«Rúben Neves. Mas alguém duvida de que chegará longe?»; «Bernardo Silva deixou de fazer parte dos sub-21»; «4-4-2 com dois jogadores móveis será a minha opção»; «Se com a Grécia eu sonhava ser campeão da Europa, então não sonharei com Portugal?»

Fernando Santos deu uma longa entrevista ao jornal A Bola, onde reforçou a ideia que ambiciona conquistar o Euro'2016. Sobre a convocatória final deixou tudo em aberto, apesar de indicar que vão estar pelo menos 6 avançados na lista.

Objectivo - «Eles [jogadores] dizem: somos uma equipa, somos fortes, queremos ganhar. Podemos sonhar que vamos ganhar o Euro? Claro que sim. Se com a Grécia eu sonhava ser campeão da Europa, então não sonharei com Portugal? As probabilidades são muito maiores. Acredito que, se Portugal for forte e pragmático a defender e souber tornar o seu jogo fluído e eficaz quando necessário, pode ganhar a qualquer equipa. Mas se formos para França convencidos de que nós é que somos bons, nós é que somos os melhores do mundo, não vamos a lado nenhum», avisou.

Convocatória final - «Três guarda-redes seguramente, porque é obrigatório. Andará entre sete defesas, sete médios e seis avançados ou oito defesas, seis médios e seis avançados. E dou um exemplo: Vieirinha. Hoje em dia é lateral, o que abre outras possibilidades. Se tiveres um médio que possa jogar bem como central, podes retirar um central para colocar um avançado. É este tipo de coisas que é preciso organizar muito bem. E que vai levar muita discussão em Portugal, isso é seguro. Não nos esqueçamos de que, numa fase final, não podemos mudar o nome dos 23. São aqueles e ponto final», lembrou.

Médios defensivos - «Não levarei quatro ou cinco jogadores que atuem na posição 6. Possivelmente, passará pelo William [Carvalho], pelo Danilo [Pereira], pelo Rúben [Neves]. Tenho de pensar: quero um 6 mais fixo ou um que saia a jogar? De um que proteja mais os centrais?», salientou.

Novidades - «Quando vi os jogos dele [Nélson Semedo] com o FC Porto e o Atlético de Madrid não tive qualquer receio em o lançar na Sérvia. Outro exemplo: Rúben Neves. Mas alguém duvida de que chegará longe?», realçou.

Laterais - «Portugal tem três ou quatro laterais-esquerdos, não tem mais. Para o lado direito, sem contar para já com o Bosingwa, que está a recuperar de grave lesão, temos Cédric, Vieirinha, agora o Nélson [Semedo] e ainda o Cancelo. Mas se eu, daqui a uns meses, entender que há um que está melhor do que estes, mas que não veio ainda à seleção, ele vem mesmo», reforçou.

Bernardo Silva - «Não retirarei nenhum jogador aos sub-21 se considerar que a probabilidade de ele jogar é inferior a 50 por cento. Chamar um jogador que está a crescer nos sub-21, sabendo que terá 20, 30 por cento de possibilidades de jogar na equipa principal, não acontecerá. Quem estiver acima dessa margem de 50 por cento, vem para os AA. Era o caso do William Carvalho. Agora do Bernardo [Silva]. Deixou de fazer parte do lote dos sub-21. É jogador da seleção principal», destacou.

Táctica - «Aponto para que Portugal não jogue em 4-3-3 clássico. Não temos pontas de lança que joguem bem de costas para a baliza e que segurem a bola, que temporizem o jogo e deixem a equipa subir. Talvez o Postiga tenha sido o último, tal como o Nuno Gomes. Com tempo para trabalhar, não tenho dúvidas sobre qual será a minha opção...4-4-2 com dois jogadores na frente mais móveis. Dá-nos uma possibilidade muito mais forte de potenciarmos o nosso melhor jogador: Ronaldo», rematou.

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