Histórico! Benfica humilha na Liga dos Campeões para Juniores

O José Gomes é um fenómeno, não é normal um avançado de 16 anos ter este impacto num escalão já tão próximo dos seniores (grande finalização, mesmo no jogo aéreo, velocidade, técnica e até uma calma pouco comum); Pedro Rodrigues (médio defensivo de grande nível), Diogo Gonçalves e principalmente João Carvalho (sempre recepções orientadas e uma grande qualidade no passe) são demasiados bons para este nível, Guga (que devido ao seu físico continua a ser uma incógnita em relação ao futuro) também esteve em destaque, Hildeberto com naturalidade fez a diferença neste escalão. Mas isto foi uma espécie de "batota", tanta é a superioridade individual e colectiva do Benfica. As águias, que há muito são a equipa que trabalha melhor a formação em Portugal, pela qualidade que apresentam e maneira como dão competitividade aos mais jovens nos escalões superiores aos da sua idade, desta vez inverteram a política (curiosamente o ano passado quando podiam ter ido à final optaram por deixar os melhores na B) e baixaram juniores que já estão na equipa de Hélder como João Carvalho ou Diogo Gonçalves e ainda utilizaram os 3 sub-20: André Ferreira, João Lima e Hildeberto.

Entra para a história! O Benfica humilhou o Astana com os estrondosos 8-0 na 1.ª jornada da Youth League, naquela que é a maior goleada na história da competição (bate os 7-0 do Chelsea ao Maribor). Foram 8, podiam ter sido 12 ou 13 tantas foram as oportunidades que os jovens encarnados criaram. Ao intervalo o Benfica já vencia por 6-0, bis de Diogo Gonçalves, mais 2 de José Gomes, avançado de apenas 16 anos, Guga e Hildeberto, com uma bomba fora da área, também marcaram. No 2.º tempo, depois de várias situações de desperdício, Diogo Gonçalves, aos 55', consumou o hattrick e à entrada dos 15 minutos finais foi Hildeberto, no golo mais fácil da tarde, também a bisar. Encontro demasiado fácil para o conjunto de Tralhão, que jogou sempre no meio campo do Astana (enorme posse de bola e 39 remates contra apenas 1). Os laterais Buta e Yuri foram quase sempre extremos, e não fosse a ineficácia a juntar à boa exibição do guarda-redes Dulatov, o resultado teria sido ainda mais expressivo. Pedro Rodrigues, qual Busquets, mandou no meio campo, Guga foi o elemento mais activo, e a qualidade individual dos elementos da frente, como Diogo Gonçalves, José Gomes e João Carvalho a juntar à força de Hildeberto fez a diferença. Nota ainda para a entrada de João Filipe, outro elemento de apenas 16 anos, que demonstrou que tecnicamente é um predestinado, mas que terá de evoluir mais ao nível físico e da decisão.

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