Melhor Jogador de 2015 em Portugal

O Benfica versão 2014/15 teve, nomeadamente durante o presente ano, vários destaques. Julio César “renasceu”, assumindo-se como um autêntico “muro” e realizando uma das suas melhores épocas nos últimos tempos; Eliseu, contra as expetativas da maioria, incluso dos próprios benfiquistas, foi competente, marcando ainda alguns golos importantes; Luisão e Jardel complementaram-se, formando uma fortíssima dupla, marcada pela segurança; Maxi Pereira terá feito uma das, senão a melhor temporada da carreira; Samaris e Pizzi, em posições adaptadas, deram boa conta do “recado”, contribuindo para o bom trânsito da bola a meio campo; Salvio desequilibrou e marcou com fartura até à lesão; Lima e Jonas realizaram uma “sociedade do golo”, que culminou em 39 tentos, só na Liga. Contudo, não distinguir Nico Gaitán como a mais importante peça do Benfica em 2015 seria um erro, mesmo que em prejuízo de outros acima mencionados (com Jonas à cabeça). Aliás, pelo que jogou e fez jogar, associado a uma regularidade impressionante, o “10” encarnado foi, não só o melhor da sua equipa como também o melhor em Portugal no ano que agora termina.

Mas vamos a números. Gaitán foi o “rei das assistências” na última temporada (somou, no total, 16), mantendo-se com esse estatuto na atual, a par de Layún (ambos têm 7). Simultaneamente, apontou alguns tentos, apesar de esse não ser, definitivamente, o seu principal predicado. Só a partir de agosto já leva 4, a grande maioria (3, ou seja, 75%) na Liga dos Campeões. É, de resto, na prova milionária que o argentino mais se tem destacado neste último semestre, com arrancadas fulgurantes, golpes de “magia” e classe pura em qualquer lance em que esteja integrado – se existe um responsável principal pelo sucesso das “águias” nesta competição, terá que ser o 12 vezes internacional pela seleção “albiceleste”. Nas provas domésticas, a campanha de Gaitán foi, como já mencionado, marcada acima de tudo pela regularidade. Excetuando casos pontuais, o extremo revelou um nível exibicional constante de janeiro a dezembro, contra qualquer tipo de adversário, de maior ou menor valia. Se era preciso atacar, atacava; se a missão era defender, defendia – tudo com um rigor cartesiano, o que o tornou num elemento praticamente insubstituível.

É verdade que outros futebolistas também apresentaram um nível altíssimo, e não seria de todo descabido elege-los para esta distinção. Jonas, considerado mesmo o melhor da Liga Portuguesa 2014/15 pelos órgãos oficiais, apresentou as melhores estatísticas do país (e provavelmente seria a nossa escolha se o seu companheiro não tivesse estado tão bem); Maxi Pereira, quer no Benfica quer no FC Porto, surgiu sempre a alta voltagem, não raras vezes sendo o tónico de que o seu emblema necessitava; Jardel passou de “patinho feio” a crucial, com Jorge Jesus e com Rui Vitória; Jackson Martínez, apesar de só ter realizado meio ano em Portugal fê-lo com notável eficácia, sagrando-se melhor marcador; André André, depois de cinco meses como ídolo no Vitória de Guimarães transferiu a força para o Dragão, recolhendo os prémios do Sindicato de melhor jogador de todos os meses da nova época; Danilo e Alex Sandro, antes das transferências milionárias, rubricaram boas exibições; Brahimi, apesar dos constantes “eclipses”, é um “diabo” à solta quando quer; Danilo Pereira revelou-se no Marítimo e assumiu-se na Invicta; Carrillo, apesar do desaparecimento na nova temporada foi o principal destaque do Sporting de Marco Silva; João Mário transformou-se num “8” de qualidade inegável; Slimani, em meio a elogios internacionais tornou-se no ponta de lança de eleição em Alvalade.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): António Hess

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