Benfica não descola e repete espectáculo; Jonas bisou nos golos, Pizzi nas assistências; Gaitán e Mitroglou também marcaram; Sanches aumentou o nível; Iuri voltou a ser o melhor do Moreirense

Moreirense 1-4 Benfica (Jonas 16' e 67', Mitroglou 43' e Gaitán 75'; Iuri Medeiros 90+2')

O Benfica repetiu a dose e voltou a golear o Moreirense (4-1), desta vez para o campeonato, resultado que permite manter tudo na mesma no topo da Liga. Os encarnados, que somaram a 10.ª vitória consecutiva (em todas as competições), voltaram a dar espectáculo, com um futebol ofensivo, muito dinâmico e sempre com uma velocidade assinalável na circulação de bola. Jonas bisou e já leva 21 golos na Liga, Pizzi também esteve novamente em destaque com duas assistências, tal como Sanches, que apresentou uma clara melhoria tendo como comparação os últimos jogos; Gaitán marcou 1 golo no regresso à titularidade, tendo Mitroglou colocado também o nome dos marcadores ao facturar pela 4.ª jornada consecutiva; No Moreirense, os jogadores mudaram mas a inércia em contrariar o maior poderio do campeão nacional foi igual, sendo que, à semelhança do que tinha acontecido na Taça da Liga, Iuri Medeiros, com mais um belo golo, foi dos poucos destaques positivos.

Quanto ao encontro, o Benfica entrou logo disposto a impôr uma velocidade de jogo alta, aproveitando as arrancadas de Sanches e Pizzi para criar desequilíbrios e subir os laterais. E foi numa dessas ocasiões que surgiu o primeiro golo. Combinação entre André Almeida e Pizzi e o extremo do Benfica serve Jonas, que numa excelente execução de cabeça, abre o marcador. A equipa de Miguel Leal reagiu bem e criou 2 lances com algum perigo, mas Evaldo e Iuri Medeiros desperdiçaram. E numa fase em que o jogo estava dividido, aproveitaram os encarnados para praticamente matar o jogo. Renato Sanches descobre Eliseu com um passe espectacular e o lateral, já em esforço, centra para Mitroglou antecipar-se à defesa e fazer o 2-0. Na segunda parte, que fica marcada pela lesão de Lisandro Lopez (foi substituído por Lindelof), a tónica manteve-se, o Moreirense voltou a ter uma ocasião por Iuri Medeiros (sempre ele), mas a turma de Rui Vitória não demorou a avolumar o resultado. Primeiro foi Jonas, a passe de Pizzi, a aumentar a contenda, para depois Gaitán, depois de uma jogada entre Jiménez e Jonas, fechar o marcador com uma trivela já dentro de área. O melhor que o Moreirense conseguiu foi reduzir, já nos descontos, pelo inevitável Iuri Medeiros, que num belo lance individual, bateu Júlio César.

Moreirense - Nem à primeira, nem à segunda. Miguel Leal foi engolido por este Benfica, tanto na Taça da Liga como no campeonato. A equipa entrou mal em ambos os jogos e os problemas e destaques foram praticamente tirados a papel químico do primeiro jogo. Desta vez os golos dos encarnados nem surgiram por erros individuais tão claros como na partida a meio da semana, mas a incapacidade do conjunto para criar oportunidades e a dependência de um só jogador foi semelhante. Toda a equipa girar em redor de Iuri Medeiros, o único jogador capaz de acelerar com critério, de pausar nos momentos de inferioridade numérica e de aparecer na área para desequilibrar e fazer golos. Hoje houve também Palhinha, a melhor unidade do meio campo, e o único com capacidade para travar as iniciativas de Renato Sanches, já que Vítor Gomes e Fábio Espinho foram praticamente inexistentes, sendo que quando tiveram oportunidade de ter a bola o impacto foi nulo. Certo é que com esta derrota, Miguel Leal fica apenas a 3 pontos da linha de água e o campeonato parece mais apertado que na temporada passada (hoje não contou com Rafael Martins que tem sido, a par de Iuri, o melhor do plantel).

Benfica - Fortalecer da melhor fase da época, estendendo a série de vitórias consecutivas para dez e, acima de tudo, com um nível exibicional em crescendo jogo após jogo. Desta vez nem a goleada a meio da semana contra o mesmo adversário tirou agressividade à equipa, que voltou a entrar com uma dinâmica difícil de contrariar, sobretudo assente na circulação de bola no último terço que, até ver, é muito superior à dos rivais directos. Um conjunto com excelentes executantes (principalmente Jonas, Gaitán e Pizzi) que quando coloca velocidade e intensidade no último terço, explorando os 3 corredores, facilita em muito a tarefa de furar o bloco baixo dos adversários. A título individual, foi mais um jogo em que o duo de avançados fez golos, hoje com Mitroglou mais discreto e Jonas a confirmar o estatuto de melhor marcador, para além da habitual contribuição de Pizzi (somou mais duas assistências) que se torna letal quando aparece por dentro. Mais atrás, destaque positivo para Renato Sanches que retomou a boa forma do momento em que apareceu na 1.ª equipa, mostrando mais critério com bola e mais preocupação e cautela no momento de sair na pressão, evitando faltas desnecessárias sobre o adversário. Samaris também leva nota positiva, tal como a dupla de centrais que hoje pouco foi testada (Lindelof entrou para o lugar do lesionado Lisandro). Por fim, Júlio César mostrou tranquilidade quando testado (principalmente por Iuri) e os laterais Eliseu e André Almeida tiveram pouco envolvimento na frente (Eliseu tem muito mérito no 2.º golo), especialmente o segundo.



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