Que festival! Benfica humilha o Belenenses; Jonas respondeu à renovação com um bis nos golos e assistências; Mitroglou também marcou 2; Gaitán deu espectáculo; Vitória apostou em Guedes e ainda lançou Nuno Santos; Rosa e Rúben Pinto foram titulares num conjunto de Sá Pinto que esteve desastrado a defender

Benfica 6-0 Belenenses (Mitroglou 5' e 53', Jonas 17' e 39', Gaitán 60', Talisca 63')

Deu para tudo! O Benfica goleou o Belenenses por uns estrondosos, 6-0, e ganhou assim ânimo antes de se iniciar a caminhada na Champions e ir ao Dragão. Um resultado que iguala a maior vitória da época passada (na altura frente ao Estoril) e que confirma que a qualidade individual das águias ainda é suficiente para vergar a maior parte das equipas da Liga e quando o primeiro golo entra cedo, como foi o caso, tudo fica mais fácil. O campeão nacional, que este ano ainda não tinha marcado na 1.ª parte, entrou no jogo praticamente a ganhar, ao intervalo já vencia por 3-0 e com a dupla Gaitán e Jonas em destaque não teve problemas em ampliar o marcador. Rui Vitória deu a titularidade ao jovem Guedes e fez regressar Jardel (deu outra segurança à defesa) e Talisca (parece ter ganho o lugar de 2.º médio) ao 11, tendo apostado ainda no jovem Nuno Santos na 2.ª parte. Da parte dos azuis do Restelo, que ainda não tinham perdido esta época, Sá Pinto, contrariando algumas certezas e novelas que circularam na última semana, lançou Miguel Rosa e Rúben Pinto, mas a equipa respondeu tão mal defensivamente (os primeiros 4 golos do Benfica, praticamente apontados na pequena área, são todos fruto de erros individuais, com Geraldes, Tonel e Ricardo Dias a ficarem mal na fotografia) que foi uma presa demasiado fácil para os anfitriões.

Quanto à partida, o Benfica entrou praticamente a ganhar. Aos 5 minutos Mitroglou, respondeu bem a um cruzamento de Jonas, superou Tonel e de cabeça fez o 1-0. O golo animou as águias e depois de Guedes e Talisca terem tentado, numa boa jogada de envolvimento Gaitán mete na área, Geraldes tem uma abordagem desastrosa, a bola sobra para Jonas que não teve problemas em fazer o 2-0. Num canto Jonas teve perto de fazer o 3-0 mas a bola saiu um pouco ao lado, até que aos 35 minutos, João Amorim faz o 1.º remate do Belenenses, apesar de a bola ter passado ao lado da baliza de Júlio César. Os azuis tiveram 2/3 bons minutos, que coincidiram com o maior espaço que Carlos Martins (muito castigado em faltas nos primeiros minutos) teve, mas esse momento durou pouco. Num canto, Samaris ganha de cabeça a bola sobra para Jonas que tocou para o fundo da baliza. A 2.ª parte começou com um Belenenses mais solto com Luís Leal, que substitui ao intervalo o apagado Kuca, a testar Júlio César, que respondeu com uma boa defesa, naquele que foi o único lance ofensivo em todo o jogo do conjunto de Sá Pinto. Mas, pouco depois, numa grande jogada de Gaitán, a bola sobra (má intervenção de Ricardo Dias) para Mitroglou que, já dentro da pequena área, finaliza para o 4-0. Dava para tudo e em mais uma excelente jogada, Gaitán tabela com Jonas e na cara de Ventura coloca o seu nome no marcador Três minutos depois Talisca com um tiraço fora da área faz o 6-0 final. Ainda faltavam quase 30 minutos, mas o resultado estava feito. Até final destaque para a estreia de Nuno Santos.

Benfica - Correu tudo bem à equipa de Rui Vitória. Em vésperas de confronto europeu os encarnados aproveitaram para ganhar a um adversário que estava ainda invicto, rubricando também a melhor exibição da temporada. Quanto ao 11, Jardel substituiu Lisandro e Gonçalo Guedes (o jogador mais jovem utilizado nos 3 grandes no presente campeonato) empurrou Vitor Andrade para o banco. Num jogo que parecia ser de grau de dificuldade elevado, a equipa entrou agressiva e personalizada, contrariando um pouco a tendência dos últimos jogos em que os primeiros minutos tinham sido de alguma monotonia. Jonas, que respondeu à renovação com 2 golos e duas assistências, foi terrível para a equipa de Sá Pinto - sobretudo quando ocupava o corredor direito -, exibindo-se ao seu melhor nível. No cruzamento, no golo, no apoio a Guedes e Nélson Semedo e sobretudo nos vários papéis que assume durante a partida, ora na área, ora a construir jogo. A seu lado deu para ver a melhor versão de Mitroglou, nomeadamente no papel de referência atacante, tendo rubricado dois golos, tal como o Brasileiro. Para além disso, muito do jogo ofensivo do Benfica continua a ser assegurado por Gaitán (que demonstrou não ter ficado afectado pelo que se passou no Defeso) - indispensável naquilo que a equipa pode produzir no campeonato (fartou-se de desequilibrar, marcou e até brincou com João Amorim) -, tendo hoje aparecido Gonçalo Guedes a um bom nível (útil nos cruzamentos e na dinâmica que deu ao corredor), assim como Talisca que fez valer a sua maior arma, o remate. No sector defensivo os encarnados foram pouco testados e o destaque vai mais para os laterais do que para os centrais, que tiveram um papel discreto em função daquilo que foi o jogo. Como nota final, destaque para a estreia de Nuno Santos, algo que parece reforçar uma nova política no clube da luz (acabou o jogo com dois extremos formados no clube).

Belenenses - Sá Pinto chegava ao jogo da luz com uma aura positiva, mas rapidamente o jogo se tornou num pesadelo. Vários erros defensivos dos elementos da defesa comprometeram a estratégia da equipa que, aliados a uma super exibição do adversário, desde cedo se mostrou incapaz de incomodar o adversário. A nível ofensivo, a equipa foi praticamente inexistente, salvo 2 remates no primeiro tempo, e algumas iniciativas isoladas de Luís Leal. A título individual, este teste mostrou as limitações de alguns elementos dos Azuis, em particular de Ricardo Dias (foi um erro a sua titularidade), Ventura (podia fazer mais em alguns golos) e de praticamente todo o quarteto defensivo; Tonel foi batido por Mitroglou no 1-0, os laterais João Amorim e Geraldes estiveram completamente desastrados, sendo até mesmo surpreendente que André Sousa (um dos melhores no início de época) tenha ficado de fora do 11 escalonado pelo timoneiro do Belenenses. Em conclusão, fica a sensação de que este período não será fácil para a equipa, ainda para mais com uma deslocação à Polónia na Quinta Feira (visita o Lech Poznan).

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