Benfica humilha; "Sr. 14 ME" abriu o caminho; Jonas bisou; Talisca e Jiménez também marcaram; Carcela fez a diferença

Benfica 6-0 Marítimo (Pizzi 29' e 34, Raúl Jiménez 35', Jonas 51' g.p. e 54' g.p. e Talisca 69')

O Benfica até vinha de uma série de exibições pouco convincentes mas desta vez, talvez impulsionado pelo discurso de Rui Vitória, goleou sem apelo nem agravo o Marítimo, por 6-0. Uma goleada, a maior do campeonato (juntamente com a vitória frente ao Belenenses, e da vitória do Paços contra o União), que reforça o bom momento das águias, pelo menos ao nível de resultados, com o 4.º triunfo consecutivo. Num jogo em que foram 6, mas até podiam ter sido mais, já que Raúl Jiménez desperdiçou 2 golos cantados (Mitroglou também podia ter marcado), apesar de o campeão nacional até ter tido um bom aproveitamento, ao concretizar quase tudo o que criou (até ao 6-0 praticamente finalizou 3 das 4 oportunidades que teve). Pizzi, que se mostrou pela primeira vez na Luz depois de ganhar o rótulo de "sr. 14 milhões de euros" desbloqueou e praticamente "matou" a partida em 5 minutos; Jonas, ambos de penalti, também bisou, no principio da 2.ª parte, e desfez as dúvidas. Carcela, que esteve nos 2 primeiros golos e ainda ganhou um penalti, também fez a diferença, frente a um Marítimo, que teve uma excelente oportunidade para inaugurar o marcador mas que justificou o estatuto de 2.ª pior defesa do campeonato.

No que toca à partida, a mesma começou praticamente com a lesão de Salin, que teve de ser substituído por José Sá logo aos 4 minutos. No minuto 10, o primeiro lance de perigo, com Jonas a rematar ao lado num livre frontal. Volvidos 3 minutos surgiria a primeira grande oportunidade do jogo, com Raúl Jiménez a permitir a defesa ao guarda-redes visitante, quando seguia completamente isolado. O Benfica tinha mais bola, embora sem conseguir imprimir dinâmica e circulação (os laterais pouco adiantados no terreno), enquanto que o Marítimo, depois de ter começado mais recuado, passou a subir mais no terreno e por pouco não chegou ao golo à passagem do minuto 20. Contra-ataque dos insulares, com Dyego Souza a rematar para defesa de Júlio César (Lisandro não conseguiu o corte). No entanto, tudo viria a mudar um pouco antes da meia-hora, altura em que surgiu o primeiro golo dos encarnados. Jogada pela esquerda de Carcela, que cruza para área e Pizzi, depois de um corte incompleto, a rematar contra Briguel e a bola a entrar na baliza. Os homens da casa soltaram-se e passados poucos minutos viriam a aumentar a vantagem num lance muito semelhante ao do primeiro golo. Carcela serve Raúl Jiménez, que cruza para defesa para a frente de José Sá e novamente Pizzi a empurrar para a baliza deserta. As águias estavam embaladas e passado um minuto chegaram ao terceiro. Pizzi dá em Jonas, que remata para defesa incompleta de Sá e Raúl Jiménez a encostar para a baliza descoberta. Até ao intervalo, destaque para uma oportunidade para Marega, que rematou ao lado quando estava em boa posição. O segundo tempo começou com um penalti para o Benfica, após João Diogo derrubar Jonas, que o avançado brasileiro se encarregou de marcar. Pouco depois, novo penalti (desta vez falta de Fernando Ferreira sobre Carcela) para a formação da Luz, com Jonas a bisar. Se ainda havia dúvidas, esses dois golos sentenciaram o encontro, com o Benfica a gerir até ao fim e o Marítimo inofensivo. Apesar disso, as águias ainda conseguiram mais golo, com Talisca a fazer o 6.º de fora da área, ele que tinha acabado de entrar. Até ao fim, Raúl Jiménez (que aproveitou uma escorregadela de uma defesa maritimista, mas depois isolado tentou um chapéu que saiu por cima) e Mitroglou estiveram perto de aumentar a contagem, mas o resultado não sem alterou.

Benfica - A equipa de Rui Vitória, que voltou a apostar em Fejsa em detrimento de Samaris, denotou algumas dificuldades (já habituais) em termos de dinâmica e velocidade de circulação, mas com o primeiro golo tudo ficou mais fácil. Pizzi fez dois golos e foi o que mais acrescentou em termos de posse, Jonas foi importante com os seu movimentos e também bisou. Outro dos destaques foi Carcela (fez valer a aposta), que foi o principal desequilibrador e participou em 3 golos. Raúl Jiménez batalhou muito, conseguiu um golo, mas vacilou na finalização ao desperdiçar dois golos cantados. A defesa acumulou alguns erros na 1.ª parte, mas no 2.º tempo praticamente não foi testada, sendo que o conjunto de RV teve mérito pela maneira como sufocou o espaço de Marega.

Marítimo - Exibição completamente diferente da protagonizada no Dragão há uma semana, por uma questão de ordem física ou devido às ausências de elementos importantes como Fransérgio, Rúben Ferreira ou Alex Soares a verdade é que os insulares depois de uns bons primeiros 30 minutos foram uma presa demasiado fácil para o campeão nacional (demasiadas faltas em zona perigosa e erros defensivos). Marega ainda começou bem, mas rapidamente viu o seu espaço ser anulado, no meio campo só Bessa esteve ao nível habitual. José Sá, que entrou para o lugar do lesionado Salin, também não ficou isento de culpas em alguns golos.

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