Vit. Setúbal (apesar da boa exibição de Suk) não impediu a 5.ª vitória consecutiva do Benfica; Jonas marcou e assistiu; Mitroglou também esteve em 2 golos; Pizzi desbloqueou o jogo com um golaço; Jardel cometeu vários erros, Sanches apagou no 2.º tempo; Djuricic estreou-se em 2015-16; Sadinos rubricaram bons 20 minutos mas desperdiçaram o 2-3

Vit. Setúbal 2-4 Benfica (Vasco Costa 58' e Suk 88'; Pizzi 35', Jonas 39', Mitroglou 54' e Ricardo 79' p.b.)

O Benfica somou a 5.ª vitória seguida na Liga ao trinufar em Setúbal, por 4-2. As águias dominaram o jogo com mais facilidade do que se previa nos primeiros 55 minutos mas depois do 3-0 permitiram a reacção do conjunto de Quim Machado e, apesar do resultado nunca ter sido colocado em causa, acabaram por sofrer em demasia durante a 2.ª parte. Mérito dos Sadinos que, apesar de só se terem soltado quando o jogo parecia perdido, foram ameaçando o campeão nacional e com outra eficácia (tiveram perto de fazer o 2-3 em duas situações claras) podiam mesmo ter beneficiado do desgaste que os encarnados foram revelando. Pizzi, com um golaço, foi a grande figura da partida, Jonas também esteve em destaque com mais um golo (o 11.º na Liga) e uma assistência (a 5.ª); Num encontro em que Djuricic (que ainda foi a tempo de ser um dos melhores das águias no 2.º tempo) somou os primeiros minutos na época; No Vitória, que com esta derrota desce do 5.º para o 7.º lugar, Suk foi sempre uma dor de cabeça para os centrais encarnados; André Horta cresceu muito na 2.ª parte e impulsionou a reacção dos anfitriões; Já Ricardo acabou por não ter a sorte do seu lado, ao involuntariamente apontar o auto-golo que "matou" o jogo.

Em relação ao encontro, o Vitória até entrou bem, mas rapidamente o Benfica assumiu o controlo do jogo e encostou os sadinos à sua área. Jonas foi o primeiro a testar Ricardo, tendo Lisandro pouco depois estado perto do golo, na sequência de um canto. O conjunto de Quim Machado tentava responder através das transições rápidas, colocando a bola rapidamente em Suk, mas a equipa perdia rapidamente o esférico e viu-se sufocada perante a pressão encarnada. O golo adivinhava-se e Pizzi, num brilhante trabalho individual deixa Pacheco fora do lance já dentro da área e faz o primeiro (Ricardo ainda tentou travar o golo mas a defesa acaba por levar a bola para o fundo da baliza). Esperava-se uma reacção de um dos melhores ataques da Liga, mas Jonas (na sequência de um belo cruzamento de André Almeida), pouco depois, aumentou a contagem, aproveitando a passividade na defensiva da formação da casa. No segundo tempo, o treinador do Vitória lançou Vasco Costa (saiu Ruca), mas quem continuou a somar foi o adversário, tendo Mitroglou, a passe de Jonas, voltado a introduzir a bola no fundo da rede, isto depois de Jonas ter desperdiçado uns minutos antes uma flagrante ocasião, após erro de ambos os centrais da turma de Quim Machado. Com o 3-0 o encontro parecia resolvido, mas logo de seguida o entrado Vasco Costa reduziu o marcador, após mais um brilhante trabalho de Suk, que deixou Jardel de olhos em bico. Costinha, uma das revelações de início de temporada, entrou pouco depois e proporcionou a André Horta mais uma flagrante oportunidade, que o mesmo não aproveitou. Do outro lado, Rui Vitória estreava Djuricic, com o intuito de baixar o ritmo de jogo e garantir uma maior gestão da posse de bola. Ainda assim, o jogo continuava vivo, tendo Vasco Costa desperdiçado nova ocasião, após alívio incompleto de Jardel, tendo Venâncio disparado do meio da rua por cima, beneficiando de um erro de Samaris na saída de bola. No entanto, num lance caricato, o Benfica fez o 4-1. Djuricic disparou pelo meio-campo adversário, assistiu Guedes, que isolado desperdiçou, mas a bola sobrou para Mitroglou e o grego, após disparar ao poste, viu a bola bater caprichosamente em Ricardo, que nada pode fazer para evitar mais um tento do opositor. Até final, Fejsa entrou para dar outra robustez ao meio-campo, mas quem continuava a brilhar era Djuricic, aproveitando o espaço concedido, sendo que do outro lado Suk ainda foi a tempo de reduzir o marcador, na sequência de uma bola parada.

Vit. Setúbal - Quim Machado não desiludiu e apresentou uma equipa claramente ofensiva, com 5 unidades de ataque no 11, o problema é que sem bola não se ataca, e a 1.ª parte foi um acumular de erros que acabaram por ser fatais. Os Sadinos perdiam a bola com muita facilidade, ficavam sempre expostos defensivamente e quando se soltaram já o jogo estava nos 0-3. Nos últimos 30 minutos já deu para ver mais o que vale esta equipa de Quim Machado, mas o resultado estava feito. Nesta boa fase, André Horta (sempre forte no transporte e na decisão) esteve em destaque pela positiva; Mas a figura dos Sadinos foi Suk. O coreano, praticamente sozinho, deu muito trabalho à defensiva encarnada, fez o que quis de Jardel no lance do 1-3 (para um jogador de 1m90 é incrível a maneira como desequilibra em velocidade), e acabou por ser premiado com um golo. 

Benfica - Só vitórias depois da goleada sofrida no dérbi e hoje com os primeiros 55 minutos fora mais competentes até agora. Os encarnados estiveram excelentes na pressão e a mobilidade dos elementos da frente fez o resto. Na 2.ª parte, ou pelo desgaste ou por ter dado a ideia que o jogo estava resolvido, o conjunto de Rui Vitória começou a acumular erros na saída de bola e no sector defensivo que podiam ter tido outras consequências caso o Vitória fosse mais eficaz. A nível individual só deu Pizzi, o extremo esteve em todo o lado, desbloqueou o jogo com um golaço, fartou-se de desequilibrar com os seus passes e foi sempre o mais esclarecido; Jonas, com um golo e uma assistência, também foi decisivo; Bem como Mitroglou, que apesar de não ser um avançado que se dê muito ao jogo, teve mérito na desmarcação no 3-0 e ainda participou no 4-1; Pela negativa, o mau jogo de Jardel, com vários erros defensivos comprometedores; Também Renato Sanches, depois de uma 1.ª muito interessante (a sua capacidade na recuperação permitiu à equipa estar sempre mais subida), foi, talvez pelo desgaste (Guedes foi outro elemento que pareceu estar cansado), apagando com o decorrer da partida, tendo acumulado erros com bola e deixado um buraco no meio campo (Samaris também não foi propriamente feliz na 2.ª parte). Nota ainda para os bons minutos de Djuricic, que no pouco tempo que esteve em campo voltou a demonstrar a sua qualidade individual e contribuiu para o 4-1.

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