Os melhores entre os melhores

Está de volta a Liga dos Campeões, a principal prova de clubes do Mundo, e os ingredientes devem ser os do costume: recordes semanais de Ronaldo e Messi; emoção, espectáculo e competitividade; estádios cheios e enorme mediatismo; e, sobretudo, uma feroz luta pelo ceptro mais desejado do futebol do Velho Continente. Nesta perspectiva, todos vão querer evitar que o Barça faça ainda mais história e seja a primeira a equipa a vencer a Champions, desde o novo formato, em 2 anos consecutivos. Noutra luta, devem estar Benfica e FC Porto, que procuram encaixar milhões com pelo menos a passagem aos oitavos-de-final.

Assim, no primeiro patamar de favoritismo estão os candidatos do costume. O Barcelona recuperou o título no ano passado e esta época surge novamente na linha da frente, sendo que tem a difícil tarefa de ganhar duas vezes consecutivas, algo nunca conseguido por nenhum clube no modelo Champions. Os rivais mais fortes serão o Real Madrid, agora com o "especialista" do mata-mata Benítez, e o Bayern, onde Guardiola quererá celebrar uma suposta despedida com o título mais importante que ainda não conquistou ao serviço dos bávaros. O PSG e o Manchester City estão há vários anos a lutar para dar o passo seguinte, mas sem sucesso. Contudo, este ano parecem com maior capacidade para incomodar os favoritos. Os franceses, apesar de não chegarem à fase decisiva, têm feito boas prestações (a besta negra chamada Barcelona não tem deixado ir mais longe), e os ingleses, sobretudo se continuarem com este ritmo no campeonato inglês, vão fechá-lo cedo e podem concentrar esforços na Liga dos Campeões, onde a qualidade da equipa pode sempre fazer a diferença. No terceiro patamar está a Juventus, o Atlético de Madrid e o Chelsea. Os italianos, finalistas da última edição, poderiam repetir a proeza caso tivessem mantido o plantel intacto, mas as perdas de Pirlo, Vidal e Tévez tornam a missão mais difícil. No caso dos espanhóis, é sabido que Simeone é muito pragmático em jogos a eliminar e a equipa tem qualidade suficiente para superar qualquer opositor a duas mãos, algo que também acontece com os ingleses. É mais uma oportunidade para Mourinho vencer a Champions ao serviço do Chelsea, depois do fracasso da última temporada. Não se pode esquecer equipas como o Manchester United, de regresso à competição e com uma equipa que pode surpreender, o Arsenal, que parece ficar sempre aquém das expectativas, e os clubes portugueses, que, com um sorteio favorável, podem conseguir uma eventual presença nas meias-finais (o que, nesta altura, quase equivale a título). Para além dos emblemas mencionados, dificilmente alguém terá nível suficiente para ir muito longe na prova, sendo que equipas como a Roma, o Wolfsburgo ou o Sevilha são adversários que terão sempre uma palavra a dizer. Curiosidade também para perceber o que poderão fazer equipas como o Valência, o Zenit e o Olympiacos, treinadas por portugueses, para seguir a estreia do Astana (à partida será o bombo da festa) e o regresso do Borussia Mönchengladbach, que, pela amostra do início de temporada, vai sofrer muito num grupo com Sevilha, Juventus e Man City. 

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