Sporting perde caso Doyen

Semana negra para os leões. Veremos é que consequências terá esta decisão, já que as contas, que estavam praticamente no negativo, podem obrigar à venda de alguns activos em janeiro

O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) deu razão ao fundo de investimento Doyen no diferendo que opunha esta entidade ao Sporting, relativamente à transferência de Marcos Rojo para o Manchester United. A Doyen reclamava 75% do valor total da transferência do defesa argentino para os Red Devils, num negócio global de 20 milhões de euros, mas os leões defendiam que só tinham de pagar três milhões, precisamente a parte investida pelo fundo em 2012, quando Rojo se transferiu do Spartak de Moscovo para Alvalade.

Entretanto Bruno de Carvalho recorreu às redes sociais para reagir a esta decisão do TAS. Mensagem do presidente do Sporting no Facebook: "Hoje é um dia muito triste para o futebol. Como sempre disse tudo é possível quando se trata de futebol. Um mundo com o qual não me identifico e que cada vez mais me envergonha. O futebol não tem a mínima condição de se auto regular, com a sua disciplina e justiça a demonstrarem, constantemente, uma debilidade e uma permeabilidade perante um "sistema" que teima em se querer manter vivo. Próxima fase recurso. Próximo passo a manutenção acérrima pela luta por um futebol digno e credível.

Quanto ao Sporting Clube de Portugal cá estaremos para resolver os vários obstáculos que têm surgido e os outros que teimam em nos colocar pela frente. Num subsistema (futebol) onde tudo vale e os "bandidos" reinam, a nossa resposta será dada em 2016: manter o foco, manter o rumo e manter a identidade! Que os nossos adeptos saibam manter o seu apoio, fundamental para se demonstrar a coesão do Clube e com isso a sua força e perseverança em torno de valores, ideais e objectivos.

Que os nossos inimigos nunca subestimem a força da razão e da perseverança. São estes momentos que nos redobram as forças e que ainda consolidam mais as nossas convicções. Que não entremos em depressões inúteis e que quem hoje vier "cantar de galo" não se esqueça que quando não se tem razão e se tem tantos telhados de vidro mais cedo ou mais tarde verá as suas acções estilhaçadas pois a verdade acaba sempre por se fazer mostrar.

O futebol não pode nem deve ser tomado de assalto e os governos do mundo e a justiça comum já perceberam que tem de se colocar um fim num futebol que se transformou num subsistema opaco, cheio de negociatas, corrupção e onde a criminalidade, nomeadamente pagamento de luvas, apostas ilegais e lavagem de dinheiro, são acções a combater de imediato.

Todas as histórias têm um fim. Neste caso estamos ainda no princípio".

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