O melhor 11 de 2015

Nomes como Neuer, Boateng, Godin, Chiellini, Marchisio, Matuidi, Krichowiak, Verratti, Pogba, Konoplyanka, Muller, Tévez ou Ronaldo também se apresentaram a alto nível este ano, mas...

2015 está a acabar e, como tal, chegou a hora do Visão de Mercado destacar aqueles que mais se evidenciaram ao longo dos últimos doze meses. A nível internacional foi um ano recheado de emoções, destaques e feitos que vale a pena premiar.  Sendo assim, e tendo em conta aspectos como o impacto das individualidades no sucesso colectivo ou a regularidade exibicional, este foi o melhor onze de 2015 para o VM:

Claudio Bravo - O "Condor Chico" é algo desvalorizado, raras vezes aparece no topo das listas que falam dos melhores guarda-redes do mundo, mas teve um ano fantástico. No Barça, foi decisivo para vencer a Liga, com paradas importantes em jogos cruciais (por exemplo, frente ao Valência e ao Real no Camp Nou ou em Vigo), e com a sua selecção manteve o nível, sendo igualmente determinante na inédita conquista da Copa América (foi o melhor guarda-redes da prova). De reflexos felinos, destaca-se ainda pelo bom posicionamento, leitura dos lances e jogo com os pés.
Daniel Alves - Há muito tempo que o Brasileiro não apresentava um nível tão alto. Depois de anos dourados em Sevilha e Barcelona, Alves passou por tempos complicados na Cidade Condal, baixando bastante o seu nível, algo que até levou a que a sua renovação não estivesse tratada até ao final do seu contrato. No entanto, o lateral soube reinventar-se, tendo consciência que, com a sua idade, já não possui as condições físicas de outrora, primando agora mais pela inteligência, pela experiência e por uma requintada qualidade técnica. Ganhou tudo no Barcelona, consolidando-se com um dos jogadores mais titulados da história.
Gerard Piqué - Outro caso semelhante ao de Dani Alves. Após épocas de menor fulgor, o central recuperou a sua melhor versão, sendo crucial para a conquista dos cinco títulos dos Blaugrana. Líder da defesa, foi muitas vezes uma espécie de "bombeiro", apagando fogos por todo o sector recuado. É ainda fundamental para a equipa a sua capacidade no jogo aéreo e qualidade na saída de bola. A sua exibição frente ao Real Madrid, em Camp Nou, ficará para a história.
Nicolas Otamendi - Um dos jogadores do futebol Mundial que deu um maior salto no último ano e meio. Após a conturbada saída do FC Porto, teve uma curta passagem pelo futebol brasileiro antes de chegar ao Valência para mudar o rumo da sua carreira. No Mestalla cotou-se como o melhor central de La Liga, com exibições monstruosas, quase perfeitas, plenas de capacidade de antecipação, força nos duelos, jogo aéreo e saída de bola, o que lhe valeu uma milionária transferência para o Manchester City. Em Inglaterra, não teve dificuldade em ganhar lugar cativo no onze inicial
David Alaba - Guardiola chamou-o "Deus" e percebe-se bem porquê. O austríaco é uma espécie de jogador perfeito, super polivalente (faz quase todas as posições - central, lateral, interior, ala... - de forma exímia), rápido, potente, inteligente, com um pé esquerdo formidável (seja para passar seja para rematar), tendo voltado a protagonizar um ano ao mais alto nível. Além do nível altíssimo com que representou o Bayern, vencendo nova Bundesliga, tem ainda o extra de ter liderado a sua selecção rumo a um fantástico apuramento para o Europeu do próximo Verão.
Sérgio Busquets - Mais um ano em que cimentou o estatuto de melhor do mundo na sua posição. O médio do Barça é peça-chave no sucesso dos Blaugrana (há quem diga que é mais difícil de substituir do que Messi) pela forma como, simultaneamente, equilibra a equipa, protagoniza roubos de bola, intercepções e colabora no processo com bola, nomeadamente ao nível da primeira fase de construção. Se fosse feito em laboratório um número 6 para os Culés, provavelmente era pior do que Busquets.
Arturo Vidal - Outro ano recheado de sucesso colectivo. Apesar de não ter apresentando sempre o fulgor dos últimos anos, foi decisivo para vencer nova Série A pela Juve (com sete golos) e na chegada à final a Champions (estando a um nível muito alto frente ao Real Madrid, por exemplo), assumindo-se depois como um dos líderes do Chile rumo à inédita conquista da Copa América. Assinou pelo Bayern, onde tem sido opção regular de Guardiola numa das duas melhores equipas do mundo.
Kevin De Bruyne - 2015 foi o ano que marcou a consagração do Belga no top do futebol mundial. Durante a primeira metade do ano, brilhou ao serviço do Wolfsburgo, tendo sido o melhor jogador da última Bundesliga e conquistado a Taça da Alemanha e, na segunda metade, impôs-se de forma inequívoca no Manchester City, contando já 9 golos e 6 assistências pela equipa de Pellegrini.
Leo Messi - O melhor jogador do Mundo em 2015.
Neymar - Um ano brutal, não só a nível estatístico mas também exibicional. Começando pelas estatísticas (algo que diferenciou a dupla Ronaldo-Messi de todos os outros nos últimos anos), o brasileiro apontou 42 golos durante o ano, com contribuição decisiva para ganhar cinco títulos para o Barça. Além dos números, surpreendeu a forma como, durante a ausência de Messi, agarrou a liderança do futebol Culé, com uma incrível capacidade de "carregar" a equipa e de desequilibrar.
Luis Suárez - Não tem o mediatismo dos companheiros de ataque do Barça, mas é igualmente decisivo. Marcou 50 golos ao longo do ano, com o bónus de ter marcado nos oitavos, quartos e final da champions, bem como nos dois clássicos disputados frente ao Real Madrid ou nos dois jogos do Mundial de clubes. É ainda determinante a pressão que faz na saída de bola dos adversários, tendo já justificado, amplamente, a sua contratação no Verão de 2014.

Pedro Barata

Melhor 11 para os leitores do Visão de Mercado:
Buffon
Dani Alves
Piqué
Otamenti
Alaba
Busquets
Pogba
Iniesta
Messi
Ronaldo
Suárez

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