Guedes resolve; Carcela volta a marcar; Benfica não foi brilhante, mas Boavista também só se limitou a defender; Jiménez continua a apresentar pouco

Benfica 2-0 Boavista (G.Guedes 39' e Carcela 88')

Num jogo onde o chavão "só custa o primeiro" se aplica na perfeição, o Benfica venceu sem dificuldades (a única foi mesmo desbloquear o resultado) o Boavista por 2-0. O golo de Guedes, ainda na primeira parte, decidiu desde logo o encontro, face à incapacidade ofensiva dos axadrezados. Sem grandes destaques individuais (Sílvio, Guedes e Gaitán saem com nota positiva), sobressai pela negativa mais uma exibição aquém do esperado de Raul Jiménez.

A primeira parte não surpreendeu nem um pouco. O Benfica assumiu desde cedo o controlo do jogo, com muita posse de bola mas pouca capacidade para desmontar a muralha defensiva do Boavista, que foi à Luz com o claro intuito de defender e adiar o golo encarnado. Não se viram ataques dos axadrezados na primeira parte e o jogo esteve sempre mais perto da baliza de Mika, embora sem lances de golo iminente. Contudo, uma óptima jogada de Gaitán pela esquerda desbloquearia o encontro. O argentino fez a sétima assistência no campeonato e Guedes, à entrada da área, fez o terceiro golo da conta pessoal. Esperava-se que o golo tivesse resolvido o encontro, e assim foi. O Boavista foi completamente inofensivo e o Benfica nem precisou de acelerar para garantir os 3 pontos. Houve oportunidades para aumentar a vantagem, especialmente com os remates ao poste de Jonas e Talisca, mas o resultado só se alteraria perto do final, com mais um golo de Carcela no campeonato. Nota ainda para a expulsão de Idris, já nos descontos e para entrada de Sanches no minuto 93, tendo Luisão a preocupação de lhe passar a bola para ao menos tocar no esférico, algo que mereceu o aplauso da bancada.

Destaques: 

Benfica - Um jogo fácil demais, que exigiu pouco dos encarnados. Só custou mesmo entrar o primeiro, mas até aí a equipa de Rui Vitória revelou pouca criatividade na organização ofensiva. Guedes vai ganhando protagonismo de jogo para jogo, tendo estado bastante activo na procura da bola. Foi provavelmente a figura do encontro, tendo em conta que Gaitán e Jonas não precisaram de fazer exibições de encher o olho. Talisca, em jogos deste tipo, é claramente a melhor opção, oferecendo maior qualidade de passe e uma facilidade de remate superior a qualquer outro médio do plantel. Com a defesa praticamente sem ser posta à prova, Sílvio fez o melhor jogo desde que ganhou o lugar a Nélson Semedo, dando bastante profundidade pelo flanco direito. Destaque também para Carcela, que vai mostrando finalmente que pode ser opção e voltou a marcar. Por outro lado, Raúl Jiménez não tem justificado a titularidade, já que, apesar da mobilidade que oferece, tem estado claramente desinspirado nas suas acções. Rui Vitória, apesar de ter jogado pelo seguro, também não transmite muita confiança a Renato Sanches quando o mete em campo aos 93'.

Boavista - A estratégia de jogar para o 0-0 funciona até o primeiro entrar. Quando isso acontece, a equipa de Petit é claramente das mais limitadas do campeonato. É certo que seria sempre difícil discutir o resultado na Luz, mas é incrível como uma equipa profissional não consegue fazer uma sequência de passes com o mínimo de qualidade. Os axadrezados defenderam bem até ao golo de Guedes, mas a desatenção tornou a tarefa de pontuar na Luz impossível.

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