Hassan merecia isto; Sp. Braga banaliza Marselha num dia perfeito para Portugal

Super-Braga, super-Hassan. O egípcio, que está a passar por um momento complicado (o pai morreu esta semana), voltou a marcar um golaço na Liga Europa (já tinha resolvido frente ao Groningen), já os minhotos, que iam deitando tudo a perder em 3 minutos, demonstraram novamente um futebol de 1.º nível, mesmo perante um opositor recheado de jogadores internacionais. 

Depois das vitórias de FC Porto, Sporting e Belenenses (só faltou o triunfo do Benfica), o Sp. Braga não desiludiu e derrotou o Marselha, o único clube francês a vencer a Taça dos Campeões Europeus, por um resultado (3-2) que nem traduz o que foi o jogo, tal foi o domínio dos gverreiros, mas que coloca o clube do Minho na liderança isolada do grupo F, com 9 pontos. Muito mérito de Paulo Fonseca, que continua a demonstrar qualidade (e este conjunto minhoto até está menos apetrechado que em épocas anteriores), tendo recuperado o melhor Rafa, implementado um futebol positivo e com as suas próprias ideias (abdicou de um elemento declaradamente atrás do avançado como Micael era com Conceição), o que se pode ver até pelo excelente comportamento defensivo da linha defensiva, em que os centrais (hoje, Boly e Ricardo Ferreira) comportam-se sempre como um coletivo e os laterais oferecem imensa profundidade. Nota ainda para Vukcevic que continua a brilhar no meio campo, assim como Mauro, este mais posicional, numa noite em que Hassan, um dia depois do falecimento do pai, assinou uma obra de arte no AXA, e Alan acabou por ser herói ao colocar justiça no marcador.

Quanto ao jogo, Hassan começou a dar as primeiras indicações do que viria a fazer, com um remate de fora de área logo aos 17' em que Mandanda responde com uma defesa para canto. Por volta dos 35 minutos foi a vez de Ricardo Ferreira, depois de um cruzamento de trivela de Rafa, cabecear ao lado. O Sp. Braga estava por cima do encontro, o que comprava o 1.º remate do Marselha apenas ao minuto 44, por intermédio de Batshuayi. Na segunda parte, os minhotos entraram ainda mais fortes, aos 57' Vuckevic esteve perto de inaugurar o marcador de cabeça após um canto, tal como Rui Fonte, que num bom trabalho rematou à meia volta, mas o vencedor de ambos os duelos foi o mesmo: Mandanda. No entanto, o momento da noite estava por surgir. Hassan, a passe de Rafa, faz um chapéu fantástico ao guarda-redes dos marselheses, naquilo que é um hino ao futebol e o estádio "explode" de alegria, também porque o pai do egípcio tinha falecido na véspera. O Marselha tentou também criar perigo e teve as suas oportunidades, quase sempre por Batshuayi, que até marcou em fora-de-jogo (um lance que comprova o excelente comportamento da linha defensiva dos gverreiros). No entanto, eram os arsenalistas quem voltariam a marcar, com Wilson Eduardo (que entrou bem) a aumentar a vantagem. Aos 80 minutos o Sp. Braga vencia bem e banalizava um histórico do futebol francês, mas desconcentraram por 7/8 minutos e permitiram o empate. Alessandrini, de livre, e Batshuayi, a passe de Nkoudou, restabeleceram a igualdade, naquilo que seria uma injusto para o que se tinha passado em campo. Mas ainda haveria tempo para mais, apenas 1 minuto depois, Mandanda, erra e Alan (que iria ser substituído não fosse a lesão de Hassan) aproveita para esclarecer o resultado, ainda que este peque por escassez (ou melhor, os franceses pecaram por excesso). Última nota para Hassan (quem mais?) que na conferência de imprensa se mostrou muito emocionado e agradeceu o apoio dos colegas, que festejaram sempre com ele os golos.

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