Jiménez castiga desperdício do Nacional; Talisca e Samaris foram uma nulidade; Defesa fartou-se de comprometer

Benfica 1-0 Nacional (Jiménez 90')

O Nacional teve 3 oportunidades de golo claras, o Benfica na única que teve, já no minuto 90, marcou e garantiu os 3 pontos na 1.ª jornada do grupo B da Taça da Liga. Um triunfo que premeia a insistência final dos encarnados, apesar da exibição ter sido muito pobre e recheada de erros defensivos. Jiménez saiu do banco para apontar o golo e atenuou uma prestação colectiva e individual das águias que não fica para a história, com elementos como Cristante, Samaris e Talisca a acrescentarem pouco ou nada, a defesa, à excepção de Lisandro (que mesmo assim ainda acumulou algumas falhas), a comprometer de todas as maneiras e feitos, e o ataque, à excepção de uns lances de insistência e remates fora da área sem nunca conseguir levar perigo à baliza de Gottardi.

Quanto ao encontro, a 1.ª parte teve poucas notas, Washington testou Éderson de uma zona em que já tinha pouco ângulo e Carcela, o mais endiabrado nos primeiros 45 minutos, atirou ao lado, depois de uma boa assistência de Mitroglou de calcanhar; No 2.º tempo o jogo mudou, em poucos minutos, quase sempre com Witi na jogada, o Nacional criou duas oportunidades claras, mas 1.º Luis Aurélio isolado permitiu a defesa a Éderson e depois Gustado passa pelo guardião do Benfica mas demora muito a rematar e permite o corte de Lisandro. Vitória colocou Jonas no lugar no apagado Talisca e o goleador mal entrou em campo testou logo Gottardi com um remate fora da área, no entanto voltou a ser o Nacional a ter uma oportunidade para marcar com Soares em boa posição, ao 2.º poste, a não dar sequência a um bom cruzamento de Aurélio. Nos últimos 10 minutos, o jogo mudou. O Benfica apertou, encostou o Nacional e na única oportunidade clara de golo Jiménez deu sequência a um excelente cruzamento de Pizzi e fez o 1-0. Já nos descontos, Jonas ainda esteve perto de ampliar mas o resultado não se alterou.

Benfica - a falta de entrosamento e ritmo de alguns elementos são justificações válidas para a pálida exibição, mas não explicam tudo. Passes transviados, más recepções (o lance do amarelo a Lindelof é paradigmático), jogadores completamente perdidos, foi uma noite demasiado má, perante a passividade de um treinador sem capacidade de corrigir ou alterar o que fosse. Valeu o assalto final, numa fase em que o Nacional abdicara de jogar, e já em evidente quebra física, se limitava a defender amontoando jogadores no último terço. A defesa esteve desastrada, com diversos maus passes em zona proibidas e erros de abordagem a lances, deu muito espaço para os jogadores do Nacional se movimentarem, que só não criaram males maiores por ineficácia dos insulares. Ofensivamente as ideias foram raras, valendo um ou outro rasgo individual, mas este esteve longe de ser um Benfica avassalador. Individualmente, foram mais os destaques negativos do que o contrário. Lindelof acumulou erros, tal como os laterais, enquanto que Lisandro teve bons cortes, embora arriscasse o segundo amarelo, isto depois de ser "queimado" por Cristante. Talisca não se viu, nem parecido ter percebido onde actuar e quais as suas tarefas, Samaris nem chegou a entrar em jogo (estará de braços caídos agora que Fejsa e Sanches são primeiras opções?) e Mitroglou foi uma ilha deserta de ideias. Pizzi jogou demasiado por dentro, faltando largura no seu flanco, já Carcela foi o mais inconformado no primeiro tempo, mas foi perdendo gás. Valeram Jonas (deu outra agressividade) e Jimenez, que pouco fez, mas o que fez decidiu o jogo a favor dos encarnados.

Nacional - muita qualidade e desenvoltura de uma equipa que, enquanto teve pernas, discutiu o jogo, e ficou a dever à própria ineficácia um resultado melhor. Os insulares fizeram um jogo interessante, pressionando alto com duas linhas de três, e ao recuperarem a bola, saíam sempre com critério. Nos últimos minutos houve uma clara quebra física, que retirou de campo essa capacidade de sair a jogar, e a defesa não resistiu à pressão final. O centro da defesa esteve imperial, com destaque para o jovem Miguel Rodrigues, Sequeira juntou qualidade defensiva à profundidade ofensiva, Boubacar impôs o físico no meio-campo, e o jovem Witi mostrou muita qualidade com bola no pé e boa visão de jogo. Soares foi um claro upgrade no ataque, mas faltou critério na zona de finalização, como ficou demonstrado no lance de Luís Aurélio isolado perante Ederson.

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