Bomba de Coulibay ainda assustou o Benfica, Valeu Jardel; Rui Vitória praticamente não poupou, mas encarnados só resolveram nos 90; Carcela marcou; Cristante, Djuricic e Taarabt nem contra uma equipa do CNS foram opções

Vianense 1-2 Benfica (Coulibaly 79'; Carcela 38' e Jardel 90')

Cheirou a escândalo (o campeão ter de ir a prolongamento contra uma equipa do CNS, ainda para mais em campo neutro era uma enorme surpresa) mas o Benfica derrotou o Vianense e seguiu em frente na Taça de Portugal. Encarnados foram naturalmente melhores, mas tremeram com o golaço de Coulibaly e só nos 90 evitaram que o encontro tivesse mais 30 minutos. Valeu Jardel a Rui Vitória, num jogo pobre dos encarnados apesar do técnico das águias praticamente não ter poupado (Júlio César; Sílvio, Luisão, Jardel e Eliseu; Fejsa, Pizzi, Carcela e Nuno Santos; Talisca e Mitroglou - manteve a defesa mais rotinada e, à excepção de Samaris, Gaitán e Jonas, no meio campo e ataque apostou em várias unidades que na teoria até iam ser titulares este ano, não dando sequer minutos a elementos, como Cristante, Taarabat e  Djuricic, que se não tem uma oportunidade numa partida com estas características dificilmente vão jogar este ano.

Quanto ao encontro, disputado em Barcelos, no Estádio do Gil Vicente, começou praticamente com uma oportunidade do Benfica. Talisca no frente-a-frente com Jonas Mendes, logo no 1.º minuto, permite a defesa ao guardião do Vianense. Mas esse lance foi uma raridade nos primeiros 35 minutos, fase em que os "anfitriões" conseguiram ter bola no meio encarnado e nunca se desequilibraram. Até que aos 38 minutos, Carcela desbloqueia o jogo com um golaço. O marroquino, de 1.ª, de pé esquerdo, apanha uma bola na área, na sequência de um lançamento lateral, e fuzila Jonas. O golo animou as águias, e com naturalidade as oportunidades foram surgindo. Eliseu ainda na 1.ª parte testa Jonas com um grande remate e a 2.ª começa com uma cabeça ao poste de Mitroglou, na sequência de um grande cruzamento de Silvio. Depois foi Pizzi em 3 ocasiões a falhar o 2-0. Primeiro num grande cruzamento de Nuno Santos, a atirar por cima quando estava em boa posição. Depois permitiu a defesa a Jonas e a seguir na cara do guardião do Vianense atirou por cima. E como o golo não apareceu o Vianense acreditou e depois de Dedé, aos 76 minutos ter feito o 1.º remate dos anfitriões, passado 2 minutos aconteceu um dos momentos do jogo, com Mohamed Coulibaly numa transição a transportar a bola vários metros e ainda muito longe da baliza a disparar um míssil ao ângulo de Júlio César. Pouco depois foi Madior, num lance idêntico, a estar perto do 2-1, mas Júlio César com um grande defesa atirou para canto. O Vianense não marcou e acabou por sofrer. Jonas com uma bela defesa ainda tirou um golo a Mitroglou mas no canto Jardel, já nos 90, nas alturas, fez o 2-1.

Vianense - Faltaram poucos minutos para obrigar o campeão nacional ir a prolongamento, o que acaba por ser uma semi-vitória. O conjunto de Andrés Madrid fez o que se esperava, enquanto teve capacidade física tentou ter bola longe na sua área e no 2.º tempo procurou explorar as transições. E a nível individual teve vários elementos em destaque. Jonas demonstrou muita segurança na baliza e Coulibaly (que marcou um golaço) encheu o campo (elemento poderoso fisicamente, mas com capacidade técnica e ao nível da definição). O lateral esquerdo Tsoumagkas e o avançado Márcio Martins também estiveram em destaque.

Benfica - Duplamente mau. Em primeiro lugar pela maneira como a equipa sofreu para eliminar um conjunto do CNS, em segundo por nenhum dos elementos menos utilizados ter dado boas indicações. É certo que os encarnados tiveram oportunidades mais do que suficientes para colocar o marcador nos 2, 3-0, e que tiveram 75 minutos sem sofrer um remate, mas individualmente as indicações não foram boas. Sílvio e Fejsa estão muito longe do ritmo competitivo desejável (demasiado lentos); Carcela marcou um golaço mas teve uma participação em termos colectivos até inferior a Nuno Santos (jovem extremo que acabou o jogo a lateral esquerdo); Talisca também pouco apareceu, mas foi Pizzi a principal desilusão. O médio esteve quase sempre desastrado nas suas acções, principalmente no capítulo da finalização. Na frente Mitroglou, apesar de ter atirado uma bola ao poste, também não fez a diferença. 

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