FC Porto agrava crise em Famalicão e já está fora da Taça da Liga; Mais um jogo com muita posse e poucas oportunidades; Helton imitou Casillas e fica ligado ao golo; Rúben Neves longe do nível que já apresentou; Suk deu-se muito ao jogo na 1.ª parte mas também não fez a diferença na finalização

Famalicão 1-0 FC Porto (Mauro 58')

Tarefa complicada para Peseiro. No último jogo com Rui Barros como técnico principal o FC Porto foi derrotado pelo Famalicão, na 2.ª jornada da Taça, e já está fora da Taça da Liga (a partida com o Feirense só vai servir para cumprir calendário). À semelhança do jogo em Guimarães, um novo "frango", desta vez de Helton, castigou mais uma exibição pobre dos dragões, em que a inércia ofensiva foi demasiado evidente (muita posse, mas pouca capacidade para desequilibrar e criar oportunidades de golo). Suk, que estreou-se a titular, foi dos mais interventivos, mas raramente teve sucesso nas suas acções, principalmente no momento da finalização (ainda acertou na barra); Victor Garcia, na direita, também teve uma participação positiva, mas no geral a prestação em termos individuais e colectivos foi fraca. Rúben Neves, completamente apagado, foi o espelho do actual momento portista, num jogo em que RB lançou alguns elementos da equipa B como Lichnovsky, Chico Ramos e Ismael. No actual 10.º classificado da II Liga, Medeiros foi o elemento que mais tentou desequilibrar, mas o conjunto de Daniel Ramos valeu essencialmente pela coesão defensiva.

Quanto ao encontro, a primeira parte teve pouca história, com o FC Porto a controlar a posse de bola, com circulação em excesso no meio campo e pouca objetividade nas jogadas e o Famalicão a tentar sair rápido nos momentos em que recuperava a bola. Apesar de um ou outro lance de Chico na frente, as oportunidades mais perigosas dos primeiros 45 minutos pertenceram aos Dragões, que por intermédio de Suk (primeiro a passe de André Silva e depois num cabeceamento a fechar o 1.º tempo que saiu pouco por cima) estiveram próximos de marcar. O segundo tempo foi bastante diferente, a equipa de Rui Barros tardava em criar perigo para a baliza de Chastre e Mauro, num livre onde Hélton sai com culpas, faz o 1-0 para o Famalicão. O FC Porto apressou-se a tentar responder, mas, já com Corona em campo (e mais tarde os B's Francisco Ramos e Ismael Díaz), raramente conseguiu uma oportunidade, exceção feita a mais um cabeceamento de Suk, a cruzamento de Víctor García (muito melhor neste capítulo do que José Ángel), que foi de encontro à trave e a um lance do mesmo Suk (assistido por Corona), no qual Chastre, com uma mancha, desviou para canto, raramente deu a ideia que o FC Porto ia chegar pelo menos ao empate.

Destaques

Famalicão - Um bom prémio para uma das massas adeptas mais fiéis em Portugal, num jogo em que a coesão defensiva fez a diferença. A equipa de Daniel Ramos raramente se desequilibrou e acabou por ser feliz num dos poucos remates (se é que se pode rotular dessa maneira) que fez. Chastre quando foi chamado a intervir disse sempre presente, a dupla de centrais Silvério e Luiz Alberto também realizou uma boa exibição. Na frente Chico tentou dar luta, mas só Diego conseguiu desequilibrar.

FC Porto - Derrota que agrava o mau momento e que, além de confirmar o adeus à competição, evidencia o muito trabalho que Peseiro tem pela frente, já que este conjunto portista está completamente apático e principalmente a nível ofensivo já nem individualmente consegue fazer a diferença, sendo certo que com Brahimi haverá outra capacidade. A nível individual, Peseiro também vai levar poucas notas positivas deste jogo. Suk e Victor Garcia (muito melhor que o desastrado José Angél) foram dos poucos a ganhar pontos, de resto, o meio campo, com Imbula, Neves (incrível como o seu rendimento desceu nas últimas semanas) e Oliveira, não fizeram a diferença; Na frente André Silva conseguiu desequilibrar numa situação, mas foi prejudicado por ter de jogar no lado esquerdo, pior esteve Varela que nem contra um adversário do II escalão fez a diferença. No entanto, este jogo acaba por ficar marcado pelo "frango" de Helton, que depois da cantada de Casillas em vez de marcar posição só aumentou as dúvidas em relação a quem deve ser titular.

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