Extremo do Sporting também não descarta jogar por Portugal

Bom "reforço"? Agora virou moda, mas este caso é mais "puro". Matheus fez toda a formação em Portugal, é ainda sub-21, e neste tipo de situações mantemos que se o jogador estiver legalmente apto para representar uma selecção tem tanto direito como alguém que nasceu nesse País. Aliás, se Matheus Pereira (e quem diz Matheus pode dizer Lima, Jardel, Maicon, etc) não fosse brasileiro, fica a ideia que os adeptos encaravam isto com mais naturalidade (sendo certo que por norma a revolta é mais por a equipa das quinas ser uma "segunda escolha"). Pelo menos com os "Bruma's", que chegam a Portugal com 14/15 anos, ninguém se opõe. Na perspectiva desportiva, a verdade é que apesar de termos uma boa geração de 94, 95 e 97, a de 96, sem ser Jota e Guedes, está algo carente de qualidade, e o jovem leonino podia colmatar essa lacuna. 

Matheus Pereira, que pode ser o principal beneficiado da novela Carrillo, está a ponderar a possibilidade de se naturalizar português e, dessa forma, poder representar as selecções nacionais. Em declarações à Rádio Bradesco Esportes Rio, do Brasil, o extremo "canarinho" de 19 anos diz que está a estudar essa possibilidade. "Converso muito com o meu pai sobre isso, temos uma relação de muito diálogo. Estou num país em que fui acolhido muito bem desde os meus 13 anos, mas nasci no Brasil. Posso dizer que amo as duas nações. Tento não ficar a pensar nisso e no tempo certo tomarei a decisão", argumentou o jovem do Sporting que tem uma cláusula de 60 milhões de euros.

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