Que descalabro Real, mas Varane e Pepe não são Ramos e Ronaldo assim nem no Top 3 da Bola de Ouro; Griezmann resolve nos descontos; Williams marca golaço; Moreirense consegue 1.ª vitória; Rio Ave deixa fugir o FC Porto

Os Merengues até começaram a dominar, mas neste momento quase tudo está mal na equipa de Benítez: Casilla tremeu e não dá a segurança de Keylor Navas, a defesa sem Ramos fartou-se de conceder oportunidades, o meio-campo defende mal e Ronaldo é simplesmente uma nulidade (nesta fase está muito longe de ter o impacto necessário para almejar o rótulo de melhor do Mundo).

Messi não joga desde Setembro mas o Real não aproveita e vai chegar ao "El Clásico" a 3 pontos do Barcelona (o que aumenta a pressão). Os merengues voltaram a falhar quando não podiam ao serem derrotados sem apelo nem agravo pelo Sevilha, por 3-2. O Real até entrou melhor no jogo, dominando a bola, com os locais sem conseguirem sair do seu meio-campo com qualidade. Esta supremacia Blanca gerou duas situações de perigo para os visitantes nos primeiros 20 minutos, primeiro com Pepe a servir com um passe longo Ronaldo, que consegue dominar mas vê o seu remate interceptado por Mariano e, na sequência de canto, Nacho remata de forma fantástica de pé esquerdo, com a bola a estoirar no poste de Rico. Os Merengues eram claramente melhores e aos 22’ chegaram mesmo ao golo, num fantástico remate acrobático de Sérgio Ramos após canto da direita (mas o Espanhol cai mal sobre o ombro que já estava magoado e poucos minutos depois teve de sair por Varane). A primeira vez que os Andaluzes assustaram Casilla foi aos 27’, quando Tremoulinas cruza e Imobille por pouco não desvia para dentro. O Sevilha chegou mesmo ao empate aos 36’, com o mesmo Ciro Imobille a aproveitar a passividade da defensa Merengue após um canto para rematar sozinho ao segundo poste O Real acusou o golo e pouco depois Imobille, após nova subida de Tremoulinas, não conseguiu desviar para dentro. A segunda parte manteve a tónica de domínio local, e aos 60’ Konoplyanka penetra pelo meio, faz uma tabela com Imobille e, já dentro da área, assiste Banega para o golo. Logo a seguir, James entrou por Isco e agitou o jogo Merengue, que ganhou vivacidade, criando algumas situações de perigo, primeiro por Ronaldo, depois por Modric e Casemiro, mas ou a pontaria era má ou Sérgio Rico respondia bem. No entanto o Sevilha sempre que criava chegava perigo (a prestação defensiva da equipa da capital era péssima), com Konoplyanka sempre em destaque, e aos 73’ Mariano, chega a um cruzamento perdido e volta a colocar a bola na área, onde Llorente salta sozinho e faz o 3-1. O Real estava à deriva e era o Sevilha quem se aproximava do quarto, tendo desperdiçado várias chances para construir uma vitória gorda. Nos descontos, numa fase em que já se ouviam "Olés" na bancada, James ainda fez o 3-2, com um belo remate fora da área, mas o jogo acabou logo depois. Destaque para o péssimo jogo do Real Madrid, defendendo mal, com uma pressão mal feita, um meio-campo que pouco melhorou desde a saída de Ancelotti e Pepe e Varane (completamente perdidos) a mostrarem porque Ramos é imprescindível, sendo que Casilla (muito inseguro nas saídas) também não consegue maquilhar os erros como Keylor Navas faz. Danilo também teve um jogo para esquecer do lado direito, e sem Marcelo faltou alguém que acrescentasse alguma capacidade de desequilíbrio ao jogo merengue; Já na frente, Ronaldo voltou a estar um nível simplesmente horrível, não se dando ao jogo, não aparecendo, tendo mais impacto 20 minutos de James (que ainda tentou agitar as coisas) do que 90 do Português. No Sevilha, o melhor foi Konoplyanka, que com a sua técnica e capacidade no um contra um fez a diferença, destruindo a defesa Merengue.

Colchoneros jogaram mal mas foram bafejados pela sorte (Oblak também correspondeu com duas grandes defesas); No Athletic atenção ao jovem Inaki Williams - O Atlético de Madrid manteve a distância para o topo da Liga Espanhola, ao bater o Sporting de Gijón, em casa, por 1-0, numa partida em que o único tento surgiu já nos descontos da segunda parte. Os homens de Simeone fizeram um mau jogo, com pouco ou nenhuma criatividade, limitando-se a bater bolas na frente ou a cruzar sem grande critério para a área. Jackson voltou a ser titular mas a  não marcar, sendo questionado pelos adeptos Colchoneros, ao contrário de Oblak, que fez duas defesas providencias. O único golo surgiu aos 90+3', com uma bola bombeada para a área a ser penteada por Godin e Griezmann a chegar mais rápido ao esférico que Cuellar. Já em Bilbao, o Athletic bateu o Espanhol por 2-1 e aproximou-se da zona Europeia. Os Bascos abriram o marcador logo aos 8', num golaço de Inaki Williams, tendo Hernán Perez empatado aos 51', antes de Raul Garcia, num belo golpe de cabeça, ter estabelecido o resultado final aos 64'.

Miguel Leal quebra jejum; Vilacondenses, que estavam empatados com o FC Porto na tabela, podem cair para o 5.º lugar em caso de vitória do Sp. Braga - O Marítimo somou a 2.ª vitória consecutiva ao derrotar o Rio Ave, por 3-2. Dyego Sousa, Raul e António Xavier fizeram os golos dos insulares, enquanto que Zeegelaar e Guedes reduziram para a formação de Pedro Martins. Com esta vitória, os madeirenses subiram ao 7.º lugar, com 14 pontos. No outro jogo da tarde na I Liga, o aflito Moreirense somou a sua primeira vitória e abandonou a linha de água (está agora em 15º). Os comandados de Miguel Leal derrotaram o Paços de Ferreira (que caiu para o nono lugar) por 2-0, golos de Iuri Medeiros e Battaglia e podem respirar melhor, embora estejam com apenas mais 1 ponto que a Académica, penúltima classificada.

Etiquetas: ,