Jonas bisa de penalti mas a noite voltou a ser de Renato Sanches; Benfica dominou apesar da falta de nota artística; Rui Vitória sentou Samaris e Guedes; Gonçalo Paciência foi o melhor de uma Briosa que pouco incomodou

Benfica 3-0 Académica (Jonas 35' g.p. e 70' g.p. e Renato Sanches 85')

Sem ser brilhante, o Benfica cumpriu frente à Académica (3-0) e somou a 4.ª vitória consecutiva na Liga. Resultado que permite colocar alguma pressão nos rivais e essencialmente dá confiança a um grupo que ainda procura estabilizar. Os encarnados dominaram o jogo por completo, mas tiveram dificuldades em criar desequilíbrios no último terço e as oportunidades de golo foram poucas. Neste sentido, valeu a displicência dos Estudantes, primeiro por Trigueira e depois por Ofori, que cometeram 2 penaltis claros mas disparatados, o que permitiu a Jonas bisar, apesar de ter sido novamente Renato Sanches a principal estrela do encontro. Na estreia a titular na Luz o jovem médio juntou um golaço incrível a uma exibição conseguida, numa partida em que Rui Vitória optou por manter Fejsa no meio campo e sentou Guedes e Samaris. Na Briosa, o principal destaque foi o avançado Gonçalo Paciência, que pelo toque, maneira como segura e espera pelos apoios e até capacidade técnica que revelou (espectacular a maneira como driblou Lisandro) demonstrou estar uns furos acima no pobre elenco às ordens de Gouveia.

Encontro quase de sentido único, mas com pouco volume ofensivo. o Benfica desde cedo se instalou no meio campo da Briosa, mas até aos 24 minutos, apesar de alguns remates, pouco incomodou Trigueira, até que Pizzi num excelente lance individual obriga o guardião dos estudantes a uma boa defesa. Pouco depois André Almeida tem um bom remate, mas a bola sai um pouco ao lado, até que Jonas desmarca Gaitán, Trigueira não controla a trajectória da bola e derruba o argentino num lance em que até dava a ideia que Nico já não conseguia chegar à bola. No penalti, Jonas não perdoou e fez o 1-0. Na 2.ª parte, o jogo teve ainda menos lances de perigo. Até aos 60 minutos, numa situação em que Sanches dribla Leandro com categoria já na área, apesar do cruzamento não ter levado perigo, os destaques foram quase nulos. Pouco depois, aos 66, acontece a melhor ocasião da Académica. Gonçalo Paciência finta Lisandro já dentro da área cruza com perigo mas Jardel antecipa-se a Rabiola e atira para canto. Mas quando os estudantes pareciam querer crescer, um cruzamento para a área Ofori, mais uma vez sem necessidade, mete a mão na bola e faz penalti, tendo Jonas aproveitado para bisar. O duelo estava decidido, nos últimos minutos, já com Carcela em campo, as águias ainda tiveram alguns lances de semi-perigo, mas sem incomodar, até que Renato Sanches saca da cartola uma bomba fora da área e faz o 3-0. Até final, Hugo Seco ainda rematou 1 pouco ao lado, mas o resultado não se alterou.

Benfica - A vitória é clara mas o resultado não corresponde ao que foi o encontro. As águias, apesar do factor casa e das debilidades do adversário (dos mais limitados da I Liga), praticamente não criaram oportunidades de golos e apesar do domínio voltaram a revelar alguma inércia no momento ofensivo. A nível individual, Gaitán, que espalhou magia em 2/3 lances, esteve longe do que já apresentou esta época. O argentino falhou vários passes e essencialmente definiu mal em situações onde se pedia mais; Mitroglou também não acrescentou o suficiente na frente, o grego deu-se muito à marcação e nunca apareceu num espaço que permitisse a finalização; Pela positiva, mais uma boa prestação de Pizzi e de André Almeida, que passaram de suplentes a titular. Neste capítulo, considerando que Rui Vitória optou por sentar Samaris e Guedes nesta partida, vai ser interessante verificar o 11 nas próximas partidas. É que Fejsa, apesar de um erro infantil que lhe valeu um amarelo, também cumpriu no meio campo; Jonas no regresso à titularidade, não tendo sido brilhante, bisou e esteve no passe do 1-0.

Renato Sanches - Que bela maneira de se estrear a titular na Luz. E nem precisava de ter marcado um golaço (que míssil) para ter sido novamente a figura. O médio foi sempre dos mais interventivos, esteve quase perfeito nas acções defensivas (é cada vez mais importante nas acções de transição defensiva) e está a demonstrar um maior à vontade para chegar ao último terço. Hoje até foi menos influente nas acções de transporte de bola, mas o seu futebol está a crescer de jogo para jogo.

Académica - Foi quase tudo mau. Pouca capacidade nas acções de transição, os médios e extremos não conseguiram fazer 3 passes seguidos, nem aproveitar os poucos desequilíbrios que conseguiram. Para complicar Trigueira e Ofori cometeram 2 penaltis caricatos que prejudicaram um preenchido sector defensivo, que até estava a dar conta do recado.

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