Leão ganha vantagem com penalti de Teo; Estoril esteve melhor na 1.ª parte, mas na 2.ª só deu Sporting; Gerso desequilibrou no 1.º tempo, Bruno César também se destacou; Patricio foi a melhor unidade do conjunto leonino

Imagem: Agência Lusa
Sporting 1-0 Estoril (Teo Gutiérrez 55' g.p.)

Não foi fácil mas o Sporting cumpriu e deixou, pelo menos de maneira provisória, o FC Porto a 5 pontos e o Benfica a 8. Os leões, perante um Estoril que dividiu o jogo no 1.º tempo, tendo o conjunto estorilista até tido as mais e melhores oportunidades nesse período, tiveram de sofrer, mas com um penalti criado e convertido por Teo garantiram os 3 pontos. Patrício salvou na 1.ª parte, no 2.º tempo o desperdício leonino (Gelson, Bryan Ruiz e Jefferson falharam oportunidades claras) foi deixando o jogo em aberto, mas à excepção de um remate de Bruno César no minuto 88, os visitantes foram dominados pelo líder isolado do campeonato. Gerso foi a unidade em destaque nos primeiros 45 minutos, "Chuta-Chuta" também se destacou com 2 remates perigosos, nos leões, à excepção de Patrício (que com duas defesas de grande nível deixou o jogo em branco na 1.ª parte), João Mário foi o mais esclarecido e Jefferson o mais acutilante.

Em relação ao encontro, duas partes distintas. Na primeira o Estoril conseguiu dividir o jogo com os leões e foi a primeira equipa a criar perigo. Dieguinho, aos 36 segundos, disparou ao lado, num falhanço clamoroso. Pouco depois, Slimani cabeceou por cima após uma boa combinação entre João Pereira e Gelson na direita, enquanto que do outro lado Chaparro via Patrício negar-lhe o golo. A equipa da Linha, com um Gerso endiabrado, continuava a ameaçar e o mesmo Gerso, numa excelente diagonal, disparou forte ao lado, logo depois de outra parada de Rui Patrício num contra-ataque rapidíssimo dos visitantes, onde os únicos intervenientes foram o guarda-redes e Bruno César. Após estes lances, o Sporting assumiu um maior controlo sobre o jogo, mas a equipa revelou-se algo trapalhona no último terço de terreno, tendo sido um remate de Gelson ao lado a excepção. Na 2.ª parte o Sporting entrou mandão, pressionou melhor e empurrou o Estoril para a sua grande área. Ruiz, que tinha estado bastante apagado no 1.º tempo, foi o primeiro a ameaçar, desperdiçando uma oportunidade flagrante de baliza aberta após um belo cruzamento de João Pereira (muito ofensivo). De seguida, Jorge Ferreira assinalou penalty, num lance em que Teo é derrubado por Taira após receber em fora-de-jogo. O camisola 19. na ausência de Adrien, não tremeu e adiantou a turma de Jorge Jesus no marcador. Pouco depois, João Mário isola Gelson, mas o jovem formado em Alcochete atirou para a defesa de Kieszek. A formação da casa continuava por cima e, após um brilhante drible de Ruiz, Jefferson, em missão ofensiva e já na grande área, disparou enrolado ao lado do poste direito da baliza estorilista. Fabiano Soares procurava dar um abanão na equipa com a entrada de Billal, mas foi Montero a ameçar o 2-0 num bom remate de fora da área. Até final, Jefferson voltou a estar perto de marcar de livre directo e os visitantes, aproveitando alguma intranquilidade leonina em face da vantagem mínima, até poderiam ter saído de Alvalade com um ponto se o tiraço de Bruno César não tivesse passado um pouco acima da barra.

Sporting - Havia dúvidas de como seria a ressaca do derby da Luz, ou de como a equipa responderia a um jogo de menor pressão frente a um adversário teoricamente inferior. E a exibição deixou muito a desejar, em especial na primeira parte, na qual os leões apresentaram um futebol lento e sem rasgos, com movimentações denunciadas e imensos passes falhados. A defesa vacilou perante a velocidade de Gerso, e não fosse Rui Patrício, o Sporting teria de correr atrás do resultado. O ataque passou apenas e só por alguns cruzamentos à procura de Slimani, que pouco perigo criou. Na segunda metade os líderes do campeonato entraram com outra dinâmica e encostaram o Estoril atrás, acumulando jogadas de perigo perto da baliza de Kieszek. Nesta fase faltou a eficácia mostrada uma semana atrás, e apenas de grande penalidade o Sporting desfez um nulo que lhe permite ampliar, ainda que à condição, a liderança. Na globalidade, a equipa não deu grande resposta em termos de qualidade, mas voltou a não sofrer golos (uma das imagens de marca de Jesus) e conseguiu controlar a vantagem com alguma segurança. Individualmente, Rui Patrício foi decisivo com duas defesas de elevada dificuldade, ainda com o nulo no marcador, enquanto que João Mário foi o mais esclarecido em termos de circulação, numa equipa sem grandes destaques individuais. Slimani voltou a lutar e a desgastar, e atacou muitas bolas na grande área, mas também perdeu muitos lances em tabelas. João Pereira, que de início sofreu com Gerso, esteve muito em jogo, mas à excepção de uma perdida de Ruiz, nunca conseguiu terminar as boas desmarcações que realizou. William subiu de produção na segunda parte, Jefferson foi dos elementos mais activos e até esteve perto de marcar em duas ocasiões, enquanto que Gelson pouco trouxe ao jogo (Matheus parece destinado a passá-lo na hierarquia), Teo pouco fez para além do lance da grande penalidade, e Ruiz voltou a mostrar detalhes requintados na desmarcação e passe, mas pecou pela falta de aceleração e velocidade.

Estoril - Tal como fizera na Luz, os canarinhos entraram em campo com disposição para incomodar, não se remetendo a uma postura de expectativa. Não fosse alguma ineficácia e um muro chamado Patrício, poderiam perfeitamente ter estragado a noite aos 40 mil sportinguistas que se deslocaram a Alvalade. Meio-campo pressionante e a colocar rapidamente na velocidade de Gerso foi a receita para espalhar o pânico na defesa contrária. A defesa nunca se desposicionou, e marcou sempre Slimani na área (o argelino nunca saltou sozinho, como fizera entre Luisão e Jardel). No segundo tempo a equipa perdeu gás e optou (ou foi obrigada a isso) por jogar mais recuada, mas foi abrindo brechas no último reduto, em especial sobre o seu lado esquerdo. Depois do golo sofrido já não houve força anínima ou física para ir buscar outro resultado, embora os estorilistas nunca desistissem. No plano individual o destaque vai para Gerso que, ora à esquerda, ora à direita, fez o que quis dos laterais adversários e criou jogadas de extremo perigo, através de cruzamentos ou em remates após diagonais para o centro. Bruno César mostrou que é um perigo no que respeita ao remate (assustou perto do final com um tiro que passou perto do ângulo superior esquerdo). Kieszec brilhou no segundo tempo com um par de intervenções, Chaparro mostrou disponibilidade física e até se chegou à frente, e Yohan Tavares ajudou a secar o ataque do Sporting.

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