13: Chuva de Golos

O golo é o momento mais feliz do jogo. Milhares de pessoas esperam ansiosamente pelo momento em que se levantarão da cadeira. Gritos audíveis, mensagens enviadas aos amigos, sorrisos, lágrimas, por vezes. Dentro de campo os atletas têm como missão colocar a bola no fundo das redes do adversário. Um exercício tão simples quando pensado, mas não ao alcance de qualquer um. Posto isto, é fácil de verificar que existiram muitos motivos para sorrir neste fim-de-semana. Menos contentes ficaram os treinadores certamente, tal foi a quantidade de finalizações bem sucedidas nos relvados portugueses. 40 é o número da jornada. Desde 2001/02 que uma ronda, em Portugal, não era tão produtiva. O início até foi pouco entusiasmante, com um empate sem sabor entre Estoril e Boavista, na estreia de Sánchez. No entanto, o Sábado seria um banquete. O Paços esmagou o União com seis golos sem resposta, o Rio Ave venceu o Arouca pela primeira vez na sua história, o Vitória voltou a cair, desta vez diante de um Marítimo muito matreiro e que, no meio de vários erros defensivos de ambas as partes, levou a melhor no Castelo, enquanto que o Benfica, perante um dos conjuntos com mais golos na Liga até ao momento, conseguiu triunfar em Setúbal, numa das exibições mais bem conseguidas da temporada. No dia seguinte, o nevoeiro parecia ser o maior adversário à continuação de bom tempo, isto é, ao continuar do fim-de-semana gordo. Ainda assim, Nacional e FC Porto ainda foram a tempo de três golos em quinze minutos, ficando o desfecho do encontro marcado para o dia seguinte, onde o marcador não se alteraria. No entanto, pouco se voltou a ver dos dragões enquanto a Choupana permitiu. Em Alvalade, o Sporting procurava manter a distância pontual para os rivais e não teve grande dificuldade em bater o Moreirense, voltando a marcar mais que um golo quatro desafios depois. Jorge Jesus realizou uma série de alterações no 11, mas os leões não se ressentiram e tiveram uma noite tranquila, apenas interrompida por uma grande penalidade infantilmente cometida por Naldo. Já em Tondela, o Braga regressou aos triunfos com um golo de Stojiljkovic. Por fim, mas não menos fascinante, a Académica conseguiu a 2.ª vitória na Liga, voltando a marcar quatro golos em casa quase dois anos depois e batendo um Belenenses em ressaca europeia, uma derrota que motivou a saída de Sá Pinto do comando técnico dos Azuis do Restelo.

Equipa da Jornada: Paços Ferreira – Os Castores cilindraram o União da Madeira no seu reduto, igualando o maior score da temporada. É notória a qualidade do conjunto de Jorge Simão, uma equipa personalizada e com um modelo de jogo muito interessante, sendo igualmente de destacar a valorização que alguns jogadores têm tido, algo habitual no clube nos últimos anos, tanto ao nível de jogadores como de treinadores.

Equipa Desilusão: Estoril – Os Canarinhos não vencem para a Liga desde o final de Setembro e no Bessa realizaram novamente uma exibição cinzenta, com a agravante do adversário ter jogado cerca de 55 minutos com apenas 10 unidades. Valeu uma grande penalidade duvidosa para garantir um ponto, convertida pelo abono de família, Léo Bonatini.

Melhor 11 da 13.ª jornada da I Liga: Cassio (Rio Ave), André Almeida (Benfica), Lisandro López (Benfica), Marcelo (Rio Ave), Marcelo Goiano (Braga), Pizzi (Benfica), Andrezinho (Paços Ferreira), Aquilani (Sporting), Diogo Jota (Paços Ferreira), Marega (Marítimo), Bruno Moreira (Paços Ferreira)

Melhor Jogador: Diogo Jota (Paços Ferreira) – O menino de 19 anos da Capital do Móvel continua a encantar e a brilhar sob o comando de Jorge Simão. Na goleada perante o União da Madeira rubricou mais uma brilhante exibição, registada com um golo e duas assistências.

Jogador Desilusão: Naldo (Sporting) – O central brasileiro chegou a Alvalade sem grande cartel, depois de passagens por clubes médios de Itália e Espanha, mas afirmou-se no 11, aproveitando a ausência de Ewerton, mostrando-se seguro, sobretudo nos jogos internos. No entanto, desde que perdeu a titularidade e foi chamado à equipa tem acumulado erros até então pouco habituais, demonstrando ainda as inegáveis lacunas técnicas que possui. Neste jogo cometeu um penalty infantil, que terminou com a série de partidas sem sofrer golos da equipa e que ajudou o adversário a reentrar no encontro.

Jogador a Seguir: Pedro Nuno (Académica) – O jovem de 20 anos fez a sua estreia na Liga nesta temporada e foi determinante na vitória dos Estudantes sobre o Belenenses, sendo autor de um dos golos do conjunto de Gouveia. Numa equipa com dificuldade na circulação de bola, o médio formado na Académica poderá ser importante na melhoria da qualidade exibicional da equipa.

Rodrigo Ferreira

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