Jorge Jesus aufere 5 ME (mais prémios); Bruno Paulista está no Sporting por empréstimo de um clube angolano (Cervi ia chegar nos mesmos moldes... mas nem comissões de 385 mil euros o desviaram do Benfica)

Nos dias de hoje os que sentem necessidade de estar sempre a realçar que são limpos, diferentes, transparentes por norma acabam por fazer ainda pior.

Tudo a nu. O site Football Leaks divulgou informação privilegiada do Sporting que envolvem jogadores (Danilo, Mitroglou, Cervi) e o treinador Jorge Jesus. São documentos assinados pelos responsáveis do clube leonino como tal, não está em causa a veracidades dos mesmos, apesar de estranhamente o Record ter conseguido dar eco a esta informação quando alguma só foi publicada durante a madrugada.

Por partes:

Jorge Jesus não aufere 3 milhões de euros, nem os 4 que ganhava no Benfica, mas sim 5,004 ME por ano. No contrato assinado fica a confirmação que o treinador vai receber mais que na Luz e a isso ainda pode juntar alguns milhões caso cumpra alguns objectivos. Nos prémios estão incluídas metas para todos os gostos, como é o caso dos 200 mil euros pela conquista da Supertaça de Portugal, ou dos dois milhões em caso de conquista do campeonato nacional, 250 mil por levantar a Taça da Liga, 500 mil pela Taça de Portugal, um milhão por vencer a Liga Europa e quatro milhões no caso de vencer a Liga dos Campeões.. Por exemplo, se Jesus vencer o campeonato, Supertaça, Champions, Taça de Portugal e da Liga, a juntar aos 5 ME de ordenado, ia receber num ano cerca de 11,95 Milhões de euros.

Danilo:

Os 4,5 milhões que o Sporting pagaria aos ‘insulares’ pelo médio seriam regularizados em quatro tranches: numa primeira fase seriam 1,5 milhões pagos até 31 de julho de 2015; um milhão até 10 de janeiro de 2016; igual montante até 10 de julho de 2016 e, finalmente, o último milhão até 31 de dezembro de 2016. O Marítimo teria ainda direito a 10 por cento de uma mais valia numa futura transferência do médio. O Sporting acordou ainda com o Marítimo que, após a aquisição de Danilo que acabou no FC Porto, ficaria com a possibilidade de igualar alguma proposta que fosse apresentada por Marega. Para isso teriam um prazo de 72 horas.

Bruno Paulista:
O Bahia cedeu o médio brasileiro aos leões até 30 de junho de 2016, a troco apenas do pagamento dos salários, mas posteriormente este deve ser contratado a título definitivo pelo Recreativo Caála, de Angola, do empresário António Mosquito. Formalizado em 6 de agosto de 2015, o “Instrumento Particular de Cessão Temporária de Contrato de Trabalho de Atleta Profissional” entre o Bahia, o Sporting, Bruno Paulista e o Recreativo Caála, a SAD leonina celebrou no mesmo dia o “Contrato de Trabalho Desportivo” com o jogador brasileiro, no qual acordou pagar 550 mil euros por um ano de empréstimo, pode ler-se no contrato. O vínculo de Bruno Paulista aos leões prevê ainda o pagamento de um prémio de dez mil euros, por cada dez jogos feitos, no caso de ser titular e completar pelo menos 55 minutos em cada um dos jogos, na Liga ou nas competições europeias.   

Cervi:
No caso do argentino chegaram a ser redigidas duas minutas, uma que previa a cessão dos direitos federativos ao Recreativo Caála pelo Rosario Central, a partir de 28 de janeiro de 2016, mas que previa que o futebolista treinasse no Sporting a partir de dezembro de 2015. A outra respeitava a um contrato de cedência temporária, entre o Caála e o Sporting, até 30 de junho de 2017, com a hipótese de prorrogar esse empréstimo “por épocas sucessivas”, até 30 de junho de 2021. Este contrato seria feito “a título gratuito”, na prática, nas condições em que Bruno Paulista está agora no Sporting. Mas o Rosário Central optou por vender o extremo ao Benfica "por não estar habituado a negociar com este tipo de fundos". Os leões ainda juntaram ao negócio uma comissão de 385 mil euros ao empresário do "novo Dí Maria", mas nem isso impediu o jogador de se juntar ao clube da Luz.

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