O 11 combinado de Benfica e FC Porto

Domingo terá lugar o primeiro clássico do campeonato. Ainda numa fase precoce este duelo não terá certamente o peso do da época passada, em que o bis de Lima deixou o campeão nacional com uma mão no título, apesar de tudo o que ainda faltava jogar, mas poderá servir como impulso ou pressão extra. O vencedor irá ver reforçado o seu estatuto na luta pelo título, enquanto que a equipa que perder terá já nesta fase de correr atrás dos rivais, o que numa liga como a portuguesa por norma é sinal de queda. Já o empate pode favorecer o outro candidato, o Sporting, que caso cumpra, terá a oportunidade de sair desta jornada na liderança. O FC Porto terá a vantagem do factor casa e de entrar na partida com mais um ponto que o rival, já o Benfica irá jogar com o factor experiência e até maior frescura, fruto de ter jogador na Luz e um dia antes nas competições europeias. Clássico que terá como principais destaques a presença de 2 guarda-redes com muito estatuto internacional, vários elementos que se estreiam nestes duelos, como Corona, Imbula ou Mitroglou, mas que acima de tudo irá focar o frente-a-frente entre o agora portista Maxi e o ex-companheiro de equipa Gaitán e castigar o treinador que perder. Lopetegui continua com a fama de não ganhar os jogos "grandes" e ainda não derrotou o Benfica, enquanto que Rui Vitória depois da Supertaça também tem já um rótulo negativo.

Num 11 combinado entre as duas equipas, apesar da valia de Iker Casillas, Júlio César é neste momento o melhor guarda-redes em Portugal e como tal tem de ser o titular. O brasileiro foi decisivo na época passada e este ano, com a defesa menos apetrechada, tem protagonizado grandes exibições. No quarteto defensivo, laterais portistas, centrais benfiquistas. Maxi é de longe o melhor lateral em Portugal, na esquerda entre Layún e Eliseu o duelo é equilibrado mas o mexicano com a sua capacidade no momento ofensivo ganha alguma vantagem. No eixo defensivo, Luisão continua a ser o central mais eficaz em Portugal, formando uma dupla excelente com Jardel, que esteve em grande em 2014-15 (foi depois de Luisão o melhor central da Liga) e este ano o seu regresso deu outra estabilidade à defesa encarnada (2 jogos, nenhum golo sofrido), sendo que Marcano seria igualmente uma opção. No meio campo, mais uma vez empate técnico. Como médio mais recuado, Samaris tem crescido a olhos vistos durante a temporada e é, neste momento, um dos jogadores mais influentes na manobra benfiquista. À sua frente, Imbula, o sr. 20 milhões com o seu transporte de bola, passe e presença física ganha em relação a Herrera, Pizzi ou Talisca. Nas alas, espaço para os artistas das duas equipas. Gaitán tem um peso tremendo no jogo encarnado, decide um jogo de um momento para o outro, e é neste momento o melhor jogador em Portugal. Brahimi é o único extremo indiscutível no FC Porto, apesar de Corona querer demonstrar que pode contrariar essa ideia. O ataque fica entregue a dois goleadores. Jonas, mesmo sem Lima, continua brilhar. Para além do que joga, tem uma média de golos impressionante: 36 em 41 encontros pelas águias. Aboubakar é outra das sensações deste arranque de 2015-16. O camaronês apontou 6 golos em 5 jogos, marca de todas as maneira, tem sido sempre uma presença forte no ataque portista e teve o mérito de abafar o nome Jackson.

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