FC Porto vai passar o Natal na liderança; Layún, de bola parada, fez a diferença; Herrera marcou um golaço com a ajuda de Corona; Brahimi e Maxi também aumentaram o nível; Danilo esteve em todo o lado

FC Porto 3-1 Académica (Danilo 7', Aboubakar 53' e Herrera 72'; Rui Pedro 84')

Das críticas à Liderança; O FC Porto aproveitou o deslize do Sporting e com a vitória frente à Académica (3-1) assumiu o 1.º lugar da Liga, logo na jornada antes do Clássico. Os azuis e brancos dominaram o jogo quase por completo, excepção feita para as fases finais da 1.ª e 2.ª parte, apesar de só terem conseguido desbloquear o marcador através de lances de bola parada. Layún com duas assistências (já são 7 na Liga) fez a diferença neste capítulo, numa partida em que os mexicanos voltaram a fazer a diferença, com Corona e Herrera a criarem um golaço; Também Maxi Pereira (excelente 1.ª parte), Aboubakar (de volta aos golos para a Liga) e Brahimi (muitos desequilíbrios) estiveram em destaque; Na Briosa, Ivanildo foi o único a ter critério no 1.º tempo, mas desde cedo que a estratégia de Gouveia se esfumou.

Quanto ao jogo, o 1.º tempo deu 40 minutos de FC Porto e 5 de Académica, que apareceu na parte final disposta a aproximar-se da baliza defendida por Casillas. Brahimi ia perfurando na esquerda dando imensos problemas a Aderlan, mas viria a ser de bola parada que os dragões desbloqueariam o marcador. Canto na esquerda de Layún e Danilo Pereira, ao primeiro poste, cabeceia para o fundo das redes. O FC Porto continuava a dominar, com 10 jogadores no meio campo dos Estudantes e Danilo Pereira ficou perto de fazer o 2-0 com um míssil de pé esquerdo. Maxi e Layún iam fazendo a diferença tentando servir Aboubakar, mas Trigueira, na baliza, levou a melhor perante o camaronês. O últimos 5 minutos da 1.ª parte só viram Académica que somou vários cantos, mas sem nunca furar a muralha dos azuis-e-brancos. A segunda parte foi quase uma réplica dos 40 minutos iniciais, o FC Porto cedo tomou a iniciativa e rápido avolumou o resultado. Danilo Pereira, em grande pelo corredor esquerdo, sofre falta e na sequência, Layún (7.ª assistência em 11 jogos) coloca a bola na cabeça de Aboubakar que não perdoa e volta aos golos para o campeonato. A equipa da casa cresceu para o jogo, controlava-o sem sofrer ameaças da Briosa, e teve mais duas oportunidades, a primeira num remate desviado de Aboubakar e a segunda numa defesa apertada de Trigueira a remate de Layún. Até que aos 72’ dá-se o momento do jogo. Danilo Pereira lança Corona, o mexicano recebe e deixa Ofori pregado ao relvado servindo posteriormente Herrera, que encosta de “checa”. Lopetegui fez entrar Evandro, Tello e chamou Bueno (deixando André Silva no banco, o que lhe valeu os assobios do Dragão) e foi a vez da Académica, que estava a ameaçar com algumas boas trocas de bola, reduzir. Combinação entre Rabiola e Rui Pedro e o médio faz o golo de honra para o conjunto de Coimbra. Foi o segundo golo sofrido por Casillas no Dragão depois de Bruno Moreira ter marcado na visita do Paços de Ferreira. Até final, os estudantes ainda tentaram o 2-3, mas o resultado não se alterou.

Lopetegui - Já tínhamos reforçado que os dragões, devido à força das individualidades, continuavam a ter o favoritismo... se fosse pela qualidade do futebol nenhum dos grandes era campeão. Sendo que o espanhol assim, além de poder passar o Natal mais descansado, tem igualmente a oportunidade de gerir a vantagem de 1 ponto em Alvalade. Apesar de ser claro que o Dragão ainda não está com o seu treinador, como ficou demonstrado pelos assobios que recebeu ao optar por colocar Bueno na 2.ª parte para deixar André Silva no banco.

FC Porto - Uma entrada forte (aos 5 minutos os azuis já tinham criado 3 boas oportunidades), e um golo madrugador, permitiram um jogo bem conseguido e tranquilo. Os dragões, agora líderes com mais 1 ponto que o Sporting e 5 que o Benfica, tiveram uma boa dinâmica ofensiva e à excepção de 2 momentos praticamente não deram margem à Briosa para entrar no jogo. A nível individual o destaque vai para a melhoria de elementos como Maxi, Herrera e Brahimi que aumentaram o nível tendo como comparação as últimas partidas; Já Aboubakar, apesar do golo, voltou a estar muito em jogo mas também foi novamente muito perdulário; Danilo (que esteve igualmente forte no capítulo ofensivo) e Neves dominaram o meio campo; Layún, com mais duas assistências, continua a aumentar a cotação.

Académica - Duas tentativas de reacção, a mais visível nos últimos minutos da 1.ª parte, mas entrar praticamente a perder complicou logo a estratégia e os estudantes nunca demonstraram capacidade para inverter a tendência do jogo; Os laterais Aderlan e Ofori sofreram muito, na frente, salvo alguns lances, os avançados também foram presas fáceis para Indi e Maicon, valeu Trigueira com uma boa exibição a evitar um resultado mais expressivo.

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