De mão cheia se decide um campeão

O Bayern já tem uma qualidade abismal e com tanta eficácia no ataque torna-se simplesmente impossível de bater. Müller e Lewandowski têm uma objectividade impressionante, Thiago está num grande momento, Douglas imparável e Boateng voltou a calar os críticos com duas assistências fantásticas. O Dortmund até entrou bem, mas rapidamente foi engolido pela força do campeão e o título está, a menos que algo de muito estranho aconteça, praticamente entregue. 

Se esperavam equilíbrio no duelo entre primeiro e segundo do campeonato alemão, o Bayern fez questão de provar a superioridade em relação ao Dortmund e esmagou o rival por 5-1. Com novidades no 11 (Castro entrou para o reforço do meio campo, deixando Reus no banco, e Ginter viu Sokratis jogar na lateral direita para sofrer muito com Douglas), o Dortmund até entrou bem, com uma pressão intensa a obrigar o campeão a errar em zonas perigosas, mas a eficácia do Bayern começou a fazer-se sentir quando Boateng, com um passe longo, isolou Müller para o primeiro do encontro. Convém destacar, ainda assim, que houve um lance com 0-0 que devia ter resultado na expulsão de Alaba, por impedir que Auba se isolasse. O Dortmund tentou reagir à desvantagem, mas uma transição rápida dos bávaros daria uma grande penalidade por falta sobre Thiago. Müller, com a serenidade habitual, bisou e aumentou a vantagem. Nem houve tempo para respirar, já que, no minuto a seguir, uma grande combinação ofensiva recolocaria o Borussia no jogo. Aubameyang colocou o seu nome no jogo (leva o feito incrível de marcar em todas as jornadas no campeonato), ao responder a uma assistência perfeita de Castro.

No início da segunda parte, o Bayern nem deu tempo para o Dortmund respirar e pensar em ir atrás do empate. Boateng, com mais um passe do outro mundo, isolou Lewandowski, que fez uma recepção notável e aproveitou uma má saída de Burki (saltou e deixou a bola passar por baixo) para fazer o 3-1. O central alemão é um dos melhores do mundo e evoluiu de forma fantástica com Guardiola, e não fosse aquele drible de Messi e teria mais crédito entre os adeptos. A partir daqui tudo ficou fácil para a turma de Guardiola, letal nas transições. Foi assim que surgiu o 4-1, com a dupla ex-Borussia a combinar bem: Götze cruzou, Lewandowski bisou. O médio, que fez uma excelente partida, também deixaria a sua marca no jogo, aproveitando a passividade da defesa do Dortmund, que já só queria o final do encontro. Tuchel quis surpreender na abordagem ao jogo, mas este Bayern, com estes índices de eficácia, é simplesmente imbatível e somou a oitava vitória em oito jornadas.