sinto por este lugar maravilhoso e todas as recordações que levo não cabem em tão poucas linhas.

Por último, desejo toda a sorte do mundo a esta equipa e que alcance os objetivos desejados, porque os seus triunfos sempre serão os de um clube, de um estádio e de um público que me marcaram para sempre o coração.

Um abraço, Somos Porto!"

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