Fora do Radar: Massimo Maccarone

O futebol não acontece só na Premier League e na La Liga, não passa só por Old Trafford e Camp Nou. Fora do Radar é uma rubrica com o objectivo de dar a conhecer jogadores do futebol mundial, independentemente da idade, que passam despercebidos ao adepto comum.

Itália é um país diferente no que toca ao futebol. Em quase todo o lado, os jogadores não são como o vinho. Mas na "Bota" há uma consideração especial pelos jogadores experientes, que sabem tudo sobre o jogo, e não é raro vê-los brilhar até perto dos 40 anos. Luca Toni, que foi Capoccanoniere da última temporada, é um excelente exemplo disso mesmo, para além da lenda que é Totti. Contudo, não é nenhum dos internacionais italianos que leva o prémio de "veterano" do ano até ao momento. Na equipa que continua a ser sensação mesmo depois da saída de Maurizio Sarri para o Nápoles, actua um elemento que está a realizar uma época fantástica. Massimo Maccarone é, a par de Ricardo Saponara, a grande figura do Empoli, clube que, apesar de ter perdido nomes como Valdifiori, Rugani ou Vecino, continua a aproveitar de forma exímia os recursos que tem à disposição e encanta pelo bom futebol. "Big Mac", como é conhecido, é um avançado que passou ao lado das luzes da ribalta, tendo feito carreira em clubes de média dimensão (representou, por exemplo, a Sampdoria, o Middlesbrough e o Siena), mas conseguiu sempre manter uma boa relação com os golos e este ano não tem sido diferente. Aos 36 anos, o italiano tem sido peça fulcral na excelente temporada do Empoli, que está num extraordinário 7º lugar, contribuindo com 8 golos. No mais famoso, foi festejar com um amigo adepto do Bolonha, adversário nesse dia, bebendo um gole de cerveja. Mesmo sem a resistência física de outros tempos (é quase sempre substituído), Maccarone não perdeu as armas que caracterizam o seu futebol: o poder de desmarcação, a inteligência na procura dos espaços e um instinto muito interessante na grande área, tudo isto aliado a uma excelente visão de jogo. O avançado tem feito dupla com Pucciarelli ou Livaja, mas supera os registos dos companheiros de ataque, fazendo golos de pé direito, esquerdo ou de cabeça. Será difícil repetir a proeza de Luca Toni, até porque a concorrência de nomes como Higuain, Kalinic ou Dybala não vai facilitar, mas Big Mac é mais um italiano que contraria a ideia de que a partir dos 33/34 anos um jogador está acabado para o futebol. 

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