Barcelona travado em Valencia; FC Porto (em Andebol) vence mas é eliminado; Inter pressiona rivais

Afinal este Barça não é imparável, e escorregou logo frente a uma formação Che que não contou com Diego Alves, João Cancelo, Barragán, Mustafi, Orbán, André Gomes, Feghouli, Negredo, Javi Fuego e Rodrigo; Rúben Vezo (a lateral direito) sofreu com Neymar nos primeiros 20 minutos mas acabou por equilibrar o duelo; Bakkali entrou para desequilibrar a defensiva blaugrana; Suárez abusou das picardias com Abdennour (vai ser alvo da imprensa de Madrid), Messi entrou com tudo mas foi perdendo influência com o decorrer da partida, mas fica a ideia que os catalães (que não se podem queixar do árbitro) cedo pensaram que, perante um opositor tão fragilizado (sem treinador e muito desfalcado), tinham o jogo ganho.

O Barcelona empatou em Valencia (1-1), resultado que permite a aproximação do Real (agora a 4 pontos) e Atlético de Madrid (só a 2 pontos da frente). Os catalães chegaram à vantagem na 2.ª parte por Suárez, que, em fora-de-jogo, marcou um golaço, mas Santi Mina perto dos 90 deixou tudo na mesma, para felicidade de Gary Neville, que sofreu muito nas bancadas (o inglês só assume a equipa contra o Lyon). Do lado da equipa da casa (muito desfalcada por lesões), Vezo foi titular no lado direito da defesa, assim como os ex-Braga Aderlan Santos e Danilo, mas, como era natural, foi o Barcelona, na sua máxima força, a assumir o encontro e a dominar na 1.ª parte. Logo nos primeiros minutos dispôs de duas excelentes ocasiões, mas Messi e Neymar desperdiçaram. O craque brasileiro desequilibrava com facilidade (Vezo sofreu muito nesta fase) e eram dele as principais jogadas dos blaugrana. Até ao intervalo, Messi e Suárez (por duas vezes) não conseguiram converter as oportunidades em golo. O 2.º tempo começou com um ritmo mais calmo, até que surgiu o primeiro golo. Messi lança Suárez (que estava em posição de fora-de-jogo) em profundidade, que aguenta a carga de Abdennour e, quase sem ângulo, inaugura o marcador. Esse golo fez adormecer os culés (à excepção de uma grande jogada de Neymar), o que permitiu ao Valencia, que até ao momento tinha sido completamente inofensivo, começar a ganhar confiança e a arriscar mais. Bakkali e Piatti saltaram muito bem do banco e a formação da casa começou a chegar mais vezes à área dos visitantes. Primeiro foi De Paul a testar Bravo, e depois chegou o empate. Lançamento longo de Bakkali, com Paco Alcácer a ganhar a bola aos centrais do Barcelona e a servir Santi Mina, que com um disparo forte não deu hipóteses ao guardião blaugrana. Esse tento lançou emoção para os minutos finais, com o Barça a tentar chegar à vitória e o Valencia a tentar explorar o contra-ataque. No entanto, o melhor que os visitantes conseguiram foi um livre de Messi que Domenech defendeu para canto. Em suma, um resultado que castiga a passividade dos catalães a seguir ao golo e que premeia o espírito de luta dos valencianos, que atravessam um momento muito complicado (além da troca de treinador e de toda a contestação, contam com uma vaga de lesões). Do lado do conjunto da casa, Domenech esteve bem na baliza, assim como Aderlan que esteve muito forte nos duelos e com bom timing no corte.

Portistas despedem-se da ‘Champions’ com sete vitórias, cinco delas em casa, e com os mesmos 14 pontos do Naturhouse La Rioja, enquanto o Meshkov Brest venceu o agrupamento, com 16 - O FC Porto falhou o apuramento para o playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões de Andebol, de nada valendo a vitória na última jornada. Os campeões nacionais atropelaram o Vojvodina, vencendo por 37-15, mas de nada valeu perante a vitória do La Rioja no terreno do Tatran Presov. Os eslovacos bem tentaram ajudar, e venciam perto do fim por 19-18, mas os espanhóis acabaram por dar a volta e obter o triunfo que lhes permitiu alcançar o segundo posto, em igualdade pontual com o Porto, mas beneficiando da diferença de golos no confronto directo. O Porto termina a fase de grupos com 7 vitórias, 5 delas em casa, um excelente desempenho, ainda que curto para um apuramento que ficou a um curtíssimo passo.

Este Inter de Mancini é decididamente a equipa do 1-0 (8.ª vitória com este marcador em 2015-16)... - Mas, para já (o Nápoles pode recuperar amanhã), vai chegando para a liderança da Serie A. Os Nerazzurri dominaram, em casa, o Génova, e com um golo de Adem Ljajic, somaram mais 3 pontos importantes, num encontro em que Biabiany esteve em foco na direita.

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