Já lá estamos! O futebol não encanta mas no Europeu vão ter de contar com a força de Portugal; Moutinho confirmou a presença da selecção na 9.ª fase final consecutiva; Bernardo e Danilo ganharam pontos


Portugal 1-0 Dinamarca (Moutinho 66') 

Esperem por nós em França! Portugal carimbou a presença no Europeu do próximo ano (é a sexta vez consecutiva e se contarmos com os Mundiais é a nona fase final seguida) de futebol, depois de um golo solitário de Moutinho, que bastou para derrotar a Dinamarca. Esta foi a sexta vitória em seis jogos oficiais de Fernando Santos, que conseguiu o grande objectivo com relativa facilidade (apesar dos golos tardios). Com o primeiro lugar no grupo I garantido, a equipa nacional deverá ser cabeça-de-série no sorteio da prova.

O jogo começou num ritmo morno, com as equipas a estudarem-se mutuamente e sem correrem grandes riscos. Portugal teve sempre a iniciativa no encontro, mas, nos minutos iniciais, raramente foi capaz de penetrar no bloco dinamarquês, que se apresentou recuado no terreno e com a intenção de explorar o erro do adversário. A partir da meia hora, houve mais motivos de interesse em Braga, com a equipa nacional a ganhar um ascendente mais acentuado na partida e a ficar perto do golo num remate de Moutinho por cima e num cabeceamento de Nani à trave. Rui Patrício teve uma primeira parte descansada, já que, apesar da irreverência de Braithwaite, a Dinamarca pouco atacou. Na segunda parte, Portugal entrou com uma atitude apática e permitiu que os nórdicos subissem no terreno. Bendtner, a besta negra, ia marcando a Rui Patrício, mas a bola acertou no poste. A entrada forte da turma de Morten Olsen foi esmorecendo e a equipa nacional voltou a equilibrar a partida. Nunca exibiu a qualidade que apresentou no final da primeira parte, mas Moutinho, de regresso à equipa, colocou-nos no Euro. Com uma excelente jogada individual, o médio simulou perante dois adversários e rematou colocado para bater Schmeichel. Pouco depois, Bernardo Silva teve uma das suas habituais arrancadas e ficou perto do golo. A Dinamarca ameaçou o empate, que não faria diferença nas contas portuguesas, mas na Pedreira era dia de somar a sexta vitória consecutiva em jogos oficiais e assegurar a presença na fase final.

Destaques: 

Portugal - Mais uma vitória pela margem mínima, algo que começa a tornar-se habitual com Fernando Santos. Quando o objectivo é cumprido, e de maneira bastante mais fácil do que em qualificações anteriores, as críticas nunca poderão ser muito duras, mas a verdade é que a equipa continua a apresentar um futebol muito pobre. Desta vez foi Moutinho a resolver individualmente o que o colectivo não conseguiu. À excepção do final da primeira parte, período em que a equipa lusa mostrou uma excelente dinâmica ofensiva, vislumbraram-se as limitações do costume, sobretudo na incapacidade de ter posse de bola dentro do bloco adversário e a falta de criatividade no último terço. Ronaldo continua sem conseguir assumir o jogo da equipa, apesar de ser constantemente solicitado, e Nani voltou a mostrar-se incapaz de criar desequilíbrios. Pelo contrário, Bernardo Silva agitou o jogo ofensivo de Portugal e ganhou pontos, bem como Danilo. Intransponível na primeira parte, destacou-se pela simplicidade de processos e é uma boa dor de cabeça para Fernando Santos quando tiver William à disposição. Tiago e Moutinho, de regresso à equipa, deram critério com bola e tiveram boa chegada à frente, sobretudo o médio do Mónaco. No sector defensivo Cédric foi claramente o melhor jogador (seguro a defender e muito activo a atacar), já que Bendtner causou muitas dificuldades a Carvalho e Bruno Alves e Coentrão deu a sensação de estar com pouco ritmo (Braithwaite provocou calafrios). Destaque final para Patrício, com uma exibição muito sóbria. Respondeu bem sempre que foi chamado.

Dinamarca - É uma selecção organizada defensivamente, com uma dupla de centrais bastante competente (Agger e Kjaer anularam Ronaldo), mas ofensivamente é claramente limitada. Bendtner é a referência do ataque e desempenha bem esse papel, mas o meio campo é exclusivamente de combate e quando Eriksen não aparece, que foi o caso, há poucas soluções do meio campo para a frente. Braithwaite foi uma boa surpresa e aproveitou a liberdade de movimentos dada por Olsen, apesar de ter baixado de rendimento na segunda parte. É mais forte que a Albânia, mas o apuramento só se vai decidir na última jornada.

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