Extremo do FC Porto passa a ter cláusula de 60 ME; Coentrão inicia reviravolta do Mónaco

O conjunto de Jardim, à semelhança do que aconteceu na temporada passada, está a ter um início de época penoso, aliando maus resultados (hoje safou-se à tangente) a exibições aquém do que se espera. A equipa perdeu várias unidades (Martial, Kurzawa ou Kondogbia), mas a verdade é que investiu mais do qualquer equipa grande em Portugal e, apesar do foco do projecto ter mudado para a valorização de jovens jogadores, exige-se mais a um elenco que conta ainda com vários internacionais (Subasic, Carvalho, Fabinho, Moutinho ou Toulalan) e uma panóplia de jovens que garante criatividade e irreverência na frente de ataque. Certo é que com a saída à última da hora de Martial, Jardim parece ter ficado sem um homem golo para a posição 9, já que Guido Carrillo se tem revelado, até ao momento, como um dos flops da Ligue 1.

Na jornada 7 do campeonato francês,  o Mónaco deslocou-se a Montpellier para somar três pontos ao vencer por 3-2, com o golo da vitória a ser obtido no minuto 90. Os monegascos, depois de uma primeira parte catastrófica (Subasic foi mesmo a melhor unidade), chegaram ao intervalo a perder por 2-0, mas no 2.º tempo conseguiram a reviravolta. Jardim ao intervalo lançou Bernardo e, mais tarde, El Shaarawy, e a equipa melhorou claramente na criação de situações de golo (mais por culpa do Português). O 2-1 surgiu por intermédio de Fábio Coentrão (finalizou com tranquilidade após pontapé de canto) e o golo do empate apareceu após excelente jogada de envolvimento dos Monegascos, onde Bernardo teve um papel decisivo ao soltar para Dirar que, de seguida, assistiu Lemar com um excelente cruzamento entre o guarda-redes e os centrais. E quando tudo parecia indicar o empate, Ligali tem um erro tremendo ao cometer grande penalidade sobre Coentrão, aproveitando Fabinho para fazer o 2-3 e dar o triunfo a um aflito Mónaco. A título individual, destaque para grande exibição de Coentrão (provavelmente o melhor em campo) e para Bernardo Silva que veio dar a dinâmica que faltou nos primeiros 45 minutos.

Uma renovação que surge numa fase em que o extremo continua a apresentar um futebol inconsequente, que já se arrasta desde Dezembro. Veremos se esta medida dos azuis e brancos (que por norma não perdoam nestas situações, dando sempre uma prova de confiança nos timings certos), vai dar outra "vida" ao argelino - A SAD do FC Porto comunicou à CMVM ter assinado um novo contrato com Yacine Brahimi, alterando a cláusula de rescisão de 50 milhões de euros para €60 milhões. O argelino chegou ao Dragão em 2014 proveniente do Granada, a troco de 6,5 milhões de euros, tendo o clube azul e branco, pouco depois, alienado 80 por cento do passe à Doyen Sports, por cinco milhões de euros. Já este ano os dragões investiram 3,8 milhões de euros para recuperar 30 por cento dos direitos económicos do argelino, passando a deter metade do passe.

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