5 em 5 para os sub-21; Podstawski dominou no meio campo, Gelson foi o mais activo na frente

Israel 0-3 Portugal (Bruno Fernandes 28' g.p., André Silva 35' e Horta 87')

A Selecção Nacional sub-21 somou a quinta vitória, em 5 jogos, na fase de qualificação para o Campeonato da Europa Polónia 2017, ao derrotar, fora, Israel, por 3-0. A partida não foi espectacular, mas Portugal, fruto de uma 1.ª parte dominante, fez o resultado e, apesar da tentativa de reacção dos anfitriões, controlou, tendo ainda ampliado já perto do fim. Rui Jorge voltou a mudar o trio de ataque e lançou André Silva, Iuri Medeiros e Gelson Martins. Chico Ramos também foi titular no meio campo no lugar que vinha a ser ocupado por Rony Lopes, num jogo em que Diogo Jota (entrou na 2.ª parte) se estreou neste escalão.

Na teoria até era o adversário mais complicado - Israel ainda não tinha perdido - mas cedo deu para perceber que ia ser mais um jogo acessível para Portugal. Os jovens lusos, mesmo sem criar muitas oportunidades claras (a melhor foi um remate ao poste de Chico Ramos), dominaram a 1.ª parte por completo e sem surpresa ganharam vantagem no marcador. Primeiro por Bruno Fernandes, de penalti, depois de um lance em que Abu Abaid bloqueia um cruzamento de Gelson Martins com o braço, e depois por André Silva, que, de baliza aberta, aproveita uma recarga a remate de Cancelo, numa jogada que começou em Gelson. A 2.ª parte começa com um lance incrível, num canto de Israel, Gozlan ganha de cabeça Varela faz uma grande defesa e na recarga, em excelente posição, Peretz atira à barra. Na resposta Gelson desperdiça o 3-0. Os israelistas estavam melhor, tiveram mais bola nesta fase inicial, mas sem ser em outro lance de bola parada não voltaram a criar real perigo e os sub-21 nacionais com o passar dos minutos voltaram a tomar conta do jogo e a criar oportunidades. Numa bela jogada, Bruno Fernandes remata fraco quando estava enquadrado e dentro da área. Horta também desperdiçou. Até que numa cabeçada ao poste de André Silva, na recarga Horta amplia o marcador e faz o resultado final.

Rui Jorge alinhou com: com: Bruno Varela; João Cancelo, Tobias Figueiredo, Rúben Vezo e Rafa Soares; Tomás Podstawski, Bruno Fernandes - Cap. e Francisco Ramos; Gelson Martins, André Silva e Iuri Medeiros - Mais um passeio de Portugal rumo ao Polónia 2017 onde nem as várias alterações no 11 impediram o juntar dos 3 pontos a uma exibição competente. Alterações essas que implicaram a mudança completa no trio de ataque (André Silva, Gelson e Iuri Medeiros por Paciência, Horta e Mané) assim como a troca de Francisco Ramos por Rony Lopes que treinou condicionado nos dias que antecederam a partida. Quanto ao jogo, sempre mostrou, como esperado, a superioridade dos elementos da selecção nacional que somaram uma primeira parte de alto nível, com vários lances ofensivos e o envolvimento de todos os elementos na construção de jogadas próximas da baliza Israelita. Desde os laterais (Mais Cancelo que Rafa), passando por Francisco Ramos (ainda atirou ao poste) e acabando nos irreverentes alas, os comandados de Rui Jorge acabaram por gerir a vantagem até ao final da partida, salvo alguns sobressaltos no início do 2.º tempo, onde Bruno Varela esteve irrepreensível. A título individual, destaque para a exibição de Tomás Podtawski (muito inteligente, como é hábito, na gestão do ritmo de jogo, com uma eficácia de passe a rondar os 100% e a ocupar bem o espaço à frente da defesa), de Gelson (ainda desperdiçou oportunidades, mas foi particularmente importante a agitar o jogo) e, menos preponderantes que o habitual, André Silva (marcou, e esteve no lance do 3-0, mas não esteve propriamente feliz) e Bruno Fernandes que teve algumas más decisões no último terço.

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