FC Porto convence e quebra jejum no distrito de Lisboa (desde 2012 que não vencia); Layún distribuiu; André André voltou às boas exibições; Estoril até começou a vencer mas pouco incomodou Casillas

Estoril 1-3 FC Porto (Diego Carlos 4'; Aboubakar 18', Danilo 33' e André André 82')

O FC Porto, que vinha de uma série de 14 jogos sem vencer no distrito de Lisboa (a última vitória tinha sido em 2012), contrariou a tradição com um triunfo convincente no Estoril. Os azuis e brancos até começaram praticamente a perder, mas com um futebol mais agressivo e vertical que é habitual, consumaram a reviravolta com alguma tranquilidade e até podiam ter chegado conseguido um resultado mais expressivo tal foi o desperdício, principalmente no 1.º tempo. Layún, com duas assistências (já são 12 no campeonato), voltou a fazer a diferença, Aboubakar também regressou aos golos (apesar de ter proporcionado novamente um falhanço de Youtube), mas foi André André a figura da partida, com um futebol mais ao nível do que apresentou no principio da época: participativo, intenso, com um golo e ainda a criar a jogada do 1-1; Já o Estoril, à semelhança do que tinha feito contra o Benfica, não conseguiu aproveitar a vantagem inicial, tendo acumulado vários erros defensivos e evidenciado uma falta de capacidade no momento ofensivo.

O encontro começou praticamente com o golo do Estoril, que logo aos 3 minutos colocou-se em vantagem, após Diego Carlos corresponder da melhor maneira a um canto. No entanto, a resposta dos dragões foi pronta. Os homens de José Peseiro não acusaram o golo e viriam mesmo a chegar à igualdade, 15 minutos depois, através de Aboubakar. Jogada rápida de Layún, servindo (mais uma assistência) o camaronês que, perante Kieszek, não perdoou. Pouco depois, os azuis e brancos estiveram perto do segundo golo, mas o guardião da casa evitou-o por duas vezes: primeiro defendendo para a frente um remate de fora da área de Maxi e depois a opor-se muito bem à recarga de André André. No entanto, a cambalhota no marcador viria mesmo a consumar-se, com Danilo (excelente cabeçada) a finalizar da melhor maneira um canto de Layún (quem mais?). Até ao intervalo os portistas continuaram a controlar o jogo e estiveram perto do terceiro, não fosse um remate de André André (após mais uma perda de bola infantil dos estorilistas), já em boa posição, ter saído ao lado. O segundo tempo começou com os visitantes a criarem novamente perigo, com Layún a testar Kieszek. Na resposta, grande oportunidade para o Estoril, num contra-ataque com superioridade numérica, mas onde Gerso acabou por rematar por cima. O jogo entrou numa fase algo confusa, com nenhuma das formações a conseguir sobrepor-se se sem conseguir chegar perto das balizas. Só no minuto 77 viríamos a ter nova ocasião de golo e logo com um lance digno de uma compilação de Youtube. Excelente jogada do Porto, com André André a servir Aboubakar que, com a baliza completamente aberta e a meio metro da linha de golo, atirou por cima. No entanto, os dragões viriam mesmo a consumar a vitória, com André André a facturar na recarga a uma defesa de Kieszek. O terceiro golo sentenciou a partida, que não teve mais motivos de interesse até ao apito final.

Estoril - Muito frágil a equipa de Fabiano Soares. Já o tinha demonstrado frente ao Benfica e hoje não foi diferente, com a atenuante de ter começado ambos os jogos em vantagem, algo que por norma facilita a vida às equipas de menor dimensão do nosso campeonato. São raros os momentos em que consegue incomodar o adversário e os lances de perigo surgem sempre por rasgos individuais ou bolas paradas, sendo que hoje estes praticamente não existiram. A título individual, Gerso mal incomodou Maxi, Bonatini foi inexistente e engolido por Marcano e Indi, sendo que a qualidade assegurada com bola continua a ser oferecida pelo duo de meio-campo com Taira e Amado. O maior destaque acaba por ir para Diego Carlos que apontou um golo à antiga equipa e, pelo contrário, Yohan Tavares ficou mal na fotografia do primeiro golo, estando mal posicionado no momento em que Layún isola Aboubakar para o golo.

FC Porto - Peseiro soma a 2.ª vitória em 2 jogos para a Liga e ainda junta a isso o quebrar de uma malapata que já se arrastava há demasiados anos. E hoje foram notórias diferenças, em especial quando a equipa tem bola, face ao que era produzido com Lopetegui. O 11 é praticamente igual, o esquema também, mas os jogadores parecem mais agressivos e decididos sobre a bola, solicitando mais vezes a bola no espaço e não tanto no pé. No primeiro tempo foi visível o aproveitamento das transições para criar perigo - o primeiro golo surge exactamente dessa forma -, com os alas a jogarem a menos toques e com Herrera e André André mais soltos a aparecer na área. Na 2.ª parte a equipa foi mais lenta, jogando um pouco na expectativa e impedindo o Estoril de chegar perto da baliza de Casillas. Individualmente, André André voltou à grande forma da primeira volta, jogando como o homem mais solto do meio-campo apareceu constantemente nas alas e na área, a desequilibrar e a fazer superioridade numérica em várias zonas do terreno, Layún continua a somar assistências, e tanto Maxi (deu muita profundidade) e Herrera (melhorou no critério tendo como comparação o jogo contra o Marítimo) somado igualmente boas exibições. No trio da frente, Aboubakar fez um golo mas protagonizou mais um falhanço numa altura em que o jogo não estava resolvido, Brahimi e Corona estiveram algo discretos e, por fim, Varela voltou a merecer a confiança do novo treinador e acaba por estar ligado ao terceiro e decisivo golo dos Portistas.

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