Helton salvou no minuto 96; FC Porto tremeu, mas carimbou a passagem; Imbula foi expulso, Boavista falhou penalti nos descontos

Boavista 0-1 FC Porto (Brahimi 26')

Valeu Helton, que defendeu um penalty no último minuto. Foi mais difícil do que para o campeonato, muito por culpa da expulsão de Imbula (que nem foi titular), mas um golo solitário de Brahimi bastou para o FC Porto bater novamente o Boavista e chegar às meias-finais da Taça de Portugal, onde vai defrontar o Gil Vicente. O derby da Invicta foi quentinho, com muitas escaramuças entre jogadores, mas, apesar do forcing final dos axadrezados, que ficaram à beira do golo, fica a certeza de que passou a melhor equipa.

O FC Porto controlou sempre a primeira parte, dispondo das melhores oportunidades de golo. Aboubakar, servido por Layun, atirou ao lado de cabeça, Marcano atirou ao poste na sequência de um canto, mas só Brahimi conseguiu desfazer o nulo. O argelino aproveitou uma perda de bola do Boavista, deixou 2 adversários para trás, e já com pouco ângulo, fez o 1-0 para a turma de Rui Barros, que foi obrigado a lançar Imbula para o lugar do lesionado Evandro. A equipa da casa, à excepção de um lance perigoso de Rúben Ribeiro, pouco ameaçou. A segunda parte foi mais dividida. Aboubakar podia ter fechado o jogo logo no início (atirou à barra), mas o FC Porto foi encostado às cordas por uma boa atitude do Boavista, que intensificou a pressão após a expulsão de Imbula (viu vermelho directo por entrar com os pitons na perna do adversário). Até final, o conjunto de Sánchez carregou sobre a área portista, sobretudo através do jogo aéreo. Helton, com uma má saída, quase ofereceu o empate, tendo sido herói no último minuto ao defender um penalty de Douglas Abner, após uma falta de Indi.

Destaques: 

FC Porto - A equipa azul e branca não fechou o jogo enquanto pôde e acabou a sofrer, tendo sido notória a quebra de qualidade da primeira para a segunda parte. Ainda assim, foi a partir do momento em que Imbula cometeu um disparate que a turma de Rui Barros ficou em apuros. O francês está com a cabeça noutro lado e, enquanto assim for, não irá conseguir acrescentar a sua qualidade (que a tem, isso é indiscutível). O meio campo acabou por ser, no entanto, o melhor sector dos dragões, com Danilo a impor-se e a demonstrar um excelente sentido posicional, bem auxiliado, a espaços, por Herrera, que, apesar de ser um patinho feio para os adeptos, vai sendo um dos elementos em melhor forma. Varela, que hoje foi titular, fez uma bela partida, oferecendo a habitual inteligência táctica e capacidade de sacrifício, embora tenha tido bons lances no ataque. O maior agitador voltou a ser Brahimi, que desequilibrou na primeira parte mas não conseguiu dar continuidade na segunda. Com Aboubakar perdulário, o que já se torna normal, teve de ser o argelino a resolver. Quem também resolveu foi Helton, que minutos antes até tinha inventado. O brasileiro limpou um erro de Indi (não consegue evitar as abordagens infantis) e foi decisivo para a passagem, num jogo em que os laterais voltaram a estar melhores do que os dois centrais.

Boavista - Depois da goleada para o campeonato, a equipa deu uma boa resposta, especialmente na segunda parte. Mesmo sem disfarçar as limitações, a equipa de Sánchez teve uma postura mais ofensiva e até podia ter conseguido o empate. Os axadrezados cometeram menos erros defensivos do que na partida anterior (embora Tiago Mesquita tenha sofrido bastante para travar Brahimi) e tiveram uma capacidade bem diferente para chegar ao ataque. É certo que com um futebol de processos simples e muito jogo directo, mas são as armas que Sánchez tem ao dispor. Rúben Ribeiro e Renato Santos tentaram acrescentar alguma criatividade e Uche fez um papel semelhante ao que Uchebo costuma fazer, jogando de costas e tentando impor-se perante os centrais contrários.

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