FC Porto trava campeão europeu depois de estar a perder por 3-0

Grande exibição do conjunto de Folha frente a uma das maiores potências em termos de formação da actualidade, apesar desta equipa dos Blues, mesmo contando com alguns campeões da Youth League como Aida, Clarke-Salter, Jay da Silva, Scott, Colkett, Kasey Palmer e Tammy Abraham, ser claramente mais fraca que aquela que na época passada deu 11-0 ao Sporting, no conjunto dos 2 jogos. Fonseca e o sempre intenso Rúben Macedo criaram muitos estragos na direita; Moretto Cassamá destacou-se pelo poder de decisão; Tony Djim foi decisivo no ataque, o menino Madi Queta (apenas 16 anos) esteve igualmente em destaque; Nos londrinos, Abraham e Palmer fizeram a diferença, os laterais Aida e Silva (este ano adaptado a extremo) também não teriam dificuldade em ser titulares em muitas equipas de I Liga.

A equipa de Juniores do FC Porto deu espectáculo ao empatar a 3 frente ao Chelsea na 2.ª jornada do Grupo G da Youth League. O jogo até parecia que ia ser fácil para o actual campeão da Europa, que ao 26 minutos já vencia por 3-0, mas os dragões responderam, foram superiorizando-se e dominaram quase por completo os últimos 55 minutos, sendo que a igualdade no marcador até acaba por ser injusta tal foi a réplica do conjunto de Folha - valeu ao Chelsea a grande exibição do guarda-redes Baxter. Com este resultado o FC Porto, que tinha perdido em Kiev na 1.ª ronda, tem agora 1 ponto, enquanto que os Blues, que defendem o título, somam 4. Quanto ao jogo, na fase inicial só deu Chelsea que, até sem grande dificuldade, marcou 3 golos em 26 minutos. Primeiro por Palmer, que numa grande jogada com Abraham, aproveita uma recarga para inaugurar o marcador. Depois Quintero, isolado por Abraham, na cara de Filipe Ferreira aplica um chapéu para o 2-0. E a seguir foi Scott, que aproveita uma grande jogada de Palmer na esquerda, para fazer o 3-0. O Porto só apareceu a partir dos 30 minutos mas em grande. Num canto Tony Djim de cabeça fica perto de reduzir mas Baxter evita o golo com uma grande defesa. Pouco depois o conjunto azul e branco chega ao golo. O guardião do Chelsea fica muito tempo com a bola na mão e o árbitro marca livre indirecto, na sequência do lance Verdasca define mal mas acaba por sofrer penalti, tendo João Cardoso aproveitado para fazer o 1-3. Até ao intervalo, Baxter, com uma grande defesa, ainda tira o 2-3 a Madi Queta. Bruno Costa num livre também esteve perto de reduzir, e nesta fase já dava para ver que o FC Porto estava por cima. Domínio que traduziu em golos na 2.ª parte, com Tony Djim (aos 52') a responder, de cabeça, a um cruzamento de Rúben Macedo. Os azuis e brancos iam apertando, Macedo e Madi Queta estiveram perto de empatar mas, depois de Palmer ter sido expulso, o 3-3 chegou mesmo. Rúben Macedo, só podia ser ele, com um belo trabalho individual marca um golo espectacular e coloca alguma justiça no marcador. Ainda faltavam 20 minutos para jogar mas até final, o FC Porto, apesar de estar a jogar contra 10, demonstrou algum cansaço (foi mais visível em Macedo, que estava a desequilibrar o jogo) e o resultado não se alterou.

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