"Nuno, vai-te embora"; West Ham dá vida a Chelsea, Arsenal e Man Utd

Adeptos do clube Che pediram a demissão de Nuno depois de uma prestação embaraçosa (anfitriões jogaram contra 10 durante 45 minutos), a que se junta um futebol que nunca encantou.

O Valencia não foi além do empate a zero na recepção ao Bétis, apesar de ter estado em superioridade numérica durante 45 minutos, resultado que deixa Nuno numa situação muito complicada. A 1.ª parte foi maioritariamente dos Sevilhanos e a equipa de Nuno apenas incomodava nas iniciativas, principalmente pelo corredor esquerdo, de André Gomes e  de Feghouli no lado direito. O problema estava na decisão e no rumo dado às jogadas no último terço, já que o fim era quase sempre o mesmo: cruzamento para a área. No 2.º tempo, André Gomes saiu com queixas para a entrada de Bakkali (muito irreverente a partir do corredor esquerdo) e o jogo parecia ficar fácil depois da expulsão do novo menino bonito do futebol espanhol, Ceballos aos 48 minutos. Ainda assim, e com as várias mexidas no conjunto Che (entraram De Paul e Mina) os anfitriões pareciam não querer o caminho do golo, agudizando ainda mais um mau início de campeonato (apenas uma vitória em 4 jogos). O Valencia limitou-se a explorar os corredores laterais, procurando os cruzamentos para Álcacer e Rodrigo e, embora se compreenda o período que aí vem com vários jogos num curto espaço de tempo, deixar elementos como Gayá, Cancelo, Enzo ou Negredo fora do 11 em nada ajudou na criação de desequilíbrios no último terço. Relativamente ao Bétis, valeu pelo regresso de Joaquín ao Mestalla (exibiu-se a grande nível) e N'Diaye que controlou as operações no meio-campo da equipa de Pepe Mel.

Hammers em grande, venceram no terreno do Arsenal, Liverpool e agora City; Conjunto de Pellegrini, que ainda não tinha sofrido golos, soma a 2.ª derrota consecutiva em casa, depois do desaire frente à Juventus, e dá assim vida ao Liverpool, Man Utd, Chelsea e Arsenal, apesar do resultado não traduzir em nada o que foi o jogo, tantas foram as oportunidades dos Citizens - Grande surpresa na 6.ª jornada da Premier League com o West Ham a ir a casa do líder City vencer por 2-1. Moses abriu o activo logo aos 5 minutos com um belo remate à entrada da área, tendo Sakho ampliado aos  31 na sequência de um canto; Kevin de Bruyne, que, tal como Otamendi foi titular, ainda empatou em cima do intervalo mas foi um daqueles jogos à City, com mais de 70% de posse de bola, 16 cantos contra 3, 27 remates contra 6 e variadíssimas oportunidades claras de golo, um sufoco autêntico nos primeiros 30 minutos da 2.ª parte, mas por precipitação (Agüero pecou na finalização) ou mérito de Adrián a vitória não fugiu ao conjunto de Bilic. Yaya foi o elemento mais perigoso dos Citizens (mas era daqueles jogos em que a bola não queria entrar), Sagna também esteve em grande do lado direito; já de Bruyne, que jogou a 10, demorou a soltar-se mas foi das melhores unidades na 2.ª parte. Navas teve em muitos lances, mas raramente definiu bem; Nos Hammers, Reid esteve imperial na defesa, mas foi Adrián, com várias defesas de bom nível, a principal figura do encontro.

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