O Mundial da Bola "Meloa"

Rugby, o tal jogo de selvagens disputado por cavalheiros. A pouca predominância deste desporto no nosso País, em que uma única participação num Campeonato do Mundo pode ajudar a explicar muita coisa, não invalida que agora, a poucos dias do início do 8.º Rugby World Cup, não se faça a devida referência. Porquê? Por tudo, pelo facto de se realizar num país que adora este e o desporto em si, Inglaterra, pelo facto de se terem aberto a outros países a realização de parte dos jogos, como o País de Gales, por ser um espectáculo ao nível dos melhores do desporto em geral, por, acredito, não deixar ninguém indiferente, seja ou não adepto de Rugby.

A expectativa é enorme, aproveitarão as grandes equipas do Hemisfério Norte o facto de jogarem na Europa para bater o pé aos super favoritos Top 3 do Hemisfério Sul, com os All Blacks da Nova Zelândia à cabeça? Irão os três monstros do Sul deixar passar a oportunidade de passarem para a frente no número de títulos ganhos (estão todos neste momento Nova Zelândia, Austrália e África do Sul com 2 campeonatos cada)? Assistiremos a um 2.º titulo para o Norte (apenas a Inglaterra foi por uma vez campeã)?

Existem várias dúvidas para responder num ambiente frenético, espectacular, onde impera o fair-play, onde se convive de forma respeituosa com adeptos, adversários e árbitros!!! Sim árbitros, num jogo onde eles próprios convivem e recorrem sem dramas ás imagens televisivas, porque a verdade desportiva está acima de qualquer personalidade ou vaidade pessoal.

Desde que o Rugby se tornou profissional que o jogo evoluiu de forma brutal, já não existem grandes e pequenos, existem 15 super atletas de cada lado, a lutar por cada centímetro de terreno, em busca da tal bola que ficou "meloa", mas que das mãos de um Dan Carter (NZ), de um Quade Cooper (AUS) ou de Owen Farrell (ING) sai sempre redonda. Vamos poder perceber a verdadeira importância de um capitão de equipa, na garra, no espírito, no exemplo, na imagem de Richie McCaw (NZ) que fará seguramente a sua despedida em Mundiais sendo já o atleta mais internacional de sempre, bem como aquele que mais vezes foi capitão por uma selecção e que mais jogos ganhou nessa condição, na de Sam Warburton (PdG), ou de Dusautoir (FRA). Poderemos apreciar super atletas com 100 Kg a fazerem corridas de 100 metros com tempos de fazer confusão às leis da física, como Julian Savea (NZ), Tuilagi (SAM), Bryan Habana (SA) ou Israel Folau (AUS).

Mais do que qualquer texto, deixo a receita aos leitores do VM, vejam o RWC'2015, sintam o ambiente, percebam porque se festeja uma soberba placagem como se o mundo tivesse sido salvo de extra terrestres, porque é que o desporto pode ser "combate" mas limpo, porque é que podemos ir a um estádio com uns amigos, beber umas cervejas sem problemas, desfrutar e seguir num ambiente ímpar.

Da minha parte, acompanharei todos os jogos possíveis via TV e terei ainda o privilégio de ver ao vivo o jogo Nova Zelândia x Argentina. Ver o "haka" ao vivo na companhia do meu filho tornará este dia num daqueles para contar aos netos.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Octávio Alvarez Rodriguez

PS -  Para quem estiver interessado em participar no Fantasy:
Site - http://dreamteam.rugbyworldcup.com/a/home
Código da Liga do VM - 15324-2429

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