O gigante que mudou tudo

Pelé ou Maradona, Jordan ou Magic, Sampras ou Federer... O que têm em comum? Proporcionaram sempre opiniões divergentes sobre quem seria o melhor de sempre nas respectivas modalidades, mas colocaram multidões de acordo quando se analisava ou discutia a importância de cada um deles no Desporto em geral, no "seu" desporto em concreto, no facto de serem verdadeiros ícones para os verdadeiros adeptos do desporto.

Porquê este pequeno prefácio? Porque hoje é um dia particularmente triste para um Desporto em concreto, o Rugby perdeu hoje o seu maior ícone, talvez o jogador mais consensual numa modalidade, Jonah Lomu. O 'All-Black' era o maior! Nunca um atleta conseguiu tamanho impacto individual numa modalidade colectiva, e se o Rugby é acima de tudo um desporto de equipa. Lomu apareceu como um furacão indomável, um atleta de "laboratório", quase um alien, porque alguém com 1,96m, 120Kg e que corria os 100 metros em 10,8 segundos dificilmente se podia considerar humano. Nunca será possível medir a importância deste Homem no Rugby, quantas crianças optaram por este desporto porque um dia viram Lomu, quantos adeptos descobriram a bola oval porque um dia apareceu Jonah.

Um problema renal retirou-o do seu Rugby de forma prematura, caiu, mas levantou-se, voltou a jogar... Mas o corpo não podia. Em vez de cair numa depressão aceitável, aproveitou todo o seu poder de símbolo único dos All Blacks para ajudar quem mais precisava, tendo hoje mesmo direito a uma menção honrosa por parte da UNICEF.

Desaparece o Gigante que atropelava adversários com a mesma facilidade com que estes o admiravam, o número 11 mais conhecido da história da Nova Zelândia, o tal que levou a que Nelson Mandela tardasse um pouco mais nos cumprimentos antes da final de 95 com a África do Sul porque era e é impossível gostar-se de Rugby e não se admirar este "pedaço" de jogador.

Desapareceu fisicamente, mas permanecerá sempre vivo aos olhos dos adeptos deste magnifico desporto. Mas deixa-nos a todos mais pobres, e tinha apenas 40 anos.

Até sempre Jonah, e obrigado por tudo!

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Octávio Alvarez Rodriguez

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