Ex-Barcelona na mira de Mourinho; Fabio Aru vence Vuelta'2015

Boa aposta? - É o rumor do dia. A lesão de Courtois, que pode ficar afastado da competição durante meia época, pode obrigar o Chelsea a ir ao mercado e a imprensa internacional avança que Mourinho está interessado em Victor Valdés, ex-guardião do Barcelona que continua na lista de dispensados do Man Utd.

Chegou hoje ao fim o ciclo de Grandes Voltas de 2015, com John Degenkolb a vencer ao sprint em Madrid no dia em que Fabio Aru conquistou a Vuelta'2015 afirmando-se como uma das figuras da temporada (já tinha feito 2.º no Giro). O italiano, que desde os escalões jovens sempre se mostrou um dos grandes talentos da sua geração, aproveitou o facto de liderar a equipa mais forte na corrida, liderança essa que ficou reforçada com a desclassificação de Nibali, para levar de vencida Joaquim Rodriguez (2.º) e Rafal Majka (3.º). No entanto, a grande figura da prova foi muito provavelmente Tom Dumoulin. O jovem holandês fez uma corrida fantástica, conseguindo surpreendemente chegar à decisiva 20.ª Etapa na liderança com 6 segundos de avanço sobre Aru. Aí, numa etapa com múltiplas contagens de montanha, a enorme diferença de potencial (e de experiência na discussão pela geral) entre a sua Giant-Alpecin e a Astana do rival ampliou decisivamente a diferença entre ambos e acabou por decidir a corrida. Dumoulin foi apanhado numa armadilha táctica bem montada pela equipa cazaque, e o resultado foi mesmo a caída do holandês para fora do Top 5 final, um resultado que não faz justiça à sua prestação. Também em destaque pela positiva nesta Vuelta esteve Esteban Chaves, que subiu mais um degrau na sua carreira ao terminar na 5.ª posição, vencendo duas etapa e liderando a corrida durante alguns dias. Chaves, cuja carreira esteve em risco depois de uma lesão terrível, vem desde o seu regresso a fechar a diferença para os melhores da sua geração e mostrou aqui que poderá ser uma figura de proa em corridas de três semanas. Joaquim Rodriguez conseguiu um excelente 2.º lugar mas perdeu na última etapa a classificação dos pontos para Valverde, e Omar Fraile venceu a classificação da montanha. Dos favoritos à partida, apenas Nairo Quintana terminou no Top 5, o que confirma novamente a Volta a Espanha como uma prova dada a surpresas. Dos quatro nomes mais credenciados à partida, Valverde mostrou-se bastante fatigado, Quintana esteve debilitado na fase decisiva da corrida, e Froome desistiu depois de uma queda quando parecia lançado para fazer história (considerando o impacto que teve o CR, era muito provável que o britânico fizesse a dobradinha), enquanto que Nibali protagonizou um dos episódios menos dignificantes nos últimos anos no ciclismo. Esta foi ainda uma Vuelta em que os portugueses estiveram em grande destaque. Seja Sérgio Paulinho, cujo grave incidente com uma moto da TV lançou o debate sobre as regras de convivência entre os corredores e outros veículos, ou, mais pela positiva, Nélson Oliveira com uma belíssima vitória de etapa e muito trabalho em várias fugas, a fantástica corrida de José Gonçalves que clamou por um lugar no World Tour em 2016, e o Top 20 final de André Cardoso. Nota final para a juventude, numa fase em que se fala muito no futuro, devido à veterania de Valverde, Purito e a decisão de Contador em abandonar o ciclismo em 2016, esta prova, com 5 elementos sub-27 no Top 6, reforçou a ideia que o ciclismo está vivo e recomenda-se. Dumoulin parece ser um novo Indurain; Chaves e Aru tem um estilo atacante que agrada aos adeptos; Majka está cada vez mais consistente (se melhorar no CR a equipa da Tinkoff está garantida); Landa, apesar de não ter entrado na luta pela geral, deu uma demonstração da sua qualidade com uma vitória e abanão na etapa que revolucionou a geral; e o sul-africano Louis Meintjes, futuro companheiro de equipa de Rui Costa, fechou a prova com um brilhante 10.º lugar.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Luís Oliveira

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