Aboubakar quebrou jejum e a passagem do FC Porto resumiu-se a isso; Arouca, Nacional, Gil Vicente e Estoril também seguem em frente

Feirense 0-1 FC Porto (Aboubakar 10')

Voltou a ser pobre, mas o FC Porto cumpriu frente ao Feirense e carimbou a passagem para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Aboubakar, que nos últimos 2 meses só tinha marcado 2 golos, o último já no dia 8 de Novembro, quebrou o jejum numa partida em que, à semelhança do que tinha acontecido frente ao Nacional, os dragões chegaram cedo à vantagem no marcador e depois limitaram-se a fazer uma gestão sonolenta, que nem sempre foi bem conseguida, com o 2.º classificado da II Liga a conseguir equilibrar o encontro, principalmente na 1.ª parte, tendo estado mesmo perto do empate no minuto 88 (valeu Helton). Lopetegui, como é seu apanágio, mudou novamente o 11 (20.ª equipa diferente em 22 jogos esta época), tendo apostado em: Helton; Miguel Layún, Maicon Roque, Martins Indi, José Ángel; Danilo, Evandro Goebel, Sérgio Oliveira; Alberto Bueno, Aboubakar e Cristian Tello.

Quanto ao encontro, começou melhor o Feirense que foi tentando apresentar um futebol positivo, não se inibindo de se aproximar da baliza de Hélton. No entanto, à primeira oportunidade o FC Porto não perdoou. Canto de Sérgio Oliveira e Aboubakar - que já não marcava há mais de um mês - cabeceia para o fundo das redes. Após o golo só deu Feirense, que, por intermédio de Cris Santos e Sérgio Barge, tentou levar perigo, mais por remates de fora de área e foi, durante praticamente todo o primeiro tempo, a melhor equipa em campo. Na parte final dos primeiros 45 minutos, o FC Porto intensificou a circulação, instalou-se no meio campo adversário, mas não conseguiu criar oportunidades. O segundo tempo foi mais sonolento. Os dragões, que na primeira parte marcaram no único lance de perigo, não levaram perigo à baliza de Makaridze durante praticamente 25 minutos (diga-se que o Feirense também não fez melhor). Tendo apenas, em minutos consecutivos (aos 71’ e 72’), apresentado oportunidades para marcar. Primeiro foi Aboubakar, a passe de Corona, a falhar a hipótese de bisar (boa defesa de Makaridze), para na sequência do canto, Bueno responder para defesa do guardião da equipa de Santa Maria da Feira. Até final, o Feirense esteve perto de marcar, num dos poucos ataques na 2.ª parte, mas Kukula, no minuto 88, perdeu no frente-a-frente com Hélton. Na resposta, numa transição Corona passa pelo guardião Makaridze mas quando remata para a baliza do Feirense vê Barge negar-lhe o golo.

Feirense - Excelente réplica frente a um conjunto que ainda este ano somou 10 pontos na Liga dos Campeões. A equipa de Pepa mostrou-se organizada em campo, apostando num futebol positivo e bastante mais objetivo do que o do adversário. O primeiro tempo foi muito bom, conseguindo o 2.º classificado da II Liga superiorizar-se ao FC Porto durante grande parte desse período (reagiu muito bem ao golo sofrido), já na segunda parte, a equipa baixou de ritmo, mas ainda podia ter feito o empate já perto do final. Platiny esteve em evidência na frente, mas falhou quando a equipa mais precisava dele, Barge, na defesa, foi pau para toda a obra, e o jovem Fabinho voltou a demonstrar qualidade técnica para vingar na I Liga, já Vasco Rocha fez um jogo de sacrifício com bastantes quilómetros percorridos.

FC Porto - Futebol lento, pouco entusiasmante, com jogadores sem justificar a aposta - Tello esteve a anos Luz de provar que vale 8 ME -, mas os azuis e brancos continuam em todas as frentes, e isso no final é o que interessa (e considerando que o próximo jogo é com a Académica, Lopetegui vai certamente passar o Natal descansado). O treinador portista desta vez não abdicou de Aboubakar, talvez por sentir que este era o jogo ideal para o avançado ganhar confiança, e o camaronês respondeu com um golo, apesar de ainda ter desperdiçado uma boa oportunidade. De resto, viu-se muita bola batida na frente pelos centrais, um fraco apoio dos laterais e um meio campo, com Sérgio Oliveira e Evandro a não conseguir controlar como se esperava frente a uma equipa de um escalão inferior.

Nos outros jogos da Taça... - Imperou a lei do mais forte. O Arouca, com golos de Ivo Rodrigues e Maurides, derrotou a surpresa Amarante por 2-1 (Miguelito reduziu de penálti), o Nacional ultrapassou o Desp. Aves nas grandes penalidades depois de um empate a 2 no tempo regulamentar (Agra adiantou os insulares, Nélson Pedroso fez o 1-1 nos descontos na marca de grande penalidade e no prolongamento, Soares e Guedes voltaram a repetir a réplica), o Estoril bateu o Penafiel com um golo de Bonatini e, por fim, o Gil Vicente (também na lotaria dos penáltis) deixou o Portimonense pelo caminho, depois de Goba ter feito o 1-0 para a equipa de Barcelos e Fabrício ter deixado tudo igual já no segundo tempo.

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