Portugal continua em grande. São já 22 jogos sem conhecer o sabor da derrota

Portugal 2-0 Hungria (Bruno Fernandes 35' e G. Paciência  55')

Desde Novembro de 2011 que a selecção sub-21 de Portugal não perde um jogo oficial. Mais um jogo, mais uma vitória. Os sub-21 de Portugal não tiveram problemas em ultrapassar a Hungria (2-0) e somaram mais 3 pontos no grupo 4 de qualificação para o Euro'2017. O conjunto de Rui Jorge, que somou o 22.º jogo oficial consecutivo sem conhecer o sabor da derrota nos 90 minutos, mesmo sem massacrar (o rival de hoje também era mais forte que a Albânia) deu sempre a ideia que mais tarde ou mais cedo ia vincar a sua superioridade no marcador e acabou por consegui-lo através de Bruno Fernandes e Gonçalo Paciência.

Desde cedo deu para perceber que Portugal era mais forte e com naturalidade foi assumindo o comando do jogo. Rafa logo a abrir bloqueou uma jogada em que podia isolar Bruma, quando optou pelo lance individual quando bastava tabelar, pouco depois foi Iuri em boa posição a falhar um chapéu ao guarda-redes quando se pedia um cruzamento. A Hungria também teve uma boa oportunidade, com Kleinheisler numa iniciativa individual a ganhar espaço na zona frontal mas a rematar um pouco ao lado, quando o golo parecia certo, mas o 1.º tempo, mesmo sem ter tido uma grande intensidade, foi quase todo dos comandados de Rui Jorge. Bruno Fernandes num excelente livre esteve perto de inaugurar o marcador. E Gonçalo Paciência, em boa posição, não deu sequência a um excelente cruzamento de Iuri Medeiros. Mas cheirava a golo e numa jogada de Cancelo, um defesa da Hungria corta para a entrada da área e Bruno Fernandes, com um grande remate, atira ao canto para o 1-0. Em vantagem Portugal sentiu-se ainda melhor no jogo e na 2.ª parte, numa grande jogada individual, ampliou. Rony conduziu com categoria pelo meio), Bruma com um grande passe volta a meter no médio do Mónaco que toca para Rafa com Gonçalo a ter só de encostar para o 2-0. Ainda faltavam 35 minutos para jogar mas o resultado ficou feito. Rui Jorge aproveitou para colocar Horta, Guzzo e Guedes, tento o jovem do Benfica ainda atirado ao poste, já perto do fim, mas o marcador não se alterou.

Portugal - Domínio claro de Portugal neste grupo, onde com maior ou menor facilidade o 1.º lugar e consequente apuramento directo para o Polónia 2017 é uma obrigação. O jogo nem foi um festival de oportunidades, mas a equipa pareceu sempre ter o controlo das operações, dando azo para muitos lances de nota artística (o 2.º golo é uma jogada espectacular) e onde até houve displicência no momento de decidir em frente à baliza.

Rui Jorge alinhou de inicio Bruno Varela, João Cancelo, Edgar Ié, Tobias Figueiredo, Rafa Soares, Rúben Neves, Bruno Fernandes, Rony Lopes, Iuri Medeiros, Gonçalo Paciência e Bruma - Algumas escolhas que parecem ser contranatura em face do momento dos jogadores (Guedes que é destaque na Champions parece ser 4.ª opção a extremo, Gelson que ficou nas escolhas de Jesus é preterido em detrimento do emprestado Iuri, Vezo continua na sombra de Ié que é apenas opção na equipa B do Villarreal), mas a verdade é que o colectivo funciona de tal forma que as individualidades parecem render ainda mais que nos clubes. Edgar Ié, à semelhança do que aconteceu na Albânia, fez um jogo até superior ao companheiro de sector (Tobias); Gonçalo, que tem passado um mau bocado em Coimbra, apesar de ter falhado várias oportunidades e ter demonstrado alguma lentidão e falta de enquadramento, fez um golo; Rony Lopes e Bruma foram os desequilibradores de serviço e Cancelo e Rafa foram mais extremos que defesas. Nota ainda para a estreia de Gonçalo Guedes no escalão de sub21 (ainda foi a tempo de atirar ao poste) e para as entradas de Guzzo e Horta que vieram dar continuidade ao festival de Bruma e Rony.

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