Gaitán e mais 10 (como sempre) desta vez não chegou; Galatasaray aproveita erros do Benfica e deixa Rui Vitória em cheque para o dérbi; Podolski fez a diferença

Galatasaray 2-1 Benfica (Inan 19' g.p. e Podolski 33'; Gaitán 2')

Depois da espectacular vitória em Madrid, o Benfica perdeu em Istambul e já não tem uma vantagem tão confortável na luta pelo apuramento. Os encarnados foram derrotados por 2-1 por um Galatasaray intenso, ou não fosse esta uma partida decisiva para os turcos, e que teve um Podolski em grande estilo. O resultado até podia ter sido mais avolumado, já que os homens da casa desperdiçaram várias ocasiões na segunda parte numa fase em que a turma de Rui Vitória procurava chegar ao empate. A grande exibição de Gaitán - mais uma - desta vez não foi suficiente e coloca o técnico encarnado com alguma pressão para o derby (depois da vitória suada frente a um emblema do CNS e do deslize de hoje perdeu algum crédito que ganhou com o triunfo no Calderón). Ainda assim, a qualificação continua perfeitamente ao alcance.

Quanto ao jogo, o Benfica entrou melhor e adiantou-se no marcador logo aos 2 minutos. Jonas marca um livre de forma rápida, com Gaitán, com muita categoria e classe, a sentar Chedjou e a picar a bola sobre Muslera. O golo pareceu dar tranquilidade aos encarnados, mas a partir dos 10 minutos o Galatasaray começou a estar melhor na partida. O lado direito da defesa do Benfica estava a ser massacrado (Sílvio parecia perdido nesta altura, mas também sem a devida compensação dos colegas), com Sneijder a pôr em prática a sua qualidade de passe. Balta deu o primeiro aviso, tendo Júlio César defendido para canto após cabeceamento do turco. No entanto, o empate não tardou. Numa jogada de insistência, André Almeida toca com a mão na bola ao tentar bloquear um remate e Selçuk Inan, numa excelente execução, empata a partida de penalti. Depois do tento sofrido, o Benfica assumiu a posse de bola (com os turcos mais retraídos) e, numa bela jogada (embora Eliseu tivesse a percepção errada do lance, ao não aproveitar o espaço que tinha à sua frente), Gaitán dispara forte à figura de Muslera. No entanto, quem voltou a marcar foi a formação da casa. Transição rápida, com a bola a entrar entre Jardel e Eliseu (o lateral português estava mal posicionado) e Podolski a não perdoar perante Júlio César. O clube da Luz continuou a ter mais bola mas não conseguiu criar reais chances de golo até ao intervalo. O início da segunda parte podia ter ditado a morte do Benfica neste jogo. Sneijder atirou ao poste e pouco depois Júlio César fez uma defesa tremenda na sequência de um canto, mantendo o Benfica no jogo. E os encarnados reagiram, com Gaitán a aparecer novamente no jogo e a levar a equipa para a frente. Jonas ameaçou, mas até final esteve sempre mais perto o 3-1 do que propriamente o empate para a turma de Rui Vitória. Apesar de os portugueses estarem mais instalados no meio contrário, desequilibraram-se em alguns momentos e podiam ter sofrido o golo. No entanto, o resultado não se alteraria e o Galatasaray, conseguiu segurar a vantagem e entrar na luta pelo apuramento.

Destaques: 

Benfica - Não é uma derrota dramática depois da vitória em Madrid, mas os encarnados permitiram que o Galatasaray reentrasse na luta. A turma de Rui Vitória não soube gerir a vantagem prematura que alcançou, muito por culpa do erro infantil de André Almeida e das fragilidades dos laterais, e acabou por ser superada pela maior intensidade do adversário. As substituições na segunda parte também acrescentaram pouco e a equipa não conseguiu criar muitas oportunidades para chegar ao empate. Gaitán não merecia a derrota, tendo estado mais uma vez a um nível soberbo. Em dia de Champions o argentino veste o fato de gala, mas esteve algo desacompanhado. Jiménez lutou mas não fez diferenças, Jonas eclipsa-se um pouco nos jogos mais exigentes e o ataque encarnado voltou a estar entregue ao argentino. O meio campo também não esteve particularmente brilhante, com André Almeida a ter nota negativa e Samaris, embora tenha estado melhor, também pecou bastante no capítulo do passe. Defensivamente, Sílvio provou que ainda não é alternativa a Nélson Semedo, acusando alguma falta de ritmo nos duelos com o extremo contrário; do outro lado, Eliseu não esteve melhor e, para além das culpas no golo, sofreu imenso com Podolski. Pela positiva sobressaíram Júlio César, que voltou a fazer defesas de grande nível, e Jardel, o mais regular e que menos erros cometeu.

Galatasaray - A partida era decisiva para os turcos e, apesar de haver derby com o Fenerbahce no fim-de-semana, não houve espaço para poupanças. O objectivo foi cumprido e a equipa, com mais transpiração do que inspiração, mereceu o triunfo. Podolski fez um jogo fantástico e justificou o estatuto de craque na equipa (facilidade de remate impressionante), sendo de longe o principal criador de ocasiões de perigo. Sneijder, o outro craque, também acrescentou classe, mostrando qualidade de passe e espírito de sacrifício quando foi necessário. O meio campo de luta teve em Inan (meteu a Turquia no Euro e vem em grande forma) o principal obreiro, com o capitão a destacar-se tanto a recuperar como na saída para o ataque. Numa defesa que teve períodos de grande desorganização, Chedjou acabou por ser o que menos erros cometeu, demonstrando uma excelente capacidade de antecipação.  

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