Super-Coutinho arrasa Mourinho; Chelsea foi o melhor que podia acontecer a Klopp; Special One, que começou a ganhar, sentou Cesc e Matic e tirou Hazard aos 59' mas nem assim inverteu a tendência

Imagem: Daily Mail
11 jogos, 6 derrotas, um 15º lugar (que pode ser 17º) e a pior defesa da Premier League. Não há memória de um campeão destes. Mourinho perdeu o balneário e só os adeptos parecem estar com ele nesta fase horrível. O português já disse que não se demite, até porque Abramovich, quando se cansar, terá de pagar 50 milhões de euros. Klopp conseguiu a primeira vitória no campeonato, e bem pode agradecer a Coutinho, que marcou dois golaços. O alemão está a apanhar o jeito de ganhar ao "Special One" (eliminou o Real há uns anos), que hoje teve de ouvir das bancadas o cântico "You're not special anymore". 

Não há maneira de o Chelsea inverter esta crise de resultados, a equipa de Mourinho, que assim fica numa situação ainda mais complicada, perdeu, em casa, frente ao Liverpool, por 1-3. numa partida em que Coutinho brilhou com um bis. Frente a um conjunto de Klopp também desesperado por vitórias, embora sem o mesmo grau de pressão, os blues até saíram na frente, graças a um golo madrugador de Ramires, mas Coutinho apareceu em modo extraterrestre e deu a primeira vitória a Klopp na Premier League. O jogo não foi particularmente bem disputado, fruto da falta de confiança de ambos os conjuntos. Com os londrinos em vantagem desde cedo, a iniciativa pertenceu aos reds, que revelaram, durante toda a primeira parte, falta de soluções para furar a defensiva adversária, que parecia, ao contrário do que tem sido habitual, mais concentrada. Mas, já nos descontos dos descontos da primeira parte, Coutinho flectiu da direita para o meio e rematou de pé esquerdo para fazer o empate. A segunda parte foi mais aberta, com as duas equipas a quererem a vitória. Ainda assim, não mostraram grande engenho para a conseguir. O Chelsea fez apenas um remate, do meio campo (Óscar ia surpreendendo Mignolet), e o Liverpool também pouco incomodou Begovic. Teria de ser uma jogada individual a desequilibrar o encontro, e assim foi. Coutinho aproveitou a passividade da dupla de centrais londrina para colocar a turma de Klopp na frente com mais um golaço e, pouco depois, Benteke, que saltou do banco, fez o 3-1 final.

Quando Cesc e Matic ficam no banco, percebe-se que a relação de Mourinho com os jogadores mais influentes do plantel já não é a melhor. Quando Hazard é o primeiro a sair (depois de mais uma partida medíocre, foi substituído aos 59 minutos) e Kenedy o primeiro a entrar, fica a certeza de que algo muito estranho se passa neste Chelsea. A equipa, ao contrário do que tem acontecido, até pôde fazer o seu jogo predilecto, entregando a iniciativa ao adversário, mas assim que teve de se estender no terreno voltou a demonstrar fragilidades (a passividade de Cahill e Terry ficou bem patente nos golos). Willian continua a ser o mais inconformado, ao contrário de Óscar e Diego Costa, nulidades autênticas. Do lado contrário, valeu Coutinho, porque se não fosse o brasileiro os reds também não teriam soluções colectivas para vencer o encontro. O duplo pivot composto por Emre Can e Lucas continua a mostrar limitações, tanto a atacar como a defender, e Milner é o "Grosskreutz" de Liverpool, sem capacidade de desequilibrar pela ala. Firmino, apesar da boa exibição a meio da semana, pareceu novamente algo inadaptado. 

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