O indiscutível n.º 1 do Mundo; Quem será o próximo?

Só dá Djokovic. O sérvio arrebatou o ATP World Tour Finals pelo 4.º ano consecutivo (5.ª vez que vence o torneio) e consolidou, se é que ainda havia dúvidas, ainda mais o estatuto de melhor jogador do Mundo. Na final Novak bateu Federer por 6-3 e 6-4. O suíço até tinha derrotado o n.º 1 do Ranking na fase de grupos mas desta vez entrou mal no 1.º set e, apesar de ter equilibrado no 2.º, nunca mais recuperou. E agora a dúvida, que se alastra há já algum tempo, é até que patamar vai chegar o sérvio: melhor de sempre, n.º 2 ou Top 3? E noutro cenário, quem será próximo grande dominador do ténis mundial? Quem vai verdadeiramente substituir Novak Djokovic? 

O sérvio cumpriu a árdua tarefa de substituir Roger Federer, para muitos o melhor jogador de todos os tempos, e tem dominado o Ténis Mundial como nem Nadal, apesar do espanhol ter mais títulos de Grand Slam, conseguiu. FedEx venceu o seu primeiro Grand Slam com 22 anos ao passo que Djoko venceu com 21 anos. Novak, tal como o seu antecessor, conseguiu ser temido no circuito, e nos dias que correm o facto de o seu nome aparecer como o adversário que se segue, para muitos jogadores, é razão para começar a preparar o próximo torneio. Porém, já vai a caminho dos 29 anos e como tal com naturalidade a sua performance, no espaço de 2/3 anos, terá forçosamente de diminuir. Mas, analisando o ranking ATP rapidamente verificamos que existem jogadores com muita qualidade, mas dificilmente conseguimos rotular alguém como a estrela que vai tomar as rédeas do circuito. Isto é de facto um problema e a estatística trata de nos exibir o panorama actual. Olhando para o top-10 do ranking ATP, salta à vista a idade avançada da maioria dos jogadores. A média de idades neste segmento é de 29,6, onde a única excessão há regra é Kei Nishikori que completa 26 anos no antepenúltimo dia do ano. Podemos então argumentar que o top-10 não é representativo de todo o circuito e por isso alarguei a amostra para o top-40, onde a média de idades se situa nos 28,1. Finalmente, e aumentando ainda mais a amostra constate-se que a média de idades no top-100 é de 27,44. Estes dados são preocupantes pois além de se verificar que os melhores jogadores estão mais envelhecidos, não é possível identificar o natural substituto de Djoko. Como em todos os desportos é possível apontar uma lista de atletas que podem, conjugados um número indeterminado de factores, chegar a esse patamar. O problema é que este número de factores, no momento actual, é muito grande e como tal a previsão estaria sempre enviesada pelo gosto pessoal e muito pouco fundamentada em termos quantitativos. E apesar de haver jogadores que anseiam que o seu ticket seja chamado. Como o canadiano Milos Raonic, o trio australiano composto por Bernard Tomic, Nick Kyrgios e Thanasi Kokkinakis e o duo oriundo da Asia Oriental formado por Kei Nishikori e Hyeon Chung. No continente europeu, há promessas como Dominic Thiem, Gregor Dimitrov e Borna Coric e do alemão Alexander Zverev, não se vê actualmente quem posso ser o próximo Rei do Ténis Mundial.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Tiago João Castelo de Morais Pimentel

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