"Boring, Boring Man United"

Já não há estádio da Premier League em que não se cante "Boring, Boring Man United" quando os red devils têm a bola. Uma equipa com um futebol lento e previsível, sem ideias ofensivas e com jogadores com notória falta de confiança (Depay, que ofereceu um golo, é um deles) só podia cair em Stoke-on-Trent, um dos terrenos mais complicados da liga. Nesta altura a dúvida é perceber se Van Gaal chega até 2016, pois já não tem condições para continuar e também não parece disposto a desgastar mais a sua imagem. Resta saber se o Man United vai optar por uma solução interna, como Giggs, ou se começa desde já a preparar o futuro, sendo certo que o novo treinador irá encontrar um plantel com pouca profundidade (hoje as únicas opções válidas no banco eram Rooney e Schneiderlin) e com jogadores num estado lastimável (Blind fez uma exibição medíocre e Herrera fartou-se de falhar passes). 

O Man Utd agravou a crise ao perder por 2-0 frente ao Stoke City no Boxing Day. Bojan e Arnautovi, elementos que tem estado em destaque esta época, apontaram os golos que podem ter sentenciado o destino de Van Gaal.

Ninguém passa em Stoke-on-Trent. Os potters já venceram o Chelsea, o Man City e agora o Man United. Num jogo com as condições habituais do Brittania, a equipa de Mark Hughes utilizou a receita habitual (muita segurança defensiva e saídas rápidas para o ataque) e aproveitou a má forma dos red devils, que não ganham há 4 jogos para o campeonato. O 2-0 surgiu com naturalidade, tendo em conta a maior objectividade da equipa da casa. Depay, com um erro incrível, ofereceu a bola a Glen Johnson e o inglês assistiu Bojan para o 1-0, tendo Arnautovic, com uma bomba de fora da área, aumentado a vantagem ainda na primeira parte. Na segunda metade, o Stoke recuou as linhas, obrigando o Man United a actuar numa posição em que não se sente confortável. A entrada de Rooney deu alguma qualidade ao jogo ofensivo dos forasteiros, mas, nos lances que não foram mal definidos, Butland, um dos guarda-redes mais promissores da actualidade, esteve lá para negar o golo.

Como se perspectivava no início da época, o Stoke é uma das excelentes equipas da Premier League, sendo muito difícil de superar quando se encontra em vantagem no marcador. A organização defensiva do conjunto de Mark Hughes tem bastante qualidade, com uma dupla de centrais extremamente fiável (Wollscheid e Shawcross voltaram a fazer uma excelente exibição) e um duplo pivot muito eficaz nas tarefas de pressão e recuperação (Cameron tem sido um dos mais regulares da equipa). Do meio campo para a frente, o Brittania tem assistido ao ressurgimento de antigos craques, como Afellay, Bojan, que vai fazendo uma grande temporada e já despertou a cobiça de emblemas de outra nomeada, e Arnautovic, que, apesar de alguma inconsistência, quando está inspirado faz a diferença com a sua potência e qualidade técnica. 

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