Aboubakar brilha na noite em que Rúben Neves fez história

FC Porto 2-0 Maccabi (Aboubakar 37' e Brahimi 41') 

O FC Porto cumpriu o objectivo e venceu o Maccabi por 2-0, num jogo que se resolveu no final da primeira parte. Não foi uma exibição de luxo da turma de Lopetegui, mas os azuis e brancos deram sempre a sensação de que assim que acelerassem podiam resolver a questão, e foi isso que aconteceu. A noite do Dragão teve dois heróis, mas um deles fica para a História. Rúben Neves, aos 18 anos, tornou-se no mais jovem capitão de sempre na Liga dos Campeões, superando um registo que pertencia a Rafael Van der Vaart, médio que capitaneou o Ajax muito novo. Aboubakar, com um golo e uma assistência, não quis deixar o português sozinho no palco e também brilhou. 

O encontro não foi minimamente espectacular, até porque o FC Porto entrou com uma atitude algo passiva e permitiu que o Maccabi perdesse o respeito e se estendesse no terreno. A rotação na equipa frente ao Varzim não teve o efeito desejado no jogo de hoje e a equipa apresentou-se pouco pressionante nos minutos iniciais, acreditando que, mais tarde ou mais cedo, a questão se resolveria. Mas os israelitas começaram a sair em transições rápidas, e foi aí que se deu o "clique" nos azuis e brancos, que acordaram e passaram finalmente para o comando do encontro. Aboubakar desbloqueou o jogo de cabeça, após um belo cruzamento de Layun, e logo a seguir o camaronês isolou Brahimi para o 2-0. Tudo parecia estar resolvido à saída para os balneários. E estava mesmo. A segunda parte foi tremendamente monótona, com o Maccabi incapaz de reagir e um FC Porto a gerir a vantagem sem grandes preocupações de visar a baliza contrária. Com esta postura dos dragões e as notórias limitações dos israelitas, os lances perto das áreas escassearam e foi sem surpresa que o resultado se manteve inalterado. Em virtude do empate entre Dínamo de Kiev e Chelsea, o conjunto de Lopetegui é líder isolado do grupo, com 7 pontos, mais dois que os ucranianos. 

Destaques: 

FC Porto - O objectivo foi alcançado sem grandes dificuldades, embora tenha ficado a sensação inicial de que a equipa subestimou um pouco os israelitas, não entrando com a atitude adequada para um jogo desta importância. Ainda assim, sempre se percebeu que os dragões eram superiores ao adversário e que, quando fosse necessário, bastaria aumentar um pouco o ritmo. Os golos no final da primeira parte permitiram que a equipa gerisse tranquilamente a vantagem e pudesse pensar no jogo com o Braga. O homem do jogo foi Aboubakar, com um golo, uma assistência e a habitual astúcia nas movimentações, mas Brahimi voltou a apresentar a "versão Champions" e também esteve num nível elevado (bem melhor do que Corona, que foi algo inconsequente e perdeu inúmeras bolas). O meio campo hoje não carburou convenientemente, especialmente na primeira parte, com Imbula um pouco apagado e Rúben Neves e André André competentes mas sem deslumbrar. A defesa não teve grandes sobressaltos, mas Layun sofreu um pouco com o extremo contrário na primeira, compensando com uma assistência. Nota final para Lopetegui, que, com 20 vitórias consecutivas no Dragão, igualou o registo de José Mourinho.

Maccabi - Uma equipa limitada para estas andanças, mas que conseguiu aproveitar algum relaxamento inicial do FC Porto para equilibrar a partida. Sem grandes ideias ofensivas, sobretudo devido ao péssimo jogo da estrela Zahavi, os israelitas dependeram da velocidade dos extremos Ben Haim e Micha, que causaram alguns calafrios aos laterais portistas. O problema é que, a defender, o emblema de Telavive demonstrou fragilidades inadmissíveis a este nível. Aboubakar fez o que quis da dupla de centrais e o lateral Tibi também sofreu bastante com a criatividade de Brahimi. 

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