FC Porto responde ao Benfica; André André brilha; Neves, Maxi e Aboubakar também estiveram em destaque na estreia de sonho de Corona

Arouca 1-3 FC Porto (Maurides 83'; Corona 15' e 61', Aboubakar 71')

Num duelo entre líderes levou a melhor o FC Porto, que com a vitória no terreno do Arouca responde à goleada do Benfica e vai chegar ao Clássico com mais 1 ponto que o rival (cenário diferente do da época passada, que na altura teve um impacto decisivo). Uma noite mais tranquila do que se previa para o conjunto de Lopetegui que, apesar de ter renovado o 11 (fez entrar: Casillas; Maxi, Maicon, Marcano e Layún; Rúben Neves, André André e Imbula; Brahimi, Aboubakar e Corona), dominou por completo e praticamente não foi incomodado defensivamente (à excepção do golo de Maurides, já numa fase em que o encontro estava resolvido, Casillas nem teve de sujar as luvas). Jesús Corona teve uma estreia de sonho pelos azuis e brancos ao bisar. Layún também entrou directo no 11, mas foi no meio campo que esteve o grande destaque da partida, com André André, qual Moutinho, a estar em todo o lado (acabou o jogo a extremo) e a participar de maneira decisiva no 2.º e 3.º golo dos azuis e brancos. Rúben Neves, com a sua qualidade de passe, também marcou pontos no regresso à titularidade; Maxi (sempre muito disponível no momento ofensivo) e Aboubakar (golo e assistência de calcanhar) também tiveram nota positiva, já Brahimi foi pouco influente. Do lado dos anfitriões, foi visível a dificuldade em lidar com a mobilidade do ataque portista sendo que no momento ofensivo a capacidade foi quase nula.

Quanto ao encontro, o estreante Layún foi o primeiro a tentar mostrar serviço mas o remate saiu muito por cima. Aos 5 minutos foi o sempre em jogo André André a testar Bracali, mas o guardião do Arouca respondeu com uma boa defesa. Depois foi Maxi, numa excelente iniciativa, a servir Aboubakar, mas o avançado não conseguiu finalizar. Só dava Porto e o golo não demorou. Corona tocou para Aboubakar que de calcanhar assiste novamente o mexicano, que já dentro da área fez o 1-0. Com a vantagem no marcador os azuis e brancos tiraram um pouco o pé e o Arouca aproveitou para equilibrar, no entanto, à excepção de alguns lances de bola parada (o FC Porto exagerou nas faltas, o que proporcionou alguns amarelos), praticamente não incomodou Casillas. Na 2.ª parte, o FC Porto voltou a entrar melhor, Lopetegui também tentou evitar surpresas ao colocar logo aos 55 minutos Danilo no lugar de Brahimi, e com André André em destaque cedo resolveu o jogo. Primeiro na sequência de um remate do ex-Vitória Bracali defende com dificuldade e Corona na recarga bisa, depois bem desmarcado por Rúben Neves assistiu com categoria Aboubakar, para o 3-0. A vitória estava certa mas o Arouca ainda conseguiu reduzir. Um cruzamento/remate de Nildo apanha Maurides ao segundo poste que aproveitou para colocar o seu nome no marcador. No entanto, até final o único destaque foi a estreia de Bueno e um bom cruzamento de Layún que por pouco não apanhou Aboubakar.

Arouca - Na 1.ª derrota de Lito Vidigal, a equipa teve muita bola, principalmente na 1.ª parte, mas demonstrou uma inércia muito grande em criar situações ofensivas (praticamente não rematou à baliza de Casillas). Defensivamente não houve igualmente capacidade para suster a maior qualidade dos azuis e brancos. A nível individual a titularidade de Zequinha não resultou, a defesa também teve menos competente que em jogos anteriores. Na 2.ª parte as entradas de elementos mais físicos como Leandro e Maurides tiveram algum impacto mas não o suficiente para questionar o triunfo dos dragões.

FC Porto - O adversário era complicado, já tinha derrotado o campeão, e a mini-revolução de Lopetegui, que fez 4 alterações no 11, podia permitir a repetição do discurso da época caso o resultado não fosse positivo, mas os dragões deram uma boa resposta e venceram de maneira clara. Sendo que agora o treinador portista vai pagar a factura de ter apostado neste 11, já que Neves e André André deram uma resposta muito positiva e isso irá criar alguma discussão caso percam o lugar para Danilo e Herrera. A nível do ataque Corona também ganhou pontos, e a dúvida agora até está entre Tello e Brahimi; Já Laýun, que como se esperava demonstrou sempre muita vontade no capítulo ofensivo, não deve ter problemas em continuar no 11.

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