Os Reis do Mundo

Suárez (o 1.º jogador a marcar 5 golos num só Mundial) bisou; Neymar deu 2 golos, Messi também marcou mas esteve perdulário; Campeão sul-americano só testou Bravo depois de estar a perder por 3-0.

O Barcelona fechou um ano histórico vencendo mais um título (o quinto de 2015), desta feita o Mundial de Clubes. No Japão, os Culés não deram hipóteses ao River Plate, vencendo por 3-0 (resultado que poderia ter sido bem mais dilatado, tal a diferença entre os conjuntos). Uma vez mais, o tridente Neymar-Suarez-Messi esteve em destaque, contribuindo de forma decisiva para o terceiro mundial conquistado pelos Blaugrana nos últimos seis anos (passam a ser o clube com mais mundiais). No primeiro tempo, os Milionários, que golearam nas bancadas (apoio incrível) ainda tentaram adotar uma postura agressiva e pressionante, mas rapidamente perderam o Norte e limitaram-se a ver jogar durante grande parte do encontro. 

Quanto ao jogo, começou com os argentinos empenhados em condicionar a saída de bola dos espanhóis, com uma atitude bastante agressiva (Neymar e Messi iam sendo alvo de fortes entradas). Nos minutos iniciais, a única clara ocasião de golo deu-se à passagem do minuto 10, quando Iniesta descobriu Messi que rematou para bela defesa de Barovero. Com o decorrer do primeiro tempo, o River foi recuando, deixando de conseguir pressionar em zonas adiantadas, e esse baixar de linhas viria a resultar no golo inaugural: cruzamento de Alves na direita, Neymar serve Messi de cabeça e a Pulga coloca a bola no fundo das redes. Ao intervalo, Gallardo tentou mexer com o jogo, colocando em campo Lucho Gonzales e Alario, mas logo aos 49' Busquets isola Suarez e o Uruguaio não desperdiça, fazendo o 2-0. Após o segundo tempo, o River ficou perdido em campo e, em poucos minutos, Suarez e, sobretudo, Messi (muito perdulário) desperdiçaram o terceiro. O desafio passou a ser um passeio para os homens de Luis Enrique e o 3-0 surgiu com toda a naturalidade do mundo aos 68', com Neymar a cruzar para Suarez bater Barovero com um cabeceamento. Até final, o Barça desperdiçou mais algumas ocasiões, o River também teve a chance de marcar o golo de honra (ainda acertou no poste), mas o resultado não se alterou.

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