Lopetegui acabou o ano a ver lenços brancos

FC Porto 1-3 Marítimo (Aboubakar 90'+5; Fransérgio (47', Soares 69' e Marega 90'+4)

O FC Porto ainda só agora é que começou a Taça da Liga mas, a menos que aconteça um milagre, ainda não deve ser este ano que vence a competição. Os azuis e brancos foram humilhados, no Dragão, pelo Marítimo e já estão a 6 pontos do conjunto insular, que com esta vitória só fica a precisar de um empate, em casa, frente ao Famalicão para garantir presença nas meias-finais. Uma derrota que, além de poder ter custado uma competição, serviu para demonstrar que Lopetegui está longe de ser consensual para os portistas, já que nem a liderança no campeonato impediu que os adeptos mostrassem lenços brancos ao treinador na 2.ª parte, isto quando faltam apenas 4 dias para o importante Clássico em Alvalade. Mérito para o Marítimo que dividiu sempre o encontro, criou até oportunidades suficientes para ampliar o marcador e de maneira justa conseguiu a 1.ª vitória no Dragão, num jogo em que Marega e Dyego Sousa estiveram em destaque na frente, e Alex Soares e Fransérgio fizeram a diferença no meio campo; Do lado dos azuis e brancos, André Silva fez a estreia a titular, mas, apesar de alguns lances em que demonstrou muita qualidade técnica, não esteve propriamente feliz na finalização (pior esteve Aboubakar que, apesar de ter reduzido no último lance do jogo, voltou a falhar um golo cantado que na altura permitia ao FC Porto entrar na discussão do resultado).

Quanto ao jogo, Lopetegui deu a titularidade a Helton; Víctor García, Maicon Roque, Marcano, José Ángel; Sergio Oliveira, André André, Evandro; Tello, André Silva, Varela, mas a 1.ª parte apesar de dividida, com muitos lances ofensivos, teve poucas oportunidades de golo. O Marítimo levou perigo à baliza de Hélton aos 17' com um cabeceamento de Fransérgio ao lado, na sequência de um canto. 20 minutos volvidos, foi a vez de André Silva, com um bom trabalho depois um passe de José Ángel, a não conseguir enganar Salin. Logo a abrir o 2.º tempo, Fransérgio abriu o activo, de cabeça, e o jogo ficou partido. O FC Porto tentou chegar ao empate, teve uma boa oportunidade para isso por intermédio de André Silva, mas o Marítimo era quem levava mais perigo e depois de ter desperdiçado algumas situações de transição chegou mesmo ao 2-0 por intermédio de Alex Soares, que aproveitou um erro de Marcado para bater Helton. Lopetegui, que já tinha feito entrar Imbula e Corona, lançou Aboubakar, o camaronês ainda esteve perto de reduzir, mas na cara de Salin não conseguiu bater o guardião do Marítimo. Já nos descontos, Marega, bem assistido por Edgar Costa, fuzilou para o 3-1, sendo que o melhor que os portistas conseguiram foi reduzir por Aboubakar no minuto 95.

FC Porto - O Marítimo voltou a ser a besta negra dos azuis e brancos, algo que se tem repetido com demasiada frequência, mas o que fica deste jogo é o divórcio evidente entre os adeptos e Lopetegui, com o espanhol a ser presenciado no último jogo de 2015 com lenços brancos, mesmo numa fase em que lidera o campeonato. A nível individual, André Silva esteve muito em jogo, teve vários lances de bom nível mas pecou demasiado na finalização; os laterais Victor García e Angél também estiveram em destaque no momento ofensivo; Já Marcano fica ligado à partida pela negativa, com um erro grave; Sérgio Oliveira, utilizado a 6, também deu sempre muito espaço na transição defensiva; enquanto que Tello raramente definiu bem; Numa perspectiva do Clássico, no entanto fica a ideia que Lopetegui vai utilizar um 11 completamente diferente em Alvalade, a excepção será um dos centrais;

Marítimo - Exibição muito competente. Os insulares conseguiram sempre equilibrar o jogo, foram muito perigosos na transição e com poucos passes deixavam a defesa do FC Porto em desequilíbrio; Salin quando foi chamado a intervir disse presente; Fransérgio foi um muro à frente da defesa e ainda desbloqueou o encontro com uma cabeçada; Alex Soares encheu o campo, tanto no momento defensivo como ofensivo esteve em todo o lado; Dyego Sousa foi decisivo com a sua capacidade em receber e esperar pelos apoios; E Marega (talvez o melhor em campo), com a sua velocidade e técnica, fez a diferença em várias situações, tendo juntado um golaço a uma excelente exibição.

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