Feirense castiga mais uma exibição pobre do FC Porto; Peseiro apostou no losango com Varela a 10 mas os dragões praticamente não tiveram oportunidades; Marítimo confirmou a passagem

Muito pobre novamente. O FC Porto saiu pela porta pequena da Taça da Liga ao somar a 3.ª derrota em 3 jogos, desta feita no terreno do Feirense (2-0), e isto num grupo que tinha duas equipas da II Liga. Mérito do conjunto de Pepa, que, apesar de ter utilizado os reservas, realizou uma exibição competente, apesar de ser o Marítimo (0-0 diante do Famalicão) a seguir em frente na competição (vai defrontar o Portimonense). Hélder Castro, de penalti, aos 39 minutos, e Porcellis, a 10 minutos do fim, impuseram o 1.º desaire na Era Peseiro. Num encontro morno, aborrecido, em que os dragões apesar de terem apresentado elementos como Maicon, Imbula, Suk ou Rúben Neves no 11, só conseguiram criar duas semi-oportunidades de golo, com André Silva a não dar uma boa resposta a um cruzamento de Angél e depois Suk a atirar por cima quando se pedia uma melhor finalização, destaque para o losango apresentado, com Varela a assumir a posição nas costas da dupla de avançados.

Destaques

Feirense - Exibição competente do conjunto de Pepa, que esteve perto de passar à próxima eliminatória (faltou um melhor resultado frente ao Marítimo). O emblema de Santa Maria da Feira dominou os primeiros 45 minutos, sendo a única equipa a conseguir criar perigo e no segundo tempo ainda teve a ambição de ampliar o marcador. Com várias alterações face ao 11 habitual, o maior destaque vem da posição 6, com Sérgio Semedo a oferecer sempre critério quando recebia o esférico. Kukula, na frente, deu imensos problemas à defesa portista.

FC Porto - Peseiro, que surpreendeu ao não fazer substituições, introduziu uma ideia diferente, apostando num 4-4-2 losango, mas a qualidade de jogo ainda não melhorou. O técnico nesta 1.ª fase, pelo pouco tempo de trabalho, ainda não pode ser responsabilizado, mas o próprio sabe que num clube como o FC Porto a margem é curta e os azuis e brancos não se podem dar ao luxo de continuar a somar estas exibições medíocres. Os dragões somaram mais um mau jogo, com imensa dificuldade em criar perigo e voltaram a sofrer nas transições, sempre mais objetivas que as suas. Sem grandes destaques individuais, foi o sistema tático a principal novidade, com Peseiro a adotar um 4-4-2 losango, apostando em Varela a médio ofensivo (não foi a sua noite), com Imbula e Sérgio Oliveira nos vértices e Rúben Neves, que cometeu o penalti que deu o 0-1, à frente da defesa. Uma alteração que não surtiu o efeito desejado, já que o meio-campo não conseguiu dominar o encontro e ainda sofreu no processo defensivo. Individualmente, André Silva foi o mais inconformado, com algumas arrancadas a solo, mas falhou no momento da finalização. Suk passou ao lado do encontro e perto do fim, depois de uma boa jogada de André Silva, ainda falhou a melhor oportunidade da equipa da Invicta. Na defesa, Maicon fartou-se de errar, Chidozie estreou-se e acrescentou alguma qualidade com bola, já os laterais, Angél e Victor Garcia, raramente acertaram um cruzamento.

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