Jonas descansa Rui Vitória; Carcela e Sanches também foram decisivos

Benfica 3-1 Rio Ave (Jonas 4' e 80' e Raul 83' e Bressan 13')

Não foi fácil, mas Rui Vitória vai poder respirar melhor no Natal, depois de uma vitória suada frente ao Rio Ave. Os golos do triunfo só chegaram na recta final, com Jonas a destacar-se como a grande figura da partida. Com o jogo colectivo a não funcionar, o brasileiro voltou a resolver perante uma equipa vilacondense muito bem organizada e que só cedeu nos últimos minutos. Carcela foi talismã e veio acrescentar outra dinâmica ao ataque encarnado, tendo sido decisivo com a assistência para o 2-1

O início do jogo prometeu muito para o Benfica. Os encarnados entraram a todo o gás e abriram logo o marcador, com Jonas, à segunda e após uma assistência subtil de Guedes, a fazer o 1-0. O Rio Ave parecia encostado às cordas, mas, de um momento para o outro, a equipa vilacondense equilibrou a partida e chegou ao empate. Bressan, num livre superiormente executado, não deu hipóteses a Júlio César. Até ao intervalo, o jogo manteve-se nesta toada, com a turma de Pedro Martins a demonstrar muito critério na posse de bola e a afastar as águias da baliza de Cássio. A melhor oportunidade até pertenceu aos forasteiros, com Wakaso, numa má saída de Júlio César, a ficar perto do golo na sequência de um canto. Na segunda parte, o Rio Ave apresentou uma postura mais defensiva e acabou por pagar a factura na recta final. Já numa fase em que o Benfica apresentava alguma intranquilidade (ouviram-se assobios em certos momentos), Jonas cabeceou para o 2-1 e transmitiu justiça ao marcador face àquilo que aconteceu na segunda parte. Carcela, que entrou muito bem no encontro, fez o cruzamento para o golo, mas também houve mérito de Renato Sanches, que recuperou a bola no meio campo. Ainda houve tempo para o 3-1, com Raul Jiménez, também saltando do banco, a colocar o nome na lista de marcadores.

Destaques:

Benfica - Uma vitória importante face ao deslize na Madeira, não só em termos pontuais mas também para dar tranquilidade para os próximos encontros. O início de jogo parecia trazer uma equipa inspirada, mas essa sensação rapidamente se desvaneceu e os encarnados perderam o controlo do jogo. O meio campo voltou a demonstrar pouca consistência e a troca de Fejsa por Samaris justificou-se, já que o sérvio veio dar outra serenidade e o grego tinha amarelo. Na segunda parte, tudo foi diferente, com o Benfica a dominar todas as operações, mas tendo claras dificuldades em ataque organizado. Carcela acabou por ser decisivo, dando a velocidade e espontaneidade que ia faltando. Com Mitroglou pouco participativo e abafado pelos centrais contrários e os alas sem um rendimento constante (Guedes entrou bem mas caiu de produção, já Pizzi foi crescendo com a partida e esteve bem na segunda parte, embora abaixo do nível espectacular que tem demonstrado), foi Jonas o principal responsável pelas acções de desequilíbrio do Benfica, fazendo a diferença com a sua mobilidade e qualidade técnica. Os golos foram a cereja no topo do bolo. Sanches, apesar de alguns lances em que demonstrou pouca maturidade, voltou a sair com nota positiva, acrescentando a intensidade do costume e tendo participação preponderante no lance do 2-1. Defensivamente, o Rio Ave enquanto teve forças para sair para o ataque causou problemas com o seu ataque móvel, especialmente aos laterais. Já os centrais, não tendo uma referência na sua zona, cumpriram e não tiveram grandes falhas. Júlio César, por outro lado, demonstrou alguma intranquilidade no jogo aéreo.

Rio Ave - Fica a dúvida se a equipa de Pedro Martins recuou intencionalmente na segunda parte ou se foi o desgaste que obrigou a baixar o bloco e demonstrar uma atitude menos pressionante. Até então os vilacondenses fizeram uma excelente exibição, com muito critério na posse de bola, um meio campo capaz de condicionar o jogo encarnado e muito poder de desequilíbrio no ataque, sobretudo pelos corredores laterais. Ofensivamente a equipa praticamente não existiu na segunda parte e saída de Heldon foi uma baixa importante (estava muito activo pelo lado esquerdo), já que Ukra, do outro lado, não teve a mesma preponderância na partida. Bressan assumiu, como habitualmente, a batuta no meio campo, apresentando a qualidade que lhe é reconhecida, tanto ao nível do passe como na marcação de livres. A dupla composta por Wakaso e Pedro Moreira esteve exepcional nas tarefas de pressão e recuperação, dando muita consistência à frente da defesa, que teve um Marcelo a um nível soberbo e os laterais Lionn e Edimar a pautarem a sua exibição pela segurança defensiva, apesar de algumas iniciativas ofensivas na primeira parte.

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